Funai envia R$ 461 mil para combate a incêndio na Terra Indígena Araribóia (MA)

387Com o objetivo de combater o incêndio na Terra Indígena Araribóia, no interior do Maranhão, a Funai descentralizou, essa semana, recursos na ordem de R$ 461 mil reais para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A verba será utilizada para locação de aeronaves para combater o fogo.

 

O incêndio, que já atinge a terra indígena há mais de um mês, ameaça as etnias Guajajara e Awá que vivem na região. Cerca de 136 hectares da terra indígena já foram queimados pelo o fogo, o que representa 36% da área total da reserva. Diante da proporção do incêndio, o governo estadual decretou estado de emergência. A representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, se reuniu com o presidente da Funai, João Pedro, no dia 5 de outubro para tratar da situação na região.

 

A descentralização de recursos soma-se a outros diversos esforços da Funai que já vêm sendo realizados na região, a fim de combater o incêndio. A Fundação tem prestado apoio logístico à operação, auxiliando no fornecimento de alimentação aos efetivos envolvidos no combate, no transportes de materiais e pessoas, bem como na articulação e acionamento dos órgãos envolvidos nas ações. A Funai também promove o diálogo com as comunidades indígenas com vistas a esclarecer acerca dos trabalhos da operação e promover o bom andamento da ação.

 

Junto ao combate aéreo ao incêndio, ocorre um incremento do combate por via terrestre, com a aquisição de mais maquinário para a realização de aceiros. Essa ação consiste em uma técnica de raspagem do solo, atuando como uma barreira a fim de evitar a propagação do fogo.

 

O Exército Brasileiro, o Ibama, o Corpo de Bombeiros e a Funai trabalham em parceria para conseguir garantir o controle do fogo e a segurança das comunidades indígenas que vivem na região.

Destaques

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Um lugar onde se planta e colhe frutos - um pomar. Em língua xavante, Abahi Tebrezê é o nome do projeto abraçado há dois anos pelas mulheres indígenas Xavante, da Terra Indígena (TI) Pimentel Barbosa, MT. Trata-se de uma ação de resgate do conhecimento tradicional, a partir da revitalização do cultivo de batatas nativas. A ideia é, a longo prazo, amenizar - e até reverter - efeitos negativos das mudanças nos hábitos alimentares e a sedentarização causada pela introdução de alimentação industrializada na comunidade.

 

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O Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) deu ganho de causa ao povo Ashaninka no julgamento de um ato de infração da empresa Tawaya por usar indevidamente o conhecimento tradicional dos indígenas na fabricação...

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