Indígenas Xavante apresentam reivindicações à Funai

 

Suas terras estão nas regiões da Serra do Roncador e Vale do Araguaia. Dominaram por um período parte do Centro Oeste. Seu território inicial é em Goiás, mas migraram para o Mato Grosso e entraram em conflito com os Karajá que viviam na Ilha do Bananal. As brigas internas foram responsáveis pela divisão da população Xavante em várias Aldeias. No Vale do Rio das Mortes tiveram os primeiros contatos com os não indígenas.

 

Uma das características marcantes do povo Xavante é o espirito guerreiro. Fortes e Orgulhosos, permaneceram durante muito tempo isolados até os anos 40 e 50, mas no final da década de 50 cederam ao contato.

 

Conservam seus rituais e o ritual de iniciação masculina denominado Furação da Orelha ocorre a cada cinco anos. Os jovens ficam confinados em uma maloca chamada Hö durante cinco anos recebendo os ensinamentos da tradição e tendo apenas contato com os padrinhos e atividades fora da aldeia como caça e pesca. No ritual Danhono furam a orelha e colocam pequenos adornos de madeira. Após o ritual, estão aptos para casar.

 

Sua sociedade se caracteriza por duas metades, os dois clãs opostos: âwawê e po'reza'ôno. O casamento só acontece entre clãs opostos. As mulheres tecem uma cesta de palha utilizada para carregar os recém nascidos amparada na testa por uma alça larga, permitindo realizar suas tarefas.

 

A corrida de tora, troncos de árvore que pesam até cem quilos, disputada entre os clãs, com revezamento, também é uma marca dos Xavante.

 

 

Texto: Eleonora de Paula/ASCOM.

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