Monitores indígenas das águas: unindo geração de renda e sustentabilidade ambiental

audienciammaEm audiência no Ministério do Meio Ambiente nesta segunda-feira (15) com o ministro José Sarney Filho e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, o presidente interino da Funai, Franklimberg de Freitas, confirmou o interesse da instituição em firmar um acordo de cooperação técnica com a ANA objetivando a formação de indígenas para atuarem como monitores da quantidade e qualidade das águas dos rios em terras indígenas.

Franklimberg explicou que o projeto gerará renda às populações indígenas e auxiliará na proteção das águas e sustentabilidade das terras. A proposta, que tem o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), teria, no primeiro momento, o foco em áreas-piloto nas regiões norte, nordeste e sudeste do país, podendo depois expandir-se para outras áreas.

 

"Nosso objetivo é trazer geração de renda e o monitoramento ambiental da quantidade e qualidade das águas dos rios em terras indígenas pelos próprios índios, que conhecem essas áreas como ninguém. Esse projeto vem ao encontro dos objetivos da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI, e está sendo conduzido na Funai pela Coordenação Geral de Gestão Ambiental (CGGAM), afirmou o presidente.

 

Incentivador da proposta, o ministro do Meio Ambiente afirmou que, no que depender do MMA, o projeto será um sucesso. "Tenho uma história de luta pelos povos indígenas desde a Câmara dos Deputados. Enquanto eu for ministro, os índios têm sempre razão".

 

Capacitação dos indígenas

 

Para a formulação do projeto e do Acordo de Cooperação Técnica entre as instituições, um grupo de trabalho composto por servidores da Funai e da ANA já vinha se reunindo, com acompanhamento do presidente Franklimberg. A meta é promover a formação de indígenas pela equipe da ANA, com apoio da Funai e envolvimento de servidores das Coordenações Regionais. Pela atuação como monitores das águas, os indígenas formados seriam remunerados com recursos da ANA repassados à Funai. Planeja-se uma primeira etapa de capacitação ainda para este ano, em Brasília.

 

Também participaram da reunião o secretário-executivo, Marcelo Cruz, e a secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Juliana Simões; o diretor de Hidrologia, Ney Maranhão, o coordenador da Área de Administração, Volney Zanardi, e o superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica da ANA, Marcelo Medeiros; o presidente substituto do Ibama, LucianoEvaristo; o coordenador geral, Fernando Vianna, e a coordenadora de Políticas Ambientais, Maira Smith, da CGGAM/Funai.

 

Priscilla Torres

ASCOM Funai

Destaques

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class=A política indigenista perdeu uma grande aliada na última quarta-feira, 18 de abril. Lylia da Silva Guedes Galetti, combatente das causas justas, representa o comprometimento democrático e horizontal com os direitos dos povos...

class=Hoje é dia de celebrar a importância cultural da herança indígena para o povo brasileiro. Esta contribuição se faz presente desde o hábito do banho diário até a nossa cultura alimentar. Aspectos tão simples que podem passar despercebidos no dia a dia, mas que atestam a presença indígena como fator determinante para nossa formação social, e que fazem parte da identidade do povo brasileiro: essa mistura de índios, brancos, negros e mestiços. Tal diversidade formadora do país é composta também pela diversidade da cultura indígena espalhada em 305 diferentes etnias e suas mais de 270 línguas.

 

 
 
 

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