Alimentação, território e soberania são discutidos durante Feira de Sementes e Saberes A’uwẽ

Outro grupo coletor Xavante da RSX é da TI Marãiwatsédé, cujas coletoras estavam presentes no encontro. Na tarde de sábado, houve um momento para a troca de experiências das mulheres coletoras. Elas falaram não só da venda de sementes florestais, mas também do trabalho com as sementes nas suas roças. "A feira aqui foi importante para as coletoras de sementes de Marãiwatsédé para nós trocarmos feijão e outras sementes do Cerrado e trocar experiência. Aqui eles valorizam o conhecimento dos velhos, isso é muito importante" avaliou Carolina Rewaptu.

 

FeiraXavMarianoMariano Wadzerepru Babati, da Aldeia Nossa Senhora das Graças, na TI São Marcos, e servidor da CR Xavante, sugeriu a realização de eventos como esses em outras terras xavante: "A gente precisa valorizar a semente, reproduzir, e através da reprodução vamos resgatar todo tipo de sementes. Para isso é muito importante levar essa experiência para outras aldeias xavante, como na TI São Marcos, para continuar tendo a semente e tendo a plantação também para não acabar a natureza do Cerrado."

 

A Feira de Sementes e Saberes A'uwe foi organizada pela AIRE, com apoio do programa DGM Brasil, da Coordenação Regional Xavante/Funai, da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge – GO, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Socioambiental (ISA) e da Operação Amazônia Nativa (Opan). O projeto de fortalecimento do trabalho com sementes na aldeia aprovado pelo programa DGM Brasil prevê também a estruturação do grupo coletor da Rede e construção de uma casa de sementes. A AIRE foi formalizada em 2016 com 180 associados da aldeia e tem atuado na produção e comercialização de artesanatos tradicionais, intercâmbios culturais e na formação e produção audiovisual para que os próprios jovens da aldeia registrem as atividades desenvolvidas.

 

Colaboração: Maíra Ribeiro – CR Xavante/Funai e Guilherme Carrano – CGETNO/Funai

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class=Pangùbàà panzanì mene mangà panbàt pìt tikìà. Numa tradução aproximada do tupi-mondé, a oração que abre essa matéria quer dizer: estudar é o melhor caminho a seguir. Seja na língua materna do Povo Cinta Larga ou em português, alcançar o conhecimento é expandir possibilidades. Com esse pensamento, jovens dessa etnia começaram a frequentar os cursos técnicos de Meio Ambiente, Comércio e Agropecuária do Instituto Federal do Mato Grosso, no município de Juína, a 734 km de Cuiabá.

 
 
 

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