Funai abre inscrições para processo seletivo de estagiários

estagiariosO presidente da Funai, Franklimberg de Freitas, autorizou essa semana a abertura das inscrições para o processo seletivo de preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para estagiários de níveis médio e superior. As inscrições serão realizadas, de forma gratuita, por meio do site da Superestágios.

 

Para participar do processo seletivo, o estudante deve ter disponibilidade para estagiar por, no mínimo, seis meses, estar matriculado e frequentando efetivamente o curso de nível médio ou superior em instituições de ensino oficialmente reconhecidas pelo Ministério da Educação, não estar cursando, em 2017, o último ano do ensino médio ou o último semestre de nível superior; ter disponibilidade para estagiar em regime de quatro horas diárias e 20 horas semanais ou seis horas diárias e 30 trinta horas semanais, no período matutino ou vespertino, e ter idade mínima de 16 anos.

 

Como forma de classificação, os concorrentes serão submetidos a uma prova objetiva online, prevista para ter início no dia 04 de dezembro de 2017 e término no dia 12 de janeiro de 2018.

 

Podem participar do processo seletivo alunos dos cursos de nível superior e médio de Secretário Executivo, Técnico em Administração, Técnico em Informática, Técnico em Redes de Computadores, Administração, Direito, Geografia, Letras, Recursos Humanos, Técnico em Secretariado, Serviço Social, Técnico em Contabilidade, Técnico em Recursos Humanos, Geodésia/ Cartografia, Sistemas de Informação, Técnico em Meio Ambiente, Ciências Contábeis, Gestão Ambiental e Gestão Pública.

 

A seleção contempla oportunidades de estágio nos Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Roraima e Tocantins.

 

Os locais de atuação podem ser os seguintes: Frente de Proteção Etnoambiental Envira - Rio Branco, Coordenação Regional do Juruá - Cruzeiro do Sul, Coordenação Regional Nordeste - Maceió, Coordenação Regional Amapá e Norte do Pará - Macapa, Coordenação Técnica Local de Oiapoque, Coordenação Regional do Alto Solimões - Tabatinga, Coordenação Regional de Médio Purus - Labrea, Coordenação Regional do Rio Negro - São Gabriel da Cachoeira, Coordenação Regional Madeira - Humaita, Coordenação Regional de Manaus, Coordenação Regional do Vale do Javari - Atalaia do Norte, Coordenação Técnica Local de Mauês, Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari - Atalaia do Norte, Coordenação Regional Sul da Bahia - Porto Seguro, Coordenação Regional Nordeste II - Fortaleza, Funai Sede - Brasília, Centro de Formação em Política Indigenista - Sobradinho, Coordenação Técnica de Minaçu, Coordenação Regional de Cuiabá, Coordenação Regional Noroeste do Mato Grosso - Juina, Coordenação Regional Norte do Mato Grosso - Colíder, Coordenação Regional Ribeirão Cascalheira, Coordenação Regional Xavante - Barra das Garças, Coordenação Regional Xingu - Canarana, Coordenação Técnica Local de Campinápolis I e II, Coordenação Técnica Local de Comodoro II, Coordenação Técnica Local de Confresa I, Coordenação Técnica Local de General Carneiro, Coordenação Técnica Local de Rondonópolis I, Coordenação Técnica Local de Santa Terezinha, Coordenação Técnica Local de Tangará da Serra I, Coordenação Regional de Campo Grande, Coordenação Regional de Dourados, Coordenação Regional Ponta Porã, Coordenação Técnica Local de Aquidauana, Coordenação Regional de Minas Gerais e Espírito Santo - Governador Valadares, Coordenação Técnica Local de Teófilo Dias, Coordenação Técnica Local de São João das Missões, Coordenação Regional Centro - Leste do Pará - Altamira, Coordenação Regional de Tapajós - Itaituba, Coordenação Técnica Local de Redenção, Coordenação Técnica Local de Guaira, Coordenação Técnica Local de Nova Laranjeiras, Coordenação Técnica Local de São Jerônimo da Serra, Coordenação Técnica Local de Natal, Coordenação Técnica Local de Passo Fundo, Coordenação Técnica Local de Nonoai, Coordenação Regional de Tapejara, Localizada em Passo Fundo, Coordenação Regional de Cacoal, Coordenação Regional de Guajará - Mirim, Coordenação Regional de Ji - Paraná, Coordenação Regional de Roraima - Boa Vista, Coordenação Regional Interior Sul - Chapecó, Coordenação Regional do Litoral Sul - São José, Coordenação Regional Litoral Sudeste - Itanhaém, Coordenação Técnica Local de Itanhaém, Coordenação Regional Araguaia Tocantins - Palmas, Coordenação Técnica Local de Itacaja e Coordenação Técnica Local de Tocantinopolis.

 

ASCOM / Funai

Destaques

class=Imagine passar 22 anos observando uma só pessoa. Planejando ações de vigilância do território onde vive, garantindo sua proteção contra ameaças externas. Nenhuma palavra trocada. Todo contato consistindo em fornecer alguns objetos que poderiam ser úteis para a sua sobrevivência. É esse o trabalho realizado pela Funai na Terra Indígena (TI) Tanaru, onde vive o indígena isolado popularmente conhecido como o "índio do buraco".

 

A Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé (FPE Guaporé) é a unidade da Funai responsável pelo monitoramento dos seus processos de ocupação e pela proteção da TI Tanaru. Esse trabalho é realizado constantemente. Periodicamente a FPE Guaporé alterna ações de monitoramento da TI Tanaru com ações de vigilância do entorno de seu território, garantindo sua proteção.

 

Quando há a presença confirmada ou possível de povos indígenas isolados fora de limites de terras indígenas, a Funai se utiliza do dispositivo legal de Restrição de Uso (interdição de área), amparando-se no artigo 7.º do Decreto 1775/96; no artigo 231 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; e no artigo 1.º, inciso VII da Lei nº 5371/67, visando a integridade física desses povos em situação de isolamento, enquanto se realizam outras ações de proteção e tramitam processos de demarcação de terra indígena.

 

A atual delimitação da TI Tanaru foi estabelecida em 2015, por meio da Portaria do Presidente da Funai de número 1040 de 16 de outubro, que prorrogou a interdição de área por mais 10 anos. A área demarcada possui 8.070 hectares. Não obstante, as primeiras interdições de área ocorreram já na década de 1990, logo após a confirmação da existência do índio isolado da TI Tanaru.

 

É bastante traumático o histórico do povo indígena da qual pertence. Na década de 80, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia, provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados que até então viviam nessas regiões, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte.

 

Após o último ataque de fazendeiros ocorrido nos finais de 1995, o grupo que provavelmente já era pequeno (a partir de relatos, a equipe local acreditava serem seis pessoas) tornou-se uma pessoa só. Os culpados jamais foram punidos. Em junho de 1996, a Funai teve finalmente o conhecimento da existência e da traumática história deste povo, a partir da localização de acampamento e outros vestígios de sua presença. Quando a Funai finalmente confirmou sua presença, já havia apenas uma pessoa. No entanto, outros indícios anteriores levaram os servidores a crer que ali residia um grupo maior.

 

Nos últimos 10 anos, a Funai realizou 57 incursões de monitoramento do indígena e cerca de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da TI Tanaru. Até a presente data a FPE Guaporé localizou 48 moradias, documentadas conforme a metodologia da Funai. Ao longo do tempo, foram registradas várias imagens suas, obtidas por acaso, durante as ações da FPE Guaporé no interior da TI Tanaru. Mesmo com uma equipe reduzida, a Funai não mediu esforços para estar presente, vigiando o entorno e monitorando suas condições de vida. "A gente sempre sabe mais ou menos em qual igarapé e em qual parte da terra indígena ele se encontra. Monitoramos ele de longe", afirma Altair Algayer, Coordenador da FPE Guaporé. Há mais de 5 anos não se observam invasões de madeireiros, desmatamentos e nenhuma outra presença de pessoas estranhas dentro dos limites da área.

 

A partir da confirmação da presença dele, em 1996, a Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais que ele passa frequentemente. Por volta de 2012, a Funai registrou algumas roças de milho, batata, cará, banana e mamão plantadas pelo indígena, que vive basicamente desses alimentos e da caça.

 

O que surpreende os servidores que acompanham a trajetória do indígena isolado da TI Tanaru é a sua vontade de viver. Para Altair, "Esse homem, que a gente desconhece, mesmo perdendo tudo, como o seu povo e uma série de práticas culturais, provou que, mesmo assim, sozinho no meio do mato, é possível sobreviver e resistir a se aliar com a sociedade majoritária. Eu acredito que ele esteja muito melhor do que se, lá atrás, tivesse feito contato".

 

Compete à Funai, por meio CGIIRC e das CFPEs, garantir aos povos isolados o pleno exercício de sua liberdade e das suas atividades tradicionais, disciplinando o ingresso e trânsito de terceiros em áreas em que se constate a presença de indígenas como Tanaru, tomando as providências necessárias à proteção desses povos.

 

Assista ao vídeo registrado pela FPE Guaporé.

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