Educadores Xavante se reúnem para discutir educação escolar indígena no Fórum Tsihorirã

forumcrxavanteCom o tema Discutindo a Qualidade da Educação Escolar no Território Xavante, aconteceu o III Fórum Tsihorirã, de 28 de fevereiro a 2 de março de 2018, no campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, em Barra do Garças/MT. O Fórum é um espaço autônomo permanente de discussão e articulação, que se reúne desde 2016 para o fortalecimento da educação escolar indígena no território Xavante.

 

 

Estiveram presentes cerca de 40 indígenas Xavante, entre educadores, gestores escolares e lideranças comunitárias de todas as Terras Indígenas (TI) Xavante, além de representantes de instituições que trabalham diretamente com a educação escolar indígena no território Xavante, como Secretarias Municipais de Educação, Assessorias Pedagógicas, o Centro de Formação e Atualização de Profissionais da Educação Básica – Cefapro e a Funai, através das Coordenações Regionais - CR Xavante e de Ribeirão Cascalheira.

 

Ao longo dos três dias de discussão, foram debatidos os avanços e desafios para melhorar a qualidade da educação escolar no território Xavante, através de mesas redondas, grupos de trabalho e plenárias. Os grupos de trabalho, que ocorreram no segundo dia, trouxeram rico debate sobre os desafios para a efetivação do currículo escolar diferenciado A'uwẽ Uptabi. Foram levantadas preocupações sobre o aprendizado da língua materna nas escolas e de melhorar a qualidade das escolas nas aldeias, para que os jovens não migrem para as cidades para estudar.

 

O professor Tomé Tsi Eiwa Adi, da TI São Marcos, foi enfático em seu grupo de trabalho ao falar sobre o preconceito contra os povos indígenas e desconhecimento da cultura Xavante por parte das próprias instituições de educação, como as Secretarias Municipais de Educação. "Isso dificulta a implementação de um currículo e calendário escolar diferenciado e de acordo com a educação Xavante", afirmou.

 

As propostas de ações e estratégias elaboradas nos diferentes grupos de trabalho foram compartilhadas e referendadas em plenária no último dia do evento. Durante a plenária, Lucas Ruri'õ, educador da TI Sangradouro, lembrou que para efetivar uma educação escolar de qualidade é preciso "trabalhar com os indígenas e não para os indígenas", possibilitando maior aprendizagem no processo de formulação de políticas públicas.

 

Oscar Waraiwe, educador Xavante da TI São Marcos que integra a equipe de formação indígena do Cefapro, ressaltou a importância desse espaço de articulação e mobilização indígena. "O Fórum Tsihorirã é uma iniciativa de grande relevância, atuando pela melhoria da qualidade da educação nas escolas A'uwẽ Uptabi e desenvolvendo um trabalho com diversos parceiros em prol da comunidade Xavante. O Fórum, sendo espaço de movimento, discute e articula a educação xavante, buscando desenvolver uma política pública de educação que visa atender as especificidades, a tão sonhada educação diferenciada", ressaltou.

 

 

Maíra Ribeiro

CR Xavante

Destaques

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A Terra Indígena (TI) Kaxuyana/Tunayana é de posse permanente dos povos originários. A portaria publicada pelo Ministério da Justiça na última quinta-feira (20) declara posse permanente da área, localizada entre o estados do Pará e Amazonas, aos povos Kaxuyana, Tunayana, Kahyana, Katuena, Mawayana, Tikiyana, Xereu-Hixkarayana, Xereu-Katuena e três grupos de indígenas isolados que vivem na região.

class=Ocorreu, nesta segunda (17) e terça-feira (18), no Palácio do Itamaraty em Brasília/DF, o Seminário Internacional sobre Metodologias e Instrumentos de Mensuração da Cooperação Internacional, organizado pela Agência...

Posto Ikpeng - Foto: Mário Vilelaclass=Começou ontem (17), na Sede da Funai, em Brasília, a I Oficina sobre o Papel da Funai na Saúde dos Povos Indígenas, que tem como prioridade a elaboração de uma Instrução Normativa (IN) sobre o tema.

 
 
 

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