Estudantes indígenas ganham as universidades

 

O Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas, conhecido como Maloca, é uma das conquistas dos estudantes da UnB e aproxima as comunidades indígena e acadêmica. O local se tornou uma espécie de "segunda casa" onde eles se encontram, conversam e estudam. É um espaço aberto a toda a comunidade.

 

Cotas e Enem

 

De acordo com MEC, os processos de seleção para ingresso de indígenas nas universidades são muito variados. A maioria das instituições criou metodologias específicas, tendo como exemplos mais usuais a indicação dos candidatos feita pelas comunidades e suas organizações indígenas, seguida de provas específicas e entrevistas ou apresentação de memoriais.

 

No âmbito do governo federal, o principal acesso se dá com a nota do Enem e por meio de processos como Sisu, para instituições públicas, e Prouni, com bolsas para instituições privadas.

 

Segundo o MEC, por meio do Sisu, sistema pelo qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem, a Lei de Cotas reserva um percentual de vagas para indígenas. O número varia de acordo com o índice populacional dos indígenas apresentado no último Censo do IBGE para aqueles candidatos que estudaram em escolas públicas e que se autodeclararam indígenas.

 

Já o Programa Universidade para Todos (Prouni) foi criado com a finalidade de conceder bolsas de estudo, integrais e parciais, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de ensino superior privadas, a estudantes oriundos de escolas públicas ou privadas com bolsa integral e cuja renda familiar per capita seja de até 3 (três) salários-mínimos, nos termos do § 1º e 2º da Lei nº 11.096, de 2005. Além disso, a maioria das universidades criou reservas de vagas ou cotas especificamente para indígenas.

 

O MEC explica ainda que outra ação importante para garantir o espaço dos indígenas nas universidades foi o investimento em melhorias na Educação Básica das escolas indígenas. Nos últimos anos, o governo federal investiu na Licenciatura Intercultural, voltada para a formação de professores indígenas que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio das escolas indígenas. Só em 2017, foram mais de 2,7 mil educadores atendidos pelo programa em 16 instituições de 14 estados brasileiros.

Permanênciamaloca

 

Os estudantes indígenas comemoram o aumento no número de matrículas mas dizem que o ingresso nas universidades não é hoje a parte mais difícil. Além de Awámirim, a aluna de mestrado da Faculdade de Saúde da UnB, Rayanne Cristine Máxima França, diz que a permanência é o grande desafio para eles. Muitos precisam se mudar de onde moram e encontram dificuldades em garantir o sustento nos centros urbanos.

 

O MEC afirma que muitas universidades promovem ações de permanência para estes estudantes. No âmbito das políticas de assistência estudantil, a pasta oferece o Programa Bolsa Permanência, que atende de modo diferenciado indígenas e quilombolas. O recurso é pago diretamente ao graduando por meio de um cartão de benefício. O valor da bolsa é de R$ 400.

 

Na UnB, o Projeto Raízes seleciona estudantes veteranos como tutores de novos universitários. A iniciativa favorece o desenvolvimento acadêmico e a integração social e cultural. Além de estudantes indígenas, o programa atende refugiados.

 

FONTE: Ministério da Justiça

 

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