Cinema indígena ganha mostra exclusiva no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Ava Marangatu 1

 

O cinema indígena ganha, pela primeira vez, espaço exclusivo de divulgação no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, cuja 51ª edição inicia hoje (14). Entre os dias 15 a 18 de setembro, a Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas trará à capital nove produções de forma gratuita e sem caráter competitivo.

 

Todas as exibições serão realizadas nos arredores do Memorial dos Povos Indígenas e a curadoria dos filmes é uma parceria do festival com a Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Ascuri).

Gilmar Galache, cineasta indígena e curador do evento, destaca que o momento revela uma alternativa à produção cinematográfica brasileira, em contraposição ao modelo hegemônico. "É importante para todos que a diversidade do cinema esteja presente no maior festival do Brasil, revelando suas lutas, desejos e particularidades, e também que esse espaço se consolide e abra todos os anos", completa o cineasta.

Uma roda de conversa entre os realizadores indígenas e indigenistas abrirá a mostra às 16h do sábado (15). Às 19h, o documentário Jerosy Pulu – O grande canto, de Ademilson Kikito Concianza, dará início às projeções do primeiro dia de evento que finaliza com a ficção Avaxi para'i: semente, de Vinícius Toro.

A mostra faz parte do projeto Culturas Vivas e, nesta primeira edição, dialoga com o Cine Memorial, desenvolvido desde o início de 2018 pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.



Acompanhe a programação:

De 15 a 19 de setembro

Local: Memorial dos Povos Indígenas

Endereço: Eixo Monumental Oeste, praça do Buriti
Entrada Franca 

15/09

16h: Roda de conversa
Realizadores presentes: Gilmar Galache (Terena), Eliel Benites Kaiowá) e Sidvaldo Julio Raimundo (Terena), Ademilson Terena, Vinicius Toro, Márcia Venício, Genito Gomes, Patrícia Ferreira, Edgar Xakriabá e Renato Batata.

19h: Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas, com Jerosy puku – O grande canto (documentário, 15 min, 2018, MS, livre) de Ademilson Kikito Concianza e Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Kaiowá, Guarani e Terena); Avaxi para'i: semente (ficção, 81 min, 2016, SP, livre), de Vinicius Toro.


16/09

19h: Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas, com Ava Marangatu (documentário, 15 min, 2016, MS, livre), de Genito Gomes Kaiowá, Valmir Gonçalves Cabreira Kaiowá, Jhon Nara Gomes Kaiowá, Jhonaton Gomes Kaiowá, Edna Ximenez Kaiowá, Dulcidio Gomes Kaiowá, Sarah Brites Kaiowa, Joilson Brites Kaiowá;Mosarambihára (documentário, 18 min, 2016, MS, livre), da Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Kaiowá, Guarani e Terena); e Teko haxy – Ser imperfeita(documentário, 40 min, 2018, GO, livre), de Patrícia Ferreira e Sophia Pinheiro.

Destaques

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A Terra Indígena (TI) Kaxuyana/Tunayana é de posse permanente dos povos originários. A portaria publicada pelo Ministério da Justiça na última quinta-feira (20) declara posse permanente da área, localizada entre o estados do Pará e Amazonas, aos povos Kaxuyana, Tunayana, Kahyana, Katuena, Mawayana, Tikiyana, Xereu-Hixkarayana, Xereu-Katuena e três grupos de indígenas isolados que vivem na região.

class=Ocorreu, nesta segunda (17) e terça-feira (18), no Palácio do Itamaraty em Brasília/DF, o Seminário Internacional sobre Metodologias e Instrumentos de Mensuração da Cooperação Internacional, organizado pela Agência...

Posto Ikpeng - Foto: Mário Vilelaclass=Começou ontem (17), na Sede da Funai, em Brasília, a I Oficina sobre o Papel da Funai na Saúde dos Povos Indígenas, que tem como prioridade a elaboração de uma Instrução Normativa (IN) sobre o tema.

 
 
 

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