Funai e ICMBio estudam capturar e remover onças que ameaçam comunidades indígenas no Parque Xingu


onca d reversoAs equipes consideraram quatro aspectos para avaliar o risco de ataques de onças:

 

1. o dia a dia dos indígenas: se eles saem para as roças juntos ou sozinhos, se elas vão acompanhados ou não para o banho na lagoa ou rio, ou se passam por muitos locais de mata fechada, os horários de atividades;

 

2. as ocorrências de onças: frequência com que estes animais rondavam locais próximos às aldeias;

 

3. a distância em que as onças estiveram em relação às aldeias;

 

4. a quantidade de cães que haviam sido atacados pelas onças.

 

 

Manejo da onça-problema

 

A curto prazo, o analista ambiental do ICMBio afirmou que a providência a ser tomada é identificar, capturar e, possivelmente, remover o animal-problema. Observou-se, a partir das informações obtidas, que a onça responsável pelo ataque da Kamayurá é um macho e cuja presença no interior da aldeia tem sido muito frequente.

A médio e longo prazos, deve-se buscar o manejo dos fatores que estão levando as onças a chegarem perto das aldeias. Pretende-se investigar melhor quais são eles. Entre as sugestões apresentadas estão o aumento do desmatamento e das queimadas nos limites do Parque Indígena do Xingu e a alta quantidade de cães domésticos. Pretende-se dar continuidade à essas avaliações e monitorar as onças com coleiras de rastreamento por satélite para uma análise de risco mais precisa. A Funai e ICMBio também consideraram a necessidade de se realizar ações de educação com os indígenas para reduzir o medo perante às onças e retomar os valores sagrados da espécie para as etnias. 

 

Ambas instituições planejam continuar desenvolvendo as atividades de forma conjunta buscando promover a harmoniosa convivência milenar entre os indígenas do Alto Xingu e os grandes predadores.


Assessoria de Comunicação Social / Funai

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