Funai fecha 2018 com ações de fortalecimento e defesa dos povos indígenas

  

 

Demarcação de terras

 

Cabe à Funai promover estudos de identificação e delimitação, demarcação, regularização fundiária e registro das terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas.

 

Em 2018, a Diretoria de Proteção Territorial encaminhou para o Ministério da Justiça processos para fins de publicação de portarias declaratória e de homologação das Terras Indígenas Cobra Grande, dos povos Arapium, Jaraqui e Tapajó (BA); Guaravity, dos Guarani Mbya (SP); Tupinambá de Olivença, do povo Tupinambá (BA); Arara do Rio Amônia, dos Arara (AC); Maró, dos Arapium e Borari (PA); e Tuwa Apekuokawera, dos Suruí (TO); além da aquisição de imóvel destinado à constituição de área reservada ao povo Krenyê (MA).

 

Foram entregues as posses do território tradicional às comunidades das Terras Indígenas Paraná do Arauató (AM) e Tabocal (AM), além dos procedimentos dos registros cartoriais de quatro áreas homologadas anteriormente por decreto presidencial e uma área reservada com cadastro na Secretaria de Patrimônio da União, totalizando aproximadamente 420 mil hectares, nos Estados do Amazonas, São Paulo, Bahia e Santa Catarina.

 

 

Empoderamento feminino

  

joeniaAinda este ano, comemoramos a eleição da primeira mulher brasileira indígena. Joênia Batista de Carvalho, do povo Wapichana, foi eleita deputada federal pelo Estado de Roraima e recebeu um total de 8.267 votos. Desde 1982, com Mário Juruna, um indígena não se elegia deputado federal.

 

Primeira mulher indígena a se tornar advogada no Brasil, Joênia também recebeu, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos, por sua defesa em favor das populações indígenas.

  

 

Estudantes indígenas ganham as universidades

 

Outra conquista dos povos indígenas em 2018 foi o crescimento do número de universitários. Em menos de sete anos, a quantidade de indígenas matriculados nas universidades cresceu mais de cinco vezes. O aumento na procura por formação acadêmica entre os povos indígenas deve-se à necessidade de formar profissionais qualificados e inseridos em contextos políticos e socioculturais e que ainda colaborem com a luta pela conquista da autonomia e da sustentabilidade de seu povo (Fonte: Ministério da Justiça).

 

 

Assessoria de Comunicação da Funai, com informação das Diretorias de Proteção Territorial (DPT), de Administração (DAGES) e de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável (DPDS)

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