Terra Indígena mais desmatada de Rondônia é cenário de operação realizada pela Funai e instituições parceiras

Karipuna

Em Rondônia, as invasões e ameaças a terras indígenas (TI) mobilizaram, em caráter prioritário, a equipe técnica da Funai em Brasília e na região para, junto a instituições governamentais parceiras, deflagrar operações de fiscalização nas áreas comprometidas.

 

Após operação na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau entre os dias 23 e 28 de abril, uma equipe formada por servidores da Funai, Ibama, Exército Brasileiro, Batalhão da Polícia Ambiental (BPA) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) partiu para as terras indígenas Karipuna e Karitiana no intuito de combater atividades ilegais no território.

Karipuna 6-2

De acordo com João Alcides Loureiro, diretor de Proteção Territorial (DPT), as atividades de monitoramento territorial têm sido intensificadas na região. Com o trabalho do Centro de Monitoramento Remoto (CMR), a Funai identifica a localização e dimensão dos ilícitos. Em seguida, a DPT planeja as ações exequíveis para combater os crimes nas terras indígenas.

Entre os dias 29 de abril e 5 de maio, a fiscalização ambiental e territorial foi intensa nas áreas em que houve grande número de denúncias de invasões e grilagem, bem como nos locais de extração ilegal de madeira identificados pelo CMR e por operações anteriores. A ação fez parte da missão Curare Ajuricaba IV do Exército Brasileiro.

Karipuna

O norte da TI Karipuna foi um dos focos da operação. A terra indígena ocupa o primeiro lugar entre as mais desmatadas de Rondônia. Em relação ao ranking nacional, aparece entre as 10 primeiras. Em 2017, o CMR apontou 1.080 hectares de desmatamento. As crescentes invasões em áreas muito próximas às aldeias deixaram os Karipuna atemorizados e vulneráveis.
Karipuna 5

 

A ação da equipe na região buscou coibir retirada de madeira, coleta de frutos, principalmente açaí e castanha, caça de animais silvestres, demarcação de lotes, entre outros ilícitos.

 

A operação detectou a venda de áreas da TI por parte de grileiros que cobravam, além do valor do lote, mensalidade para exploração e serviços advocatícios, caso o comprador fosse preso por exploração ilegal e invasão de terras indígenas. Foram inutilizadas duas barracas de madeireiros e três de invasores.

Duas pessoas foram conduzidas à delegacia em Porto Velho. Uma delas foi presa em flagrante de invasão da terra indígena e em posse ilegal de duas espingardas. A outra recebeu multa de R$ 20 mil por danificar três hectares de floresta nativa em área de domínio público, visto que recebia R$ 200 pela entrada de caminhões toreiros na TI através de sua propriedade. Também estava em posse de duas espingardas, um revólver 357 de uso exclusivo das Forças Armadas e munições. 

Karipuna 4A equipe averiguou,ainda, a atividade de algumas madeireiras localizadas próximas à TI. Foi aplicado um montante de aproximadamente R$ 759 mil em multas às empresas pela Sedam.

Karitiana

Após operação no território dos Karipuna, a equipe se deslocou à TI Karitiana para verificar a situação de área próxima à terra indígena. Informações falsas circularam pelas redes sociais. Os emissores das mensagens alegavam haver garimpo ilegal na Floresta Nacional Bom Futuro e na TI, além de diamantes na região. Com base nisso, convocavam garimpeiros de todo Brasil a invadirem e tomarem o controle da região para exploração de minérios que supostamente existiriam no local.

Em operação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Polícia Militar, anterior à chegada da equipe, algumas pessoas foram presas. Quando a equipe adentrou o local, apenas coletou informações mais precisas e verificou não haver tensão na área da Terra Indígena Karitiana.Karipuna 3

 

Ao total, a operação nas TIs apreendeu 404,3002 m³ de madeiras em toras, no valor de aproximadamente R$181,8 mil, e 48,7822m³ de madeiras serradas, no valor aproximado de R$ 45,6 mil. Com a divulgação das operações na mídia local, alertando a população sobre as associações fraudulentas, a procura por informações referentes às terras loteadas na área dos Karipuna aumentou, o que proporcionou o esclarecimento da comunidade local sobre à ilegalidade das ações na região.

 

Kézia Abiorana

Assessoria de Comunicação/Funai 

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