Funai anuncia reabertura de bases de proteção na Terra Indígena Yanomami

 Yanomami

 

Desde a década de 80, a comunidade indígena da TI sofre com a ação destrutiva do garimpo ilegal. No período, 20% da população foram dizimadas devido a doenças trazidas pelos exploradores. Até os anos 90, o número de garimpeiros era avassalador: cerca de 40 mil.

A atividade sempre pôde contar com uma grande estrutura. Pistas de pouso, vilas e milhares de balsas são alguns dos elementos que a sustentam. Em 1992, a demarcação da Terra Indígena e expulsão de garimpeiros reprimiram, em partes, as ações ilegais, mas nunca conseguiram exterminá-las. No ano seguinte, dezesseis Yanomami foram chacinados por garimpeiros nas proximidades das fronteiras do Brasil e Venezuela. O episódio ficou mundialmente conhecido como Massacre de Haximu e, em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2006, caracterizou o crime como um genocídio.

Neste mês, o líder Davi Kopenawa veio a público denunciar as tensões e perigos que seu povo sofre frente aos garimpeiros. Junto a outras lideranças, pediu a autoridades do Ministério da Justiça, da Defesa, do Ministério Público Federal e da Funai que tomem as medidas cabíveis às suas respectivas competências. A exigência Yanomami e Yek'wana para o órgão indigenista oficial do estado foi a reativação das bases e a fiscalização constante na região, ações já programadas pela equipe da Funai.


Kézia Abiorana
Assessoria de Comunicação/Funai, com apoio da CGIIRC

 

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