Especial Dia da Amazônia - Em apenas oito meses, Funai realiza mais de 400 ações de proteção territorial na Amazônia Legal

 

Combate a incêndios

AMAZONIA brigada tenharim

Envolvidos na guerra contra o fogo prejudicial, os brigadistas indígenas são peças-chave nas práticas atuais de combate a incêndios. Um Acordo Técnico entre Funai e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tornou possível a seleção, capacitação e contratação de brigadistas que, ao reunirem o conhecimento tradicional indígena com técnicas de Manejo Integrado do Fogo, protegem e monitoram as terras em que habitam e, em algumas situações, prestam apoio fora delas.

Das 39 brigadas ativas atualmente em todo país, a cargo do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama) e com apoio da Funai, 31 estão inseridas na Amazônia Legal. Em Humaitá-AM, uma equipe de 29 brigadistas, formada por Povos Tenharim, Parintintin, Jiahui e Pirahã, trabalha incessantemente pela proteção das Terras Indígenas Tenharim/Marmelos, Tenharim Gleba B, Igarapé Preto e Jiahui, perfazendo uma superfície de aproximadamente 1,335 mi hectares na Amazônia Brasileira.

A brigada, que nasceu do anseio da comunidade indígena após um incêndio em 2013, tem mostrado alto grau de envolvimento e comprometimento com sua missão e valores, destacando-se na área. Dezenas de incêndios foram combatidos ao longo dos últimos anos em campos florestas.

Além das ações diretas contra incêndios, a brigada Tenharim tem promovido atividades voltadas à educação ambiental e recuperação de áreas degradadas a partir de produção e plantio de mudas nativas. De fevereiro a maio de 2019, com apoio exclusivo da Funai, a equipe conseguiu replantar 410 mudas e manter as 14 mil plantadas no ano anterior.


Etnodesenvolvimento

cafe cp ed

De maneira sustentável e respeitosa ao território ao qual pertencem, povos indígenas da região amazônica têm desenvolvido atividades de etnodesenvolvimento que se destacam e inspiram o País. Valorização da cadeia produtiva de produtos não madeireiros, agricultura tradicional, projetos de etnoturismo e incentivo ao trabalho com sementes e artesanato são algumas das iniciativas desenvolvidas em parceria com a Funai.

Em Rondônia, o café produzido pela etnia Suruí e a castanha dos Cinta Larga têm chamado a atenção do mercado nacional e internacional. O sucesso é tanto que o café indígena ficou entre os três melhores do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia - Concafé - e ganhou como parceiro a empresa Três Corações, uma das melhores do Brasil. Em 2018, a produção estimada por aldeia foi de mais de mil toneladas. Para 2019, a estimativa é de que chegue a quase duas mil toneladas. E em 2020, mais de três mil.

Anderson Suruí, da aldeia Gamir, declara que a coleta da castanha tem grande valor agroindustrial se considerados os subprodutos, mas que ainda precisa de planejamento negocial. "A produção tem grande importância na vida do povo Paiter Suruí hoje e a Funai tem apoiado muito essa iniciativa de mercado buscando parceiros empresariais públicos e privados juntamente com indígenas e suas organizações. Temos a certeza de que o povo Paiter Suruí tem um produto de alto valor de contribuição para o mercado e economia no Brasil e até no exterior. Para tanto, é necessário planejamento, investimento e consolidação da venda da castanha como produto de alto valor por ser de uma área indígena", ressaltou a liderança indígena.




Assessoria de Comunicação / Funai, com colaboração da Coordenação-Geral de Gestão Ambiental

Informações
Coordenação-Geral de Monitoramento Territorial,
Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato
Coordenação-Geral de Etnodesenvolvimento

Destaques

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class=Em conjunto com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), a Funai planeja ações para acolhimento das famílias indígenas que anualmente se deslocam para Atalaia do Norte (AM). O intuito é criar uma força-tarefa junto aos órgãos públicos locais para que essas pessoas não fiquem em situação de vulnerabilidade no porto da cidade.

 

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