Aldeias indígenas da Baixada Santista investem R$ 1,2 milhão por meio do Projeto Microbacias II

micro a edFinanciado com recursos do Banco Mundial, o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II distribuiu R$ 1,2 milhão para atividades produtivas em dez aldeias da Baixada Santista nos últimos quatro anos. O projeto se encerra neste mês de outubro, mas o resultado permanece para as comunidades indígenas empenhadas em incrementar a geração de renda baseada no etnodesenvolvimento.



A formação de associações indígenas foi uma das exigências normativas para que as aldeias participassem da iniciativa cujo objetivo foi o desenvolvimento socioeconômico e o fortalecimento cultural das comunidades indígenas. As associações foram fundamentais na elaboração e validação dos planos de etnodesenvolvimento construídos de forma coletiva entre lideranças indígenas, técnicos extensionistas e indigenistas da Funai, que analisaram a situação de cada uma das aldeias.

 

micro d edDe acordo com a Coordenação Regional Litoral Sudeste da Funai, os recursos foram destinados a atividades que beneficiaram principalmente o escoamento da produção agrícola e o turismo de base comunitária nas aldeias. Houve a construção de galpões de armazenagem da produção e a aquisição de barcos, microtratores, veículos utilitários, barracas de comercialização, mudas e insumos agrícolas. Também foram destinados recursos para a melhoria nas instalações de psicultura e a compra de equipamentos de panificação artesanal.

O coordenador regional da Funai, Cristiano Hutter, afirma que esse é o melhor legado para as aldeias: "a partir das parcerias construídas, os índios puderam acessar outros mercados e participar de feiras de artesanato, de agricultura. Melhoramos não só as estruturas, mas o processo de formação tanto do associativismo e do turismo de base comunitária, como os sistemas agroflorestais e as relações construídas entre organizações públicas e os povos indígenas. A relação com as universidades também se estreitou. Temos mais formação de indígenas cursando o ensino superior", ressalta Cristiano.

Em 2013 tiveram início as primeiras reuniões entre lideranças indígenas, servidores da Funai e os técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, responsável direto pela execução do Microbacias II. Participaram ativamente do projeto as prefeituras de Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá. Foram beneficiados cerca de dois mil e quinhentos indígenas da Baixada Santista e o município de Avaí, localizado na região de Bauru/SP.

  Infraestrutura para recepção de turistas na aldeia Iamandú Mirim, TI Piaçaquera, em Peruíbe/SP
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Assessoria de Comunicação Social / Funai

com informações da Coordenação Regional Litoral Sudeste

Destaques

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Um lugar onde se planta e colhe frutos - um pomar. Em língua xavante, Abahi Tebrezê é o nome do projeto abraçado há dois anos pelas mulheres indígenas Xavante, da Terra Indígena (TI) Pimentel Barbosa, MT. Trata-se de uma ação de resgate do conhecimento tradicional, a partir da revitalização do cultivo de batatas nativas. A ideia é, a longo prazo, amenizar - e até reverter - efeitos negativos das mudanças nos hábitos alimentares e a sedentarização causada pela introdução de alimentação industrializada na comunidade.

 

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O Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) deu ganho de causa ao povo Ashaninka no julgamento de um ato de infração da empresa Tawaya por usar indevidamente o conhecimento tradicional dos indígenas na fabricação...

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