Jovens Xavante debatem gravidez e violência contra mulher

mulheresxavante3"Jovens unidas e fortes" é o significado para Ĩhöibaté Tsimitutu'rã Ĩtsiptede, termo que intitulou as rodas de conversas promovidas entre as jovens Xavante, com apoio da Coordenação Regional (CR) Xavante, das Coordenações Técnicas Locais subordinadas e da Coordenação-Geral de Promoção da Cidadania (CGPC), na última semana de junho. O objetivo foi discutir questões voltadas à proteção e cuidados do corpo e da mente.

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Funai, Polícia Ambiental e povo Guajajara unem esforços pela proteção da Terra Indígena Awá

awa capaA Funai, por meio da Coordenação Regional do Maranhão e da Frente de Proteção Etnoambiental Awá-Guajá, deflagrou a terceira etapa da operação fiscalizatória na Terra Indígena (TI) Awá e em seus arredores (TIs Caru, Alto Turiaçu e Arariboia), no último dia 26, em São João do Caru/MA. O objetivo das ações, que ainda estão transcorrendo, é a coibição de ilícitos e expulsão de invasores. Todas as etapas contam com o suporte e conhecimento territorial dos indígenas da região.

Com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP/MA), que providenciou a participação dos agentes do Batalhão da Polícia Ambiental, os técnicos da Funai formaram equipes que adentraram as terras indígenas para levantamento de informações e identificação de ramais (áreas abertas na mata por onde passam os veículos para retirada de madeira). Logo nos primeiros dias, algumas motos e caminhões madeireiros foram apreendidos. Indivíduos portando estacas foram abordados e conduzidos ao plantão policial do Município de Bom Jardim - MA.

Guaraci Mendes, coordenador regional do Maranhão, explica que os indígenas Guajajara sempre participam das operações organizados como agentes florestais indígenas, também chamados de guardiões. "Eles que conhecem o território, nos dão o suporte e ajudam a gente. Na verdade, são os protagonistas nesse processo", revela o coordenador.

Além dos povos Guajajara e Ka'apor que habitam as TIs, há grande incidência de isolados e recém-contatados Awá-Guajá na região, em todas as terras indígenas que são alvos da operação, o que requer atenção redobrada da Funai. Para Bruno de Lima e Silva, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Awá-Guajá, a proteção da área é primordial para a sobrevivência desses grupos e o respeito à decisão de se manterem isolados.


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Silva comenta os cuidados que uma operação numa área com isolados requer. "Nós orientamos os agentes a evitar o contato. Mas os indígenas estão cientes da nossa presença. A maneira como se locomovem na floresta e os vestígios que deixam mostram que eles nos monitoram mais do que nós a eles. Qualquer contato seria da parte deles. Alertamos aos agentes de outras instituições para que evitem deixar alimentos, o que poderia comprometer a saúde dos isolados e que, se houver contato visual, não sejam protagonistas na comunicação", aponta.

 

Concomitantemente ao início da operação, os guardiões indígenas participaram de oficina a fim de que possam contribuir de maneira permanente com a proteção da área, a partir do conhecimento cartográfico, uso instrumentos, como GPS, drones, da formulação de notícia-crime para encaminhamento à Funai e Polícia Federal e outras atividades que fortalecem o monitoramento e vigilância das terras pelos próprios indígenas.

 

Ao lado dos indígenas, o governo do Estado do Maranhão e a Funai estão comprometidos com a proteção permanente da Terra Indígena Awá e das demais TIs que ficam nos arredores. Mais etapas da operação já estão programadas para o decorrer do ano. A SSP/MA colocou o batalhão ambiental à disposição das operações da Funai até o final de 2019.

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Contexto

Homologada por Decreto Presidencial em 2005, a TI Awá tem sido alvo da ação de invasores e posseiros que, mesmo após processo de desintrusão em 2014, continuam atuando pela retomada da região. A tensão na área tem representado risco aos indígenas Awá de grupos isolados e às aldeias de recente contato.

Em janeiro de 2019, a Funai constatou articulação para novas invasões. A partir de então, passou a ser organizada uma extensa operação para defender os povos indígenas e o território.

Até o momento, três etapas já foram deflagradas: em fevereiro, abril, junho e julho. As duas primeiras etapas resultaram na apreensão em flagrante de indivíduos que cometeram crimes ambientais relacionados à exploração de madeira, pesca e caça ilegais, no fechamento de cinco serrarias clandestinas, na apreensão de armas e munições e na retirada de gado criado por invasores no interior da terra indígena.

Além dos resultados pontuais, a presença constante do Estado na área é significativa por promover a proteção efetiva da região e garantir o uso exclusivo da área pelos indígenas, como prevê a Constituição Federal.



Kézia Abiorana
Assessoria de Comunicação/Funai 


Programa Ibirama realiza intercâmbio entre indígenas Xokleng e Guarani

intercambio 4-2Na semana passada, entre os dias 24 e 28 de junho, 14 representantes Xokleng e Guarani da Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, localizada no Estado de Santa Catarina, estiveram na região de Itanhaém (SP) para trocarem experiências, conhecimentos e saberes sobre práticas produtivas sustentáveis, produção orgânica, sistemas agroflorestais e conservação e recuperação ambiental com povos Guarani da região.

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Resolução aprovada pelo CNJ garante direitos de indígenas no sistema prisional

Indigena foto mario vilelaNo último dia 26, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou Resolução específica para tratamento de indígenas acusados, condenados ou privados de liberdade. A norma é resultado de provocação da Funai ao CNJ, Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) em prol da criação de diretrizes que regulamentem tratamento conferido aos indígenas pelo sistema de justiça criminal.

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Funai e Unemat promovem oficinas de estudo da língua e produção de material de didático com indígenas Nambikwara

Alunos Nambikwara capa opcaoEstudar e aprender na própria língua. O que parece requisito básico para um processo efetivo de ensino e aprendizagem ainda é uma realidade distante de milhares de crianças indígenas no Brasil. Essa foi uma das motivações que, aliadas ao propósito de pesquisar aspectos fonológicos da língua Nambikwara, levaram a Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat) a implantar, junto aos professores indígenas, um projeto para estudo da língua e produção de material didático adaptado à realidade dessa população. A Funai tem apoiado a realização das oficinas nas aldeias, custeando a alimentação e transporte dos participantes.

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Destaques

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Com apoio da Funai e parceria de diversas instituições, a Organização dos Professores Indígenas do Município de Oiapoque (OPIMO) promoveu oficina voltada ao debate da regionalização da alimentação escolar indígena....

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