Projeto Acalanto

CD-Projeto-AcalantoEsse trabalho traz em seu bojo, principalmente os Ahãdeaki ou Hãde, que são cantos entoados pelas índias dos troncos linguísticos Tukano Oriental e Aruaque, localizadas na região do Alto rio Negro, Noroeste do Estado do Amazonas. Os Hãde são geralmente cantados nos dabucurís, festa de oferta de frutas, caças, cestarias ou peixes, nas quais as mulheres oferecem caxirí - bebida fermentada de macaxeira, pupunha, cará, abacaxi etc. - para os homens, enquanto cantam. Nesse momento elas dizem o que sentem e que não pode ser dito em outras situações da vida cotidiana. As cantoras podem falar sobre algo que sentem em relação a algum dos homens, da saudade da aldeia de origem, de algum acontecimento recente, como a passagem de algum visitante pela aldeia. Esses cantos são aprendidos em ocasiões informais com as mães ou avôs, momento nos quais as cantoras aprendem também o significado dos cantos e os procedimentos que devem ser tomados na hora de cantar. Mas esse CD traz também outros gêneros musicais como os acalantos, canções para fazer o bebê índio dormir e canções de caráter mais jocoso. As canções que compõem esse trabalho traduzem a alma da mulher rio-negrina e trazem os alentos, as reivindicações, o humor, a perspicácia, contando um pouco da história de vida que se passa à beira dos rios.

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Etenhiritipá - Cantos da tradição Xavante

xavante

O povo Xavante, como ficou conhecido pelos brancos, ou Auwe, como se autodenominam, vive há muito e muito tempo na região centro-oeste do Brasil, nos vastos e abertos campos do Cerrado. São parte desse mundo, desde o tempo da criação, aprendendo co mseus ancestrais a arte de viver nesse lugar.

Tudo o que precisam para a vida está ali: a caça abundante, variedades de frutos e raízes, peixes, as folhas de palmeira para construir as casas e cestos, as árvores que dão bons arcos, flechas e bordunas, as plumas e cores das tintas naturais para a beleza do corpo e do espírito.

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O Canto das Montanhas

canto das montanhasKrenak

Os Borum, como se autodenominam os Krenak, vivem hoje em sua reserva, próxima ao município de Resplendor, às margens do Rio Doce. Ficaram conhecidos na história do Brasil como 'botocudos' ou Aimorés, desafiaram todas as iniciativas de pacificação, levando D. João VI a decretar contra eles, uma guerra de extermínio do sec. XIX. Mas a força e a tradição desse povo venceu todas as tentativas de fazê-los desaparecer e eles estão hoje cuidando de seu território, recuperando as matas e córregos devastados, cantando e dançando para seus ancestrais.

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Homãpani Ashaninka

homapani

Nós, Ashaninka, vivemos na terra há milhares de anos, sempre aprendendo com a natureza. É nela que estão nossos segredos; a floresta é nossa escola, onde os jovens se preparam para a vida adulta. Somos aproximadamente 60 mil na Amazônia peruana e mil na Amazônia brasileira. Somos do tronco lingüístico ARAWAK. No Brasil, estamos divididos em três terras: Rio Envira, Rio Breu e Rio Amônea, onde gravamos este CD e onde temos uma população de 450 pessoas que vieram de duas grandes famílias: Samuel Piyãco e Kamentsi, trazidos há um século pelos seus pais do Peru. Chegando ao Brasil foram usados como mão-de-obra pelos patrões brancos. Essa escravidão levou nosso povo a conhecer e praticar alguns costumes de trabalho, afetando um pouco a nossa cultura. Mas, com a nossa organização, conseguimos segurar a nossa cultura e nossos costumes até hoje.

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O Cântico das Crianças

arandu-capaO Guarani sempre teve um cântico. Geralmente um cântico que fala da cultura, da religião, da travessia da Terra Sem Male. Também fala dos pássaros. Esses cânticos representam para nós o cântico da paz. No casamento, tinha esse cântico das crianças. E, quando as crianças nascem, também tem o cântico.

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