VI Jogos dos Povos
Indígenas |
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| Praia da Graciosa/Palmas/Tocantins |
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| A experiência das cinco edições anteriores permitiu aos organizadores aprimorar a realização do evento, corrigir as falhas, observar e definir novas linhas de ações para alcançar a meta principal, hoje conhecida por todos: a consolidação dos Jogos dos Povos Indígenas como a maior e mais importante festa de congraçamento dos povos indígenas, nascida de um sonho dos próprios índios. O critério para a participação é a força cultural das etnias, considerando tradições como a língua, a dança, os rituais, os cantos, as pinturas corporais, o artesanato e os esportes tradicionais. A primeira edição ocorreu em Goiânia,
em outubro de 1996, com a presença de 25 etnias e mais de 400
atletas e contou com a presença de Pelé, que incluiu o
evento no calendário da Secretaria Nacional do Esporte, hoje
Ministério Extraordinário dos Esportes. Os II Jogos foram
realizados na cidade de Guairá, no Paraná, em outubro
de 1999 e teve a participação de 31 etnias e mais de 600
atletas. Em Marabá, no interior leste do Pará, a terceira
edição dos Jogos reuniu 800 atletas de 34 diferentes culturas
indígenas. Em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, em
outubro de 2001, o Parque das Nações Indígenas
recebeu 470 atletas de 29 etnias. Em outubro do ano passado, cerca de
1100 atletas de 62 etnias demonstraram esportes indígenas e outros
conhecidos dos não-índios, bem como danças e rituais
de suas culturas ao numeroso público. A quinta edição
dos jogos ocorreu na Praia do Crispim, em Marapanim, no litoral do Pará
durante 08 dias. Dos povos participantes confirmados, sete estão indo aos Jogos pela primeira vez: os Awa Guajá, do Maranhão, que falam e entendem muito pouco o português e cujo contato com não-índio se restringe praticamente ao chefe do Posto Indígena da Funai; os Avá Canoeiro, de origem desconhecida e com uma população de apenas 14 pessoas, representados nos Jogos por seis deles, que moram na região da Serra da Mesa, em Goiás; os Kaapor, do Maranhão, conhecidos pela arte plumária; os Nambikwára e os Uru-Eu-Wau- Wau, de Rondônia e os Waimiri Atroari e os Hixkariana do Amazonas. |
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