Em 2003, os VI Jogos dos Povos Indígenas tiveram a participação das etnias listadas abaixo |
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Aikewara |
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Krahô Matis Paresi Pataxó Rikbatsa Suruí Tapirapé Tembé Terena Wai-Wai Waura Xavante Xerente Xinguanos Xikrin Yawalapiti |
Além dessas, participaram etnias do Canadá e da Guiana Francesa |
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Aikewara Na década de 70, aliciados pelo Exército, quatro guerreiros Aikewara serviram de guias e batedores no combate aos guerrilheiros do Araguaia, com a promessa de ampliação de seu território, até hoje não cumprida. Estão em ascensão cultural, recuperando grande parte de suas tradições, graças aos incentivos da participação em eventos culturais e ao Projeto Esporte Solidário do Ministério do Esporte. Sua população é de 210 indígenas. Pela terceira vez participam dos Jogos Indígenas. |
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Falam o dialeto Apinajé, da língua Timbira, da família linguistica Jê, do tronco Macro-Jê. De acordo com Curt Nimuendaju, etnólogo pioneiro no estudo desse povo, o nome Timbira, admite que, se é de origem tupi, então pode significar "os amarrados" (tin = amarrar, pi'ra = passivo), uma referência às inúmeras fitas de palha ou faixas trançadas em algodão que os Apinajé usam sobre o corpo: na testa, no pescoço, nos braços, nos pulsos, abaixo dos joelhos, nos tornozelos. Porém, eles se autodenominam Mehím. |
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Os Guajá se autodenominam Awá, termo
que significa "gente, ser humano", além de outras denominações
como Wazaizara (Tenetehara), Aiayé (Amanayé), Gwazá.
Habitam a Terra Indígena Awa, município Carutapera, Bom
Jardim e Ze Doca, estado do Maranhão. A chegada dos colonizadores fez com que houvesse uma dispersão dos mesmos. Acredita-se que a partir do conflito da Cabanagem, em torno de 1835-1840, este conjunto iniciou uma migração no sentido leste, rumo ao Maranhão. É provável que por volta de 1950 todos os Guajá já estivessem vivendo neste estado no leste do rio Gurupi e entre os rios Caru e Turiaçu. A língua falada é da família lingüistica Tupi-Guarani. Da mesma origem são suas tradições culturais. A população Awá Guajá atual é de aproximadamente 257 pessoas vivendo sob a assistência da Funai e pelo menos outros seis grupos vivendo autonomamente. Praticamente não têm contato com os não-índios. A maioria ainda não teve. Participarão dos jogos pela primeira vez. |
Povo que habita as terras indígenas Santana e Bakairi, nos municípios de Nobres e Paranatinga, no estado do Mato Grosso, ambas demarcadas e localizadas no norte do cerrado mato-grossense, à margem do Rio Paranatinga (Teles Pires). Se autodenominam Kurá, que significa gente (ser humano). A língua falada é o Bakairi, pertencente à família Karib. Sua história é marcada por muita violência, como a da maioria dos grupos indígenas no Brasil. Entre as violências contra eles praticadas, os Bakairi de Santana trabalharam na extração da borracha, inclusive nas suas próprias terras, para os seringalistas que ocuparam suas terras e foram proibidos de falar a sua língua. Parcelas desses Bakairi migraram para o Paranatinga, nas décadas de 20 e 60. Muitos anos depois é que os próprios Bakairi expulsaram os invasores de Santana, reconquistando suas terras. Os Bakairi do Paranatinga foram guias e intérpretes nas expedições de Steinen - realizadas em 1884 e 1887. Em 1920 foi criado o Posto Indígena na Terra Indígena Bakairi (SPI). Na década de 80, são financiados projetos comunitários com recursos do Banco Mundial, que introduziram a lavoura mecanizada. Nesse período, reconquistaram uma pequena parte de terras que ficou de fora no processo de demarcação. Os Bakairi praticam muito de sua cultura tradicional, como os rituais sagrados Kápa, Kwamby, Âriko e a Festa do Yamurikumã, que está inserida as lutas corporais feminina e masculina, o Tâdâwinpadyly, além de outros rituais coordenados pelos pajés. Destacam-se pelas suas pinturas corporais e seus cantos, assim como os povos indígenas do Xingu, seus vizinhos. Os Bakairi praticam o Huka Huka, como os povos xinguanos também o fazem. Sua população é de aproximadamente mil pessoas e participaram em todas edições dos jogos. |
| Bororo
Seus Mitos e História: Bakaru é o que define a história religiosa, indica também código de comportamento, normas educativa, explicativa de fenômenos (mistérios). Os Bororo estão divididos em duas metades exogâmicas: Os Ecerae e os Tugarege, que subdividem em quatro clãs cada. Esta estrutura se reproduz na localização das ocas, nas aldeias e acampamentos, na colocação das pessoas no Baito ou Baimangejewu (casa do centro) e na colocação Aroe Eiao (funeral e cemitério), assim como em toda maneira de pensar e agir bororo. No âmbito de toda a nação Bororo, os membros de cada um dos oitos clãs formam uma fraternidade, pela qual se reconhecem e se aceitam como membros da mesma família em qualquer lugar. Dentro de cada clã, há uma comunhão de bens culturais (nomes, cantos, pinturas corporais, enfeites, adornos, seres da natureza) que só podem ser usados pelos membros desse determinado clã, a não ser que este direito seja participado a outras pessoas em “pagamento”, mori (couro de onça, flechas, colar e outros ), por favores recebidos. Quando nascem, os filhos fazem
parte do clã da mãe para nomeação e herança
cultural (sistema matrilinear). As relações sociais funcionam
na base de troca pessoas e mútua prestação de serviços
basicamente entre as duas metades exogâmicas – Ecerae e Tugarege. |
Vivem no noroeste do estado do Mato Grosso e Rondônia, nas Terras Indígenas Roosevelt e Serra Morena, Parque Aripuanã e Juína, todas demarcadas. Falam a língua pertencente ao tronco Tupi, da família linguística Mondé. Sua população atual é de 1.200 indígenas. Se autodenominam Panderej, que significa “nós somos gente ou pessoas humanas”. O nome Cinta Larga se dá ao fato de usarem uma faixa da entrecasca de tauari na altura da cintura. Os primeiros contatos dos não-índios, ocorreram nos anos 50 e foram marcados pela violência, com o avanço da frente extrativista, que penetrou em seu território em busca de riquezas e seringais. A primeira missão de pacificação foi tentada, sem sucesso, em 1962, pelo Padre João Domstandes. De 1968 a 1970, centenas de índios e invasores morreram em conflitos. Com a demarcação e homologação de suas terras pela Funai, os Cintas Largas puderam viver um tempo de paz, porém vêm enfrentado constantes invasões em suas terras por garimpeiros de diamantes, com o apoio das prefeituras. Não utilizam a agricultura com intensidade, apesar de, em algumas épocas, comerem macaxeira, diversos tipos de milho, de cará e outros tubérculos. A colheita e a retirada de tubérculos são feitas pela mulher. A caça é mais apreciada do que a agricultura. A produção, distribuição e o consumo de alimentos eram praticamente indissociáveis. Aconteciam com uma única operação da sociabilidade. Seus grandes líderes são Noare Itexerkoba e Dilimoia. Participarão pela segunda dos Jogos. |
Enawenê-Nawê Os primeiros contatos foram feitos por volta de 1974, com os jesuítas
Vicente Cañas e Tomáz de Aquino Lisboa, membros da Missão
Anchieta, quando a sua população era de apenas 100 pessoas.
Eram conhecidos como Salumã. Por meio do povo Pareci, seus vizinhos
próximos, em 1983, é que descobriu-se a verdadeira autodenominação
do grupo. Dificilmente deixam suas aldeias para contato com os não-índios,
mantendo sua autonomia devido à privilegiada localização
geográfica. Dessa forma, poucas coisas, tais como ferramentas
(machado, facão, enxada e outros) e medicamentos, interferem
no seu modo de vida. Os Enawenwnawê são alegres e ricos
em diversidade musical e danças, bem como nas indumentárias,
que caracterizam sua peculiaridade. São muito espiritualistas,
tendo essas atividades orientadas pelo calendário ritual e acreditam
que há um outro tipo de vida após a morte. |
Gavião
Kyikatêjê![]() É a denominação dada a vários
grupos indígenas pertencentes à família lingüistica
Jê-Timbira. O grupo que estará nos VI Jogos será
o Gavião, que habita a Terra Indígena de Mãe Maria,
município da cidade de Marabá, Estado do Pará,
médio Rio Tocantins. São divididos em três subgrupos:
os Parkatêjê, que significa “povo da jusante” em contraposição
a um outro grupo situado à montante, denominado Kyikatêjê,
ou “povo dono do rio acima”. O terceiro, conhecido da mesma família
são os Akrãtikatêjê, “povo da montanha” que
se localizava à margem direita do Rio Tocantins, próximo
a cidade de Tucuruí, cujo local foi inundado com a construção
da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Histórico dos esportes tradicionais
dos Gavião Kyikatêjê e Parakatêyê: Akô:
Trata-se de uma corrida semelhante ao revezamento (4 x 400 m) praticado
no atletismo. É uma corrida de velocidade (corrida de varinha)
em que duas equipes de atletas (casados e solteiros) correm em círculo,
revezando-se em quatro atletas, usando uma varinha de bambu, espécie
de bastão que vai passando de mão em mão. Dão
voltas até chegar ao último atleta. Ganha quem chegar
primeiro. E, da mesma forma dos esportes tradicionais indígenas,
não há um prêmio para a equipe vencedora e nem juiz.
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A língua falada é da família lingüística
Tupi Guarani. Foi um dos primeiros povos indígenas que tiveram
contato com os portugueses, resistindo a qualquer imposição
em sua cultura. É um dos mais populosos que existe no Brasil. Está
distribuído entre os estados de MS, SP, ES, PR, SC, RS, RJ e PA,
onde somam aproximadamente 27.000 indígenas, além serem
encontrados também no Paraguai e na Argentina. Apesar do constante contato com os não índios, mantêm
suas características físicas praticamente intactas, pois
muitas aldeias não admitem a miscigenação. São
agricultores de subsistência. Plantam arroz, mandioca, e outros.
Existem escolas em muitas aldeias, onde o ensino é bilíngüe. |
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É uma das três subdivisões
dos Karajá. As outras duas são os Karajá propriamente
ditos e os Xambioá. Apesar da semelhança cultural, há
uma certa diferença no falar, como em qualquer outra língua
do mesmo tronco. A palavra Javaé, provavelmente de origem tupi-guarani,
não pertence à língua que eles falam, o Inÿ,
derivada do idioma dos Karajá, com algumas variações
dialetais pertencentes ao tronco lingüístico Macro-Jê.
A autodenominação quer dizer "gente", "ser
humano", mas os Javaé e os Karajá também autodenominam-se
Itya Mahãdu, "o Povo do Meio". Habitam a Terra Indígena
Parque do Araguaia, criada em 1959 e destinada à preservação
ambiental, localizada nos municípios de Formoso do Araguaia,
Pium e Cristolândia, estado do Tocantins. No ano de 2000, a tribo
contava com 919 índios. Em 1960, o
posto foi transferido para a aldeia Canoanã, que passou a atrair
os remanescentes de outras aldeias, vítimas de epidemias e conflitos
internos. |
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Primeiro povo xinguano a ser contatado
pelos irmãos Villas Bôas, em 1945, os Kalapalo são
uma de quatro etnias de língua Karib que vivem no Alto Xingu.
A denominação Kalapalo foi dada por colonizadores, com
quem tiveram contatos esporádico no final do século 19,
portanto, antes dos Villa Boas, chegarem ao Xingu. Para os outros povos
do Alto Xingu, a tribo chama-se Akuku, considerada a fusão dos
sobreviventes de um grupo Kuikuro com os Kanugijafiti Os Kalapalo falam
um dialeto de uma língua que pertence ao braço do sul
da Guiana da família lingüística Karib. De acordo
com os estudos dos irmãos Villas Boas, seus parentes lingüísticos
mais próximos são os Ye'cuana ou Makiritare e os Hixkaryana,
encontrados no sul da Venezuela e Guiana. Com essas comunidades, eles
têm em comum, mitos que descrevem seus encontros com o homem branco
e o ritual cristão. Essas histórias sugerem que os Caribs
do Xingu deixaram a região caribenha após o contato com
os Espanhóis, possivelmente para fugir deles, na segunda metade
do século 18. Fora isso, há pouco em comum entre os "primos"
brasileiros e caribenhos. Com o objetivo de facilitar o tratamento
médico e acesso à víveres, eles mudaram-se de suas
terras ancestrais, próximas ao rio Tanguro, para o novo terreno. |
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Conhecidos por sua bravura, os Kaiapó são guerreiros, mantêm sua cultura tradicional, são exímeos artesãos e têm na borduna um símbolo das armas de caça e guerra. Um aspecto forte de sua cultura é a pintura corporal, realizada com primorosa habilidade pelas mulheres, com desenhos perfeitos em linhas geométricas, que as crianças e adultos de ambos os sexos costumam usar, em festas que constituem outro aspecto muito especial da cultura desse povo. Essas festas chegam ao clímax depois de um período de meses durante o qual cada ritual se ajusta em todo aspecto com seus cantos, danças e cerimônias tradicionais para ocasião de cada festa. A língua falada é o Kayapó, do tronco lingüístico Macro-Jê, que possuí 17 vogais e 16 consoantes e padrão distinto de entoação, as vogais são prolongadas para dar ênfase. No caso dos Kaiapó de Menkragnoti o dialeto é o menkragnoti. No artesanato, tem uma variação de adornos (cocares, braceletes) e ornamentos fascinantes. São caçadores e coletores. Cultivam a plantação de mandioca, milho, batatas e outros. Os Kayapó já comercializam a castanha-do-pará, outros já passaram a vender a madeira de lei como o mogno e o cedro. Em todas as aldeias já existem escolas e o ensino bilíngüe. Sua população é de aproximadamente 5.000 pessoas. Participaram de todas as edições dos jogos. Ronkrã: É
um esporte tradicional do Povo Kayapó. É jogado num campo
de dimensão semelhante ao de futebol, entre duas equipes de 10
atletas de cada lado, em que cada atleta usa um bastão de aproximadamente
1,30 m (espécie de borduna), o Akêt. Um côco de babaçu
(bola), o Ronkrã é colocada no centro do campo e o objetivo
é ir tocando a bola com o bastão contra o oponente, até
passar a linha de fundo, marcando, assim, o ponto. Não há
juiz, o tempo de duração da peleja é de acordo
com a desistência de qualquer uma das equipes, geralmente é
a que está em desvantagem. Não há um prêmio
para equipe ganhadora e sim um reconhecimento de demonstração
de força e habilidade. |
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Os Kamayurá são
uma nação indígena da língua Tupi. Habitam
duas grandes aldeias, do Alto Xingu, na Lagoa Ipavu, chamadas Tiwatiware,
à margem esquerda do Rio Kuluene e Ipavu, localizada à
beira de uma grande lagoa. Somam um total de 316 pessoas e estão
em permanente resgate cultural. Em cada casa os moradores são
parentes, liderados por um "dono da casa". Por tradição,
são coletores e caçadores. Alimentam-se principalmente
de peixe e de beiju de mandioca. Pescam com arco e flecha e realizam
a pescaria com timbó, um cipó com uma substância
que entorpece os peixes, sem envenená-los e que permite recolher
grande fartura em peixes. A pescaria com timbó é realizada
em ocasiões especiais, quando desejam celebrar uma festa e vão
receber muitos convidados ("parentes") de outras etnias ou
até mesmo não-indígenas. Enriquecem sua alimentação
com frutos silvestres, ovos de tracajá e caça. O comércio com outros povos
é historicamente importante na vida dos Kamayurá e chamado
de Moitará, encontro importante para realizar as trocas daquilo
que necessitam. No escambo, trocam com seus vizinhos panelas de cerâmica
que ocupam lugar principal, especialidade dos Waurá. No Moitará,
a aldeia visitada oferece beiju e peixe para todos. Durante o encontro
realizam-se ainda competições, principalmente o huka-huka,
luta corpo-a-corpo tradicional no Alto Xingu. |
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Kaiowá ![]() Falam a língua Kaiwá do grupo lingüístico tupi-guarani, embora vivendo em toda a região sul do Estado de Mato Grosso do Sul, se concentrando na região de Dourado. Apesar de sofrerem mudanças profundas em seus hábitos tradicionais, pois vivem em pequenas terras, procuram ainda resistir com suas práticas culturais e religiosas. Vivem da agricultura de subsistência. Participam desde a primeira edição dos jogos. |
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Habitam as Terras Indígenas Kanela - Buriti
Velho, município de Fernando Falcão e Porquinhos, município
de Grajaú, região de Barra do Corda, no estado do Maranhão,
ambas demarcadas, registradas e homologadas. Se autodenominam Apâniekra
ou Rramkókamekra. São do tronco lingüístico
Macro-Jê, família Timbíra. O grupo possui ainda uma cultura preservada, o que manteve equilibrado o relacionamento do indivíduo com a natureza e com sua sociedade. Uma tradição Kanela é a Corrida de Toras, em que participam homens e mulheres, considerados muitos velozes. As toras para homens pesam mais de l00 quilos e para as mulheres 80. Há a informação que essa corrida surgiu como forma de treinar os Kanela para eventuais fugas durante perseguições às suas aldeias. Somam, aproximadamente, l.200 pessoas. Participaram em todas as edições dos jogos. |
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Habitam a Terra Indígena do Parque do Araguaia
na Ilha do Bananal, municípios de Formoso do Araguaia, Pium e
Cristolândia, no estado do Tocantins. Os grupos indígenas
falantes de língua Karajá sempre viveram no vale do Araguaia.
No final do século 16, expedições escravistas percorreram
o Araguaia atacando as aldeias e aprisionando índios. Na década
de 40 (Estado Novo), a região começou a ser efetivamente ocupada. Em
1959, foi criado o Parque Nacional do Araguaia, abrangendo a totalidade
da Ilha do Bananal (mais de 2.000.000 ha), ignorando as populações
indígenas que habitavam a região. Os
Karajá possuem íntima relação com o Rio
Araguaia, fonte de sua subsistência preferencial. Segundo o mito
de criação, os Karajá saíram do fundo desse
rio e ocuparam as terras perto das margens. O contato direto e a interferência
do homem branco fizeram com que perdessem muito de sua cultura. Apesar
disso, guardam muitas tradições culturais, que são
demonstradas em seus cantos, como a Festa do Hetohoky, "Casa Grande",
e também estão inseridas nas danças e lutas corporais
"ijesu", onde principalmente os
homens jovens usam a oportunidade para demonstrar força e coragem.
Outra Festa é a do Aruanã, em homenagem ao peixe da região,
que eles crêem proteger a todos os Karajá. |
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Do tronco lingüístico Macro-Jê,
do ramo dos Timbira. Sua população é de aproximadamente
1.500 pessoas. Habitam a Terra Indígena
Kraolândia, uma imensa faixa contínua de cerrado brasileiro,
localizada no município de Itacajá e Goiatins, estado
de Tocantins. Suas aldeias são construída em forma circulares,
com um pátio no centro, ligados por caminhos radiais a cada casa. Pela manhã, a corrida tem sentido de ginástica, preparação
do corpo. Corre-se apenas com toras usadas, ao redor das casas, em sentido
anti-horário. De acordo com a tradição Krahô,
o ponto de largada e chegada da corrida é o pátio de uma
das casas, a Woto, uma casa preparada para todas as atividades culturais,
sociais e políticas. Ao entardecer, corre-se de fora para dentro
das aldeias. |
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A língua é da família Pano.
Se autodenominam "Matsé", quer dizer "Gente".
São caçadores e agricultores, habitam a região
do rio Ituí, Vale do Javari, fronteira com o Perú, Estado
do Amazonas. Usam o arco "pia" e a flecha "taua"
para a caça e uma arma peculiar que é a zarabatana "tenite". Há uma série de proibições alimentares, como as carnes de paca, tatu e capivara, que, se consumidas, que de acordo com sua cultura, podem deixar a pessoa preguiçosa ou enfraquecida. Devido seus ornamentos faciais, também são conhecidos como "cara de onça". As condições geográficas são de difícil acesso, levando-se em média quatro dias para chegar até a cidade mais próxima, que é Tabatinga - AM. Participam dos Jogos pela quarta vez, com apenas 8 atletas e realizam uma bela demonstração com zarabatana gigante. |
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Vivem na Terra Indígena Paresi, um território de matas,
campos e cerrados, município da cidade de Tangará da Serra,
região do médio - norte do Mato Grosso; Chapada dos Parecis,
Território de matas, campos, cerrados, montanhas e planaltos,
uma área de estratégica localização geográfica,
assentada nos divisores das Bacias do Rio do Prata e do Amazonas. Sua
população está estimada em mil e trezentas pessoas.
De acordo com o mito da criação os Paresi, saíram
de dentro de uma pedra no Campo Novo dos Parecis, liberados pela entidade
mítica Wazare, e se espalharam pela chapada, dividindo-se em
três subgrupos: Os Kaxíniti, na parte oriental; os Waimaré,
na parte central e os Kozarini, na parte ocidental. Falam a língua
do tronco lingüístico Aruak e se autodenominam Haliti, que
quer dizer "gente", seres humanos.
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Vivem na região interna à faixa litorânea dos estados de MG, BA e ES. Sofreram muito com o contato imposto pelos portugueses, foram perseguidos e proibidos de falar a própria língua e de praticar rituais religiosos e culturais, perdendo praticamente toda sua forma cultural. Algumas pessoas ainda falam a língua do tronco macro-jê. Ainda praticam a dança tradicional chamada Toré. Apesar do contato permanente com a sociedade não indígena, sempre procuraram resistir e hoje restam poucas características indígenas. Os Pataxó lutam pela recuperação de suas terras e pelo resgate de sua identidade e reconhecimento como um povo indígena. Um de seus líderes, Galdino Jesus dos Santos, morreu queimado no dia 21 de abril de 1997 em Brasília, quando lutava em busca seus direitos. Participam pela quarta vez dos jogos. |
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Suruí ![]() Tiveram os primeiros contatos com os não-índios a partir da década de 60, numa expedição comandada pelos sertanistas Francisco e Apoena Meirelles. Nessa época a população foi calculada em torno de 500 pessoas. Cerca da metade morreu de sarampo e gripe. Sua atividade central é a agricultura, embora se utilizem também de caça, pesca e coleta. Essa agricultura é de queimada, cortando-se todos os anos novos pedaços de matas. Dividem suas tribos em metades, uma ligada à roça e a outra ligada ao mato, que se alternam a cada ano. Possuem uma festa sagrada, denominada Hô-iê-ê-tê, destinada à cura de pessoas doentes e à invocação de fartura e saúde. Essa festa revela a força da religião e do sagrado, fundamentais na vida da tribo, inclusive na produção. Participarão neste evento pela segunda vez. |
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Rikbatsa![]() O nome tem um significado cultural: rik = pessoa, gente, humano, ba = reforço, tsa = os, "os seres humanos". São também conhecidos como canoeiros, pois são hábeis remadores e nadares. Falam a língua do tronco Marco-Jê. Habitam as Terras indígenas Escondido, Japuíra e Erikbatsa, no norte do Estado de Mato Grosso. Resistiram bravamente no final dos anos 40 contra a frente extrativista da borracha. Sua pacificação ocorreu em 1956, pelo Padre João Dornstauder da Missão Anchieta. Mantêm muitos de seus costumes sociais, ritos culturais que o caracterizam e o destacam pelo o adorno em suas orelhas e a beleza de suas plumagens. Sofreram muito com as epidemias de gripe e sarampo que dizimaram 75% da população, hoje estimada em aproximadamente 1205 indígenas. Participam pela quarta vez dos jogos. |
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Tapirapé ![]() Falam a língua Tapirapé do tronco lingüístico Tupi-Guarani. Vivem próximo ao rio Tapirapé e foz do Rio Araguaia, no estado do Mato Grosso. Numerosos no passado, o primeiro contato com os não-índios ocorreu em 1935, quando foram dizimados por epidemias e reduzidos a 135 pessoas e, em seguida a apenas 51. A redução dos Tapirapé fez conm que perdessem muitos conhecimentos tradicionais. Na década de 60, a construção da rodovia Belém-Brasília reduziu suas terras. A população atual é de 500 pessoas. Alimentam-se de caça, pesca e pequenas lavouras. São artesãos e lavradores. Destacam-se pelo artesanato e arte plumária. Estão distribuídos em cinco aldeias (Majtyritawa, Tapi'itawa, Akara'ytawa, Xapi'ikeatawa e Wiriaotawa). Participam pela segunda vez dos jogos indígenas. |
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Pertencem à família lingüística tupi-guarani.
Constituem o ramo ocidental dos Tenetehara, palavra que significa gente.
O grupo oriental é conhecido por Guajajara. O nome Tembé
ou Timbé foi atribuído pelos não índios
da região. De acordo com o lingüista Max Boudin, timbeb
significaria "nariz chato". Já estão em contato
com a população envolvente desde o século XIX. O
pajé, a figura intermediária entre os humanos e os sobrenaturais,
chama e domestica os espíritos com seus charutos de meio metro
(tawari), cantos e maracás. Remédios feitos de plantas,
penas, ossos ou pêlos, são aplicados pelas mulheres nos
transgressores de regras alimentares. Se o tratamento fracassa, um pajé,
dentre os poucos existentes, é procurado. Os ritos de puberdade
constituem uma boa ocasião para a revelação de
novos pajés Os Tembé guardam o Wiraohavo, o rito de puberdade
de rapazes e moças, que fazia parte da festa do milho, e é
também conhecido como festa do moqueado. |
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Terenoé - Os primeiros contatos oficias
foram feitos a partir de 1910, pelo Marechal Rondon, com a implantação
da rede telegráfica na região pantaneira, onde os Terena
tiveram presença marcante como trabalhadores. Se autodenominam
Chané. Habitam o Pantanal, no Mato-Grosso do Sul e somam, hoje,
cerca de 20 mil pessoas aproximadamente, dentre os aldeados e urbanos.
Há um grupo de Terena que foi transferido na década de
30 para o Estado de São Paulo e habita a área dos Nhandéva
(Guarani), próximo a cidade de Bauru, no atual Município
de Avaí, Terra Indígena Araribá. São
hábeis agricultores, possuem poucas terras, mas sabem aproveitar
bem o espaço. Na política de sua região, participam
com vereadores eleitos por algumas comunidades em seus municípios. |
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Wai-Wai ![]() Povo da língua Karib, que habita o noroeste do Estado do Pará, às margens do rio Mapuera. Historicamente os Wai-Wai se deslocaram para a Guiana Inglesa no início do século, retornando em por volta de 1970 a região dos Rios Mapuera, Trombetas e Cachorro, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, Estado do Pará, onde também vivem os Povos Katuena, Hixkariana, Mawaiana, Xeréu, Tiriyó, Wayana, Apalaí, Wapxana, Kaxuyana, Tunayna e Xikyana. Trata-se de uma área de difícil acesso, podendo levar uma semana de viagem até Campo Grande, pois irão fazer uso da canoa, navio, avião e ônibus nesse deslocamento. Divididos em cinco aldeias, onde a maior aldeia é Mapuera com aproximadamente 1270 pessoas. Vivem da caça, da agricultura, da coleta e da pesca. São exímios artesões, confeccionando colares, pulseiras, bancos de madeiras que tem no seu desenho as características peculiar Wai-Wai de beleza rara. Participarão pela segunda vez dos jogos. |
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Os primeiros contatos se intensificam a partir de fins da década
de 40. Falam a língua A'uwem, do tronco lingüístico
Macro-Jê. A população Xavante soma aproximadamente
7.l00 pessoas. Tradicionalmente eram semi-nômades. Viviam em suas
aldeias apenas poucos meses por ano e depois percorriam o seu território,
em grandes grupos, fazendo expedições de caça,
pesca e coleta, adaptaram à agricultura de subsistência.
Os Xavante são oriundos da Serra do Roncador em Mato Grosso,
habitam seis reservas já demarcadas, no Leste mato-grossense,
na zona norte-oriental do planalto do Brasil Central. A área
é dotada de espessa rede hidrográfica formada pelas bacias
dos afluentes do Kuluene-Xingu e do Rio das Mortes-Araguaia, região
de floresta tropical, mato e savana com árvores baixas e altas,
de onde os índios retiram o alimento e os materiais para fazer
artesanatos, armas, instrumentos musicais e suas ocas que são
dispostas em forma circular, característica da cultura Xavante.
Eles se alimentam de caças, frutos, palmeiras e pescados. Histórico:
A relação de vida dos povos indígenas estará
sempre associada a água. A primeira hora da vida de um bebê
indígena começa com o seu primeiro "mergulho"
em um rio ou lago por sua mãe. Grande parte da recreação
das crianças é realizada dentro d`água, atravessando
de uma margem a outra ou mesmo mergulhando, se preparando para serem
grandes "caçadores" de peixes. Um dos rituais realizado
pelos Xavante de Mato Grosso dentro de um rio, é que quando da
preparação dos adolescentes para a furação
da orelha, que é Datsiwaté, em que um grupo permanecem
mergulhados até altura do peito por pelo menos duas horas no
mínimo, batendo simultaneamente os braços, realizando
uma coreografia aquática, acreditando assim que haverá
o amolecimento da lébula auricular, facilitando a furação. |
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Habitam Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso Quantos e totalizam 333 (em 2001). Falam Waurá, do troco lingüístico Aruak. Os Waurá são notórios pela singularidade de sua cerâmica, o grafismo de seus cestos, sua arte plumária e máscaras rituais. Além da riqueza de sua cultura material, esse povo possui uma complexa e fascinante mitocosmologia, na qual os vínculos entre os animais, as coisas, os humanos e os seres extra-humanos permeiam sua concepção de mundo e são cruciais nas práticas de xamanismo. Em outubro de 2000 os Waujá possuíam 17 residências em sua aldeia, denominada Piyulaga. Doze delas eram habitadas por um ou dois casais e as suas crianças, e apenas cinco eram habitadas por famílias extensas de consangüíneos e afins. O aumento de casas e o reduzido número de residentes por cada casa pode estar relacionado, entre muitos outros fatores, com a baixa populacional, devido às epidemias dos séculos 19 e 20, e com o impacto da tecnologia dos artefatos de metal na "economia de subsistência". |
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A população indígena
Xerente é constituída de 2.800 indivíduos, distribuídos
em 37 aldeias em duas nas terras indígenas - Xerente e Funil
- numa área de 183.542 hectares, no município de Tocantínia,
no estado do Tocantins. Os Xerente se auto-denominam Akwe e são
falantes da língua Jê, do tronco lingüístico
macro-jê. O objetivo do Procambix é
melhorar a qualidade de vida indígena, desenvolvendo projetos
direcionados a produção de alimentos em quantidade para
todas as 500 famílias, capacitação de índios
para a fiscalização e preservação ambiental,
bem como a valorização e divulgação da sua
cultura, com a finalidade de atingir à completa sustentabilidade
de todos. |
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Em 1926, os Xikrin se transferem da região dos Rios Araguaia e Paraopebas para a região do Rio Bacajá, Estado do Pará. Em razão de conflitos internos eles se dividem. Uma parte retorna à região anterior e se estabelece próximo ao Rio Cateté, dando origem ao grupo Xinkrin do Cateté e ao Bacajá. As aldeias têm as casas dispostas em forma de círculo e no centro onde se reúnem á noite para conversar. São guerreiros e tiveram vários conflitos com outras tribos, os Parakanã e os Assurini. Tem muita habilidade no uso do arco e flecha e a borduna, que usam para caçar. Também são agricultores e as suas roças, em geral, são circulares. Pescam com o uso do timbó e a flecha. Destacam-se pelo uso de cabelos comprido, raspando ao centro da cabeça. Possuem uma das plumagem mais bonitas, destacando os cantos em suas danças. Falam exclusivamente a língua kayapó. São muito tradicional por manter sua cultura. Na escola das aldeias há o ensino bilingüe. Participarão pela segunda vez do evento. |
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Não é o nome específico de um povo indígena
e sim uma denominação dada aos diferentes povos indígena
que habitam o Parque Indígena do Xingú. Está localizado
na região central do Brasil no Estado de Mato Grosso e é
divido administrativamente em três grandes áreas: Baixo,
Médio e Alto Xingú. Por volta de 1877 foram feitas as
primeiras pesquisas na região do Alto Xingu, porém somente
a partir de l946 é que houve um contato mais regular, quando
vários grupos já haviam desaparecido por causa de doenças
e os restantes ficaram reduzidos. São compostos por 16 etnias:
Matipu, Nahukwá, Mehinako, Trumai, Suyá, Yudjá,
Tapayuna, Mentuktire, Kaiaby, Yawalapiti, Aweti, Kalapalo, Kamayura,
Ikpeng, Waurá e Kuikuru, habitando em 36 aldeias. O Kuarup é programado uma vez por ano, durante a estação da seca, que simboliza uma saudação a seus mortos, encerrando o período de luto e a Festa do Yamurikumã, ocasião em que somente as mulheres participam. Nessa festa está inserido a luta corporal que será apresentada nos jogos, Huka-Huka. Outro ponto de destaque são as arquiteturas na construção de suas ocas tradicionais, que é de uma beleza rara e peculiar. São hábeis no uso do arco e flecha, muito usado na pesca, foram campeões dessa modalidade nos Jogos dos Povos Indígenas. Se farão presente somente oito povos: Kuiruro, Ikpeng e Kalapalo (tronco lingüístico karib), Waurá e Yawalapiti (tronco lingüístico aruak), Kamaiurá, Awetí e Kaiabi (tronco lingüística tupi), totalizando o número de 70 pessoas, sendo 20 atletas Participam dos Jogos desde a primeira edição. |
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Habitam a Terra Indígena Parque do Xingu, próximo ao Posto Leonardo. Somam 196 indígenas do tronco lingüístico Macro-Jê, da família Aruwak. Os Yawalapiti são índios pequenos e robustos, que vivem às margens de uma grande lagoa. Têm o costume de trocar utensílios com os Aweti, com os quais também trocam mulheres. Ambos vivem de pesca e caça e de roças de milho, batata-doce, cará e mandioca. Sua aldeia é asseada e eles têm aspecto saudável. Suas crianças confeccionam artesanatos desde cedo, passando as tradicões de geração para geração, sem deixar a cultura morrer. Na época da criação do Parque Indígena do Xingu, em 1961, os últimos Yawalapiti andavam dispersos por outras tribos. Os irmãos Villas Bôas reuniram 16 deles, formando uma pequena aldeia, que hoje abriga 140 indivíduos. Os Yawalapitis ainda vivem da pesca, caça, coleta e roças. Em 1988, pela primeira vez na história, os índios do Alto Xingu encenaram na aldeia Yawalapiti uma cerimônia do Kuarup, ritual da lembrança dos mortos, para ser mostrado num filme de Ruy Guerra. Naquela ocasião, a cerimônia foi feita em homenagem ao avô de Aritana, famoso cacique Yawalapiti. Participam dos Jogos em conjunto com outros povos do Alto Xingu e se destacam na demonstração do Huka-Huka, praticado pelos Yawalapiti desde criança. |
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