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Aikewara Apinajé Avá Canoeiro Awá Guajá Aweti Bakairi Bororo Cinta Larga Enawenê-Nawê Gavião Kyikatêjê Guarani Hixkaryana Irântxe Javaé Ka´apor Kaiowá Kalapalo Kamayurá Kanela (Ramkokamenkra) Karajá Kayabi kayapó Krahô |
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Kuikuru Matis Nambikwara Parakanã Paresi Pataxó Rikbatsa Suruí Tapirapé Tembé Terena Wai-Wai Waiãpi Waimiri Atroari Waura Xavante Xerente Xikrin Xukuru Kariri Yanomami Yawalapiti |
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| Guarani
A língua falada é da família lingüística Tupi Guarani. Foi um dos primeiros povos indígenas que tiveram contato com os portugueses, resistindo a qualquer imposição em sua cultura. É um dos mais populosos que existe no Brasil. Está distribuído entre os estados de MS, SP, ES, PR, SC, RS, RJ e PA, onde somam aproximadamente 27.000 indígenas, além serem encontrados também no Paraguai e na Argentina. Os participantes do evento formarão o grupo Guarani, pertencente ao subgrupo M’byá, do Pará. Saíram de suas aldeias tradicionais no estado de São Paulo por desavenças internas. Moraram por algum tempo junto aos indígenas Gavião Parkatêjê da Terra Indígena de Mãe Maria, quando, em 1996, através do Centro de Trabalho Indigenista – CTI, com sede em São Paulo, em conjunto com a FUNAI, obtiveram um lote de terras próximo da PA – 150, onde habitam atualmente. O local foi nomeado Terra Indígena Nova Jacundá. Existem ainda os subgrupos Kayowá e Ñandewa. Os Guarani foram os que mais resistiram e ainda resistem muito para manter os seus costumes tradicionais como a língua, as danças e, principalmente, as manifestações religiosas. |
![]() Apesar do constante contato com os não índios, mantêm suas características físicas praticamente intactas, pois muitas aldeias não admitem a miscigenação. São agricultores de subsistência. Plantam arroz, mandioca, e outros. Existem escolas em muitas aldeias, onde o ensino é bilíngüe. Em 25 de novembro de 1983, um dos grandes líderes guarani, Marçal Tupã-y, foi barbaramente assinado, no Mato Grosso do Sul, por defender seus direitos. A população dos Guarani Mbyá de Nova Jacundá (PA) é de 52 pessoas. Estarão presente pela terceira vez nos Jogos. |
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Grupo indígena localizado na
divisão dos Estados do Amazonas com o Pará, região
nordeste do Amazonas, denominada de Alto Rio Nhamundá. Somam
hoje uma |
Confeccionam tangas femininas com
sementes de karukru, amarradas com fio de algodão, enfeitadas
com penas de arara e tucano; ou o yuwa, um cilindro oco para prender
e enfeitar os cabelos, ornados com penas de garça ou de gavião;
pentes de osso de macaco ou de talos da palmeira buriti; flautas com
osso da canela do veado mateiro. Na cestaria destacamos as peneiras,
as esteiras, os tipitis e os paneiros de cipó titica ou ambé;
na cerâmica, potes, bacias e baldes; e arcos e flechas para suas
caçarias. As terras que servem de habitat para os Hixkaryâna,
são demarcadas, sendo que o rio Nhamundá, sob a jurisdição
da FUNAI de Parintins. São terras pródigas para as roças
de mandioca para farinha, além do abacaxi, do cará, jurumum,
urucum e muitas variedades de peixes e de caça. A coleta da coleta
da castanha do Pará também faz parte do dia-a-dia da comunidade
e poderia ser uma forte de renda. Contudo, ante à chegada da
civilização os grandes canoeiros do rio de águas
negras, estão se tornando dependentes da tecnologia do rabeta
movido à gasolina. As viagens, que levavam semanas de Cassauá
para Nhamundá ganhou o "dinamismo" de um dia apenas,
conquanto se tenha um bom motor de 40 HP e 180 litros de gasolina para
consumir apenas numa viagem, apenas num trecho. |
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| Irãntxe | ||
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É uma das três subdivisões
dos Karajá. As outras duas são os Karajá propriamente
ditos e os Xambioá. Apesar da semelhança cultural, há
uma certa diferença no falar, como em qualquer outra língua
do mesmo tronco. A palavra Javaé, provavelmente de origem tupi-guarani,
não pertence à língua que eles falam, o Inÿ,
derivada do idioma dos Karajá, com algumas variações
dialetais pertencentes ao tronco lingüístico Macro-Jê.
A autodenominação quer dizer "gente", "ser
humano", mas os Javaé e os Karajá também autodenominam-se
Itya Mahãdu, "o Povo do Meio". Habitam a Terra Indígena
Parque do Araguaia, criada em 1959 e destinada à preservação
ambiental, localizada nos municípios de Formoso do Araguaia,
Pium e Cristolândia, estado do Tocantins. No ano de 2000, a tribo
contava com 919 índios. |
Em 1960, o
posto foi transferido para a aldeia Canoanã, que passou a atrair
os remanescentes de outras aldeias, vítimas de epidemias e conflitos
internos. A chegada de não-índios à região estimulou os Javaé a iniciarem a comercialização do pirarucu, a partir dos anos 50, para compradores que buscavam o peixe nas aldeias a preços baixos e o revendiam com lucro nas cidades. A pesca desordenada de toneladas de pirarucu na época da seca provocou danos substanciais ao meio ambiente, reduzindo consideravelmente as reservas de peixe e criando uma dependência cada vez maior dos Javaé em relação ao dinheiro. Isso ameaçou a economia de subsistência, baseada no plantio de roça, na estação das chuvas e na pesca cotidiana para consumo próprio. Os Javaé também falam de casamentos interétnicos e intercâmbios culturais no passado, principalmente com os Tapirapé. Um fato curioso apontado por antropólogos que trabalharam com os Karajá, é que, apesar dos problemas sérios e ameaças advindas do contato com a sociedade nacional, os Karajá e os Javaé têm mostrado uma surpreendente capacidade para lidar com as novidades, mantendo aspectos fundamentais da cultura tradicional, entendidas aqui como um conjunto de pensamentos e práticas flexíveis capazes de dialogar com o novo sem desfigurar-se. Justamente nas aldeias onde a pressão do contato é maior, como Santa Izabel, Karajá, Canoanã e Javaé, têm surgido os mais importantes líderes no que diz respeito à relação com a sociedade nacional. |
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Ka´apor Os Ka'apor surgiram como povo distinto há cerca de 300 anos, provavelmente na região entre os rios Tocantins e Xingu. Os primeiros contatos com os não-índios foram no início do século XX, através do SPI - Serviço de Proteção ao Índio. Habitam a Terra Indígena Alto Turiaçu, junto aos Rios Pindaré e Gurupi, estado do Maranhão, fronteira com o Pará. Migraram, provavelmente, por estarem fugindo de conflitos com colonizadores. Alguns brasileiros que atacaram e aniquilaram aldeias Ka'apor, por volta de 1900, ficaram surpresos ao descobrirem esplêndidos cocares de penas coloridas dentro de pequenos baús de cedro que os sobreviventes, em fuga, teriam deixado para trás. O Iurá, que se suicidou no Rio Pindaré após tentar manter contatos pacíficos com os não-índios da região e ter sido humilhado e maltratado junto com a esposa e filhos, pertenceu a esse povo. Tal história é muito bem retratada pelo historiador e antropólogo Darcy Ribeiro e sua esposa Berta Ribeiro. Ele também identificou o idioma dos Ka'apor como sendo um dialeto tupi do grupo Hê, o que os aproximam dos Tenetehara, Amanayé, Tuniwara, Anambé e Oiampi. O apóstrofo no me Ka'apor representa uma parada da glote, no momento da proonúncia. Outros nomes pelos quais são conhecidos são Urubu, Kambõ, Urubu-Caápor, Urubu-Kaápor, Kaapor. A palavra Ka'apor parece ser derivada de Ka'a-pypor, que quer dizer "pegadas na mata" ou "pegadas da mata". Outro significado aventado é o de "moradores da mata". Uma pessoa Ka'apor pode ser identificada na língua como awá, que se refere à forma reflexiva ("alguém") e ao sujeito, enquanto pessoa, em sentenças interrogativas ("quem?"); awá está relacionado com termos inflexíveis referentes a "pessoa" e "povo" em várias outras línguas Tupi-Guarani. Kambõ parece ter sido assimilado do português "caboclo", um termo aplicado aos Ka'apor pela maioria dos brasileiros da região ultimamente. Sua provável origem é da Amazônia e é freqüentemente usado pelos que falam a língua Ka'apor numa auto-referência em conversas com terceiros. |
Esse grupo teve numerosos contatos
documentados com a sociedade luso-brasileira entre o período dos
Pacajás, nos idos de 1600, e o estabelecimento do contato prolongado,
ou "pacificação", em 1928. A maior parte dos episódios
relatados são violentos. Os índios atacaram vilas na bacia
do Guamá entre 1820 e 1830, atiraram em agentes pacificadores,
expulsaram um quilombo do lado maranhense do rio Gurupi entre outros.
A situação atual na região é marcada por tensão
e pela escalada da violência. Ataques de posseiros e de madeireiros
às aldeias indígenas, assim como contra-ataques dos índios
aos acampamentos de posseiros e madeireiros invasores de suas terras,
têm ocorrido desde 1993. Os últimos 70 anos (1928-1998) assistiram a uma acomodação cada vez maior, mas não integral, da sociedade e cultura Ka'apor aos modos ocidentais. Muitos falam português, embora todos falem Ka'apor como primeira língua. Alguns professam uma crença em Tupã-ra'ïr ("filho do Trovão", ou "Jesus Cristo"), já que a divindade cristã foi introduzida por missionários fundamentalistas do Summer Institute of Linguistics (hoje Sociedade Internacional de Lingüística), atuantes na entre 1963 e 1985. Muitos Ka'apor acreditam nos poderes divinos e curativos de Ïrïwar, uma divindade feminina, indígena, relacionada à água, cujo conceito foi parcialmente trazido dos Tembé e que é invocada no xamanismo. A agricultura é a fonte da alimentação dos Ka'apor. Cultivam mais de 28 espécies. Apesar disso, a mandioca é a campeã no consumo e predomina nas plantações. Na época de escassez, os homens trabalham na confecção de adornos. Costumam ouvir no rádio em ondas curtas, notícias e músicas do Brasil e do mundo, mas ainda passam muito tempo proseando e visitando as aldeias uns dos outros a pé pela densa mata. A população Ka'apor atual é de proximadamente 850 pessoas. Participam pela primeira vez dos jogos. |
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Primeiro povo xinguano a ser contatado
pelos irmãos Villas Bôas, em 1945, os Kalapalo são
uma de quatro etnias de língua Karib que vivem no Alto Xingu.
A denominação Kalapalo foi dada por colonizadores, com
quem tiveram contatos esporádico no final do século 19,
portanto, antes dos Villa Boas, chegarem ao Xingu. Para os outros povos
do Alto Xingu, a tribo chama-se Akuku, considerada a fusão dos
sobreviventes de um grupo Kuikuro com os Kanugijafiti Os Kalapalo falam
um dialeto de uma língua que pertence ao braço do sul
da Guiana da família lingüística Karib. De acordo
com os estudos dos irmãos Villas Boas, seus parentes lingüísticos
mais próximos são os Ye'cuana ou Makiritare e os Hixkaryana,
encontrados no sul da Venezuela e Guiana. Com essas comunidades, eles
têm em comum, mitos que descrevem seus encontros com o homem branco
e o ritual cristão. Essas histórias sugerem que os Caribs
do Xingu deixaram a região caribenha após o contato com
os Espanhóis, possivelmente para fugir deles, na segunda metade
do século 18. Fora isso, há pouco em comum entre os "primos"
brasileiros e caribenhos. |
Com o objetivo de facilitar o tratamento
médico e acesso à víveres, eles mudaram-se de suas
terras ancestrais, próximas ao rio Tanguro, para o novo terreno. Porém, até hoje, muitos Kalapalo retornam freqüentemente às aldeias antigas, chamadas "Anafukwa", para cuidar de roças antigas de mandioca e algodão, coletar moluscos para artesanato e pescar em locais conhecidos e preferidos por eles. Os Kalapalos têm uma ética própria, estabelecida por eles, que distingue os povos que residem no Alto Xingu de todos os outros na terra. Para esse povo, a generosidade com a propriedade é o que transforma o homem em ser humano. Discutir ou brigar em público é uma violação do código de ética e há restrições à dieta dos "seres humanos."Os Kalapalo rejeitam animais que eles chamam de gene, animais terrestres peludos, limitando-se a comer criaturas aquáticas, especialmente peixes. Participam dos Jogos junto com outros xinguanos, fazem belíssima apresentação cultural e demonstração do Huka-Huka. |
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Kayapó
Se autodenominam Mebêngôkre, "Gente do Buraco do Rio" ou seja, me (gente), be (condição ou estado de ser), ngô (água) e kre (buraco), na linguagem Tupi "Kai-pó", quer dizer "carrega o Fogo". É um povo bastante numeroso nos estados do Pará e Mato Grosso, estimado em aproximadamente 5.000 índios. Habitam as terras indígenas Kayapó, Baú, Mekrkãgnoti, Bejenkôre, no estado do Pará, e Kapoto/Jarina, estado de Mato Grosso. Os Kayapó atuais descendem de um grande grupo indígena denominado Goroti-Kumrem, que se dividiu em dois blocos, de um lado os Kayapó-Gorotire, e os Kokorekre que já desapareceram, os Menkrãgnoti, Metutktire ou Txukarramãe, Ô-Ukre, Paka-nú, Kubenkrãkein, Kôkraimore, Krikretum, Kararaô e os Pore-Kru que deram origem aos Xikrin A parte oriental do povo Kaiapó foi contatada por volta de 1940, e a parte ocidental na década de 50, pelos irmãos Villas Boas. Viveram em guerra com tribos vizinhas como os Karajá, Juruna, Xavante, Tapirapé e Panará, mais conhecidos como Kren-Akarore. Protegem com muito rigor suas terras. As aldeias têm as casas dispostas em formato circular com uma grande praça ao centro, onde se realizam seus rituais. Conhecidos por sua bravura, os Kaiapó são guerreiros, mantêm sua cultura tradicional, são exímeos artesãos e têm na borduna um símbolo das armas de caça e guerra. Um aspecto forte de sua cultura é a pintura corporal, realizada com primorosa habilidade pelas mulheres, com desenhos perfeitos em linhas geométricas, que as crianças e adultos de ambos os sexos costumam usar, em festas que constituem outro aspecto muito especial da cultura desse povo. Essas festas chegam ao clímax depois de um período de meses durante o qual cada ritual se ajusta em todo aspecto com seus cantos, danças e cerimônias tradicionais para ocasião de cada festa. A língua falada é o Kayapó, do tronco lingüístico Macro-Jê, que possuí 17 vogais e 16 consoantes e padrão distinto de entoação, as vogais são prolongadas para dar ênfase. No caso dos Kaiapó de Menkragnoti o dialeto é o menkragnoti. No artesanato, tem uma variação de adornos (cocares, braceletes) e ornamentos fascinantes. São caçadores e coletores. |
Ronkrã: É
um esporte tradicional do Povo Kayapó. É jogado num campo
de dimensão semelhante ao de futebol, entre duas equipes de 10
atletas de cada lado, em que cada atleta usa um bastão de aproximadamente
1,30 m (espécie de borduna), o Akêt. Um côco de babaçu
(bola), o Ronkrã é colocada no centro do campo e o objetivo
é ir tocando a bola com o bastão contra o oponente, até
passar a linha de fundo, marcando, assim, o ponto. Não há
juiz, o tempo de duração da peleja é de acordo
com a desistência de qualquer uma das equipes, geralmente é
a que está em desvantagem. Não há um prêmio
para equipe ganhadora e sim um reconhecimento de demonstração
de força e habilidade. |
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Os Kamayurá são
uma nação indígena da língua Tupi. Habitam
duas grandes aldeias, do Alto Xingu, na Lagoa Ipavu, chamadas Tiwatiware,
à margem esquerda do Rio Kuluene e Ipavu, localizada à
beira de uma grande lagoa. Somam um total de 316 pessoas e estão
em permanente resgate cultural. Em cada casa os moradores são
parentes, liderados por um "dono da casa". Por tradição,
são coletores e caçadores. Alimentam-se principalmente
de peixe e de beiju de mandioca. Pescam com arco e flecha e realizam
a pescaria com timbó, um cipó com uma substância
que entorpece os peixes, sem envenená-los e que permite recolher
grande fartura em peixes. A pescaria com timbó é realizada
em ocasiões especiais, quando desejam celebrar uma festa e vão
receber muitos convidados ("parentes") de outras etnias ou
até mesmo não-indígenas. Enriquecem sua alimentação
com frutos silvestres, ovos de tracajá e caça. |
O comércio com outros povos
é historicamente importante na vida dos Kamayurá e chamado
de Moitará, encontro importante para realizar as trocas daquilo
que necessitam. No escambo, trocam com seus vizinhos panelas de cerâmica
que ocupam lugar principal, especialidade dos Waurá. No Moitará,
a aldeia visitada oferece beiju e peixe para todos. Durante o encontro
realizam-se ainda competições, principalmente o huka-huka,
luta corpo-a-corpo tradicional no Alto Xingu. Comum a todas as outras comunidades xinguanas, os Kamaiurá possuem uma grande gaiola cônica, onde vive a águia harpia, ave lendária cujas penas são muito apreciadas, considerada o chefe dos pássaros. Também característica é a "casa dos homens", onde se guardam as flautas sagradas que não podem ser vistas pelas mulheres. A festa mais importante, realizada em todo o Alto Xingu é o tradicional Kuarup, a homenagem aos mortos, relacionada aos mitos de origem da humanidade. Quando um dos dez povos do Alto Xingu realizam o Kuarup, convida seus vizinhos. Realizam também grandiosas festas como o Yawari, o Uruá e o Jakuí, das quais toda a aldeia participa. Os Kamayurás não usam roupas, somente enfeites e pintura corporal. É comum o cacique possuir duas a três mulheres. Os Kamaiurá já participaram de edições anteriores e se apresentam sempre junto com outros povos xinguanos (Kamaiurá, Yawalapiti e Awetí), se destacando pelo porte físico, danças e cantos, beleza de seus trajes e pinturas corporais. |
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Kaiowá
Falam a língua Kaiwá do grupo lingüístico tupi-guarani, embora vivendo em toda a região sul do Estado de Mato Grosso do Sul, se concentrando na região de Dourado. Apesar de sofrerem mudanças profundas em seus hábitos tradicionais, pois vivem em pequenas terras, procuram ainda resistir com suas práticas culturais e religiosas. Vivem da agricultura de subsistência. Participam desde a primeira edição dos jogos. |
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Kanela
Ramkokamenkra Habitam as Terras Indígenas Kanela - Buriti Velho, município de Fernando Falcão e Porquinhos, município de Grajaú, região de Barra do Corda, no estado do Maranhão, ambas demarcadas, registradas e homologadas. Se autodenominam Apâniekra ou Rramkókamekra. São do tronco lingüístico Macro-Jê, família Timbíra. Os registros históricos sobre este grupo datam de l855. Dois grandes fatos marcaram a vida do grupo. Em l93l um fazendeiro instalou seu rebanho na área e afugentou a principal fonte de alimentação que é caça local, iludindo os índios, ofereceu-lhes uma festa em que foram embriagados e massacrados. Outro fato ocorreu em l963, em que um "líder messiânico" fizeram os Kanela acreditarem que haveria uma "transformação": os brancos virariam índios e, estes, se tornariam brancos; seis deles morreram por determinação de fazendeiros. |
O
grupo possui ainda uma cultura preservada, o que manteve equilibrado
o relacionamento do indivíduo com a natureza e com sua sociedade.
Uma tradição Kanela é a Corrida de Toras, em que
participam homens e mulheres, considerados muitos velozes. As toras
para homens pesam mais de l00 quilos e para as mulheres 80. Há
a informação que essa corrida surgiu como forma de treinar os Kanela para eventuais fugas durante perseguições às suas aldeias. Somam, aproximadamente, l.200 pessoas. Participaram em todas as edições dos jogos. |
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Karajá KARAJÁ: Habitam a Terra Indígena do Parque do Araguaia na Ilha do Bananal, municípios de Formoso do Araguaia, Pium e Cristolândia, no estado do Tocantins. Os grupos indígenas falantes de língua Karajá sempre viveram no vale do Araguaia. No final do século 16, expedições escravistas percorreram o Araguaia atacando as aldeias e aprisionando índios. Na década de 40 (Estado Novo), a região começou a ser efetivamente ocupada. Em 1959, foi criado o Parque Nacional do Araguaia, abrangendo a totalidade da Ilha do Bananal (mais de 2.000.000 ha), ignorando as populações indígenas que habitavam a região. O contato com a população branca se intensificou com a exploração de ouro e a expansão pecuária na região, ocasionando perdas físicas e culturais. Um segundo decreto presidencial, em 1971, criou o Parque Indígena do Araguaia, com 1.540.000 ha e, em 1973, reduziu-se para 1.395.000 ha. Em 1980, um terceiro decreto presidencial alterou a área integrando a aldeia Macaúba ao Parque Indígena Araguaia. Em 1998, foi homologada pelo decreto s/nº, de 14/04/98, com o nome de Terra Indígena do Parque do Araguaia. Uma característica entre os Karajá como um todo é a diferenciação entre a fala das mulheres e crianças e a fala dos homens, feita através de alguns fonemas e expressões específicas para cada gênero, que é mais acentuada entre os Karajá propriamente ditos, expressando uma forte divisão entre os papéis masculino e feminino. O grupo tem origem lingüísticas Macro-Jê. |
Os
Karajá possuem íntima relação com o Rio
Araguaia, fonte de sua subsistência preferencial. Segundo o mito
de criação, os Karajá saíram do fundo desse
rio e ocuparam as terras perto das margens. O contato direto e a interferência
do homem branco fizeram com que perdessem muito de sua cultura. Apesar
disso, guardam muitas tradições culturais, que são
demonstradas em seus cantos, como a Festa do Hetohoky, "Casa Grande",
e também estão inseridas nas danças e lutas corporais
"ijesu", onde principalmente oshomens jovens usam a oportunidade para demonstrar força e coragem. Outra Festa é a do Aruanã, em homenagem ao peixe da região, que eles crêem proteger a todos os Karajá. São muito ricos na fabricação de seus artesanatos "aõrity" e os ardornos "isiywidyna". Destacam-se também pelas suas plumagens, cestarias e cerâmicas. No esporte, os Karajá do Tocantins, possuem estilo próprio para as lutas corporais. Os atletas iniciam a luta em pé, se agarrando pela cintura, até que um consiga derrubar o outro ao chão, logo o atleta vencedor abre os braços e dança em volta do oponente, cantando e imitando uma ave. Participam desde a primeira edição dos jogos |
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A origem do nome Kayabi é
desconhecida pelos próprios nativos. É provável
que seja a forma pela qual os Apiaká ou os Bakairi se referiam
a eles, pois esses povos representam as primeiras fontes de informação
sobre os Kayabi. Certamente, não se trata de autodenominação
do grupo. Georg Grünberg, um etnógrafo que pesquisou os
Kaiabi nos anos 60, sugere que a autodenominação seja
o termo iputunuun, que significa algo como "o nosso pessoal".
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Os Kayabi,
em sua maioria, habitam atualmente a área do Terra Indígena
Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Falam uma língua
da família do tupi-guarani. A quase totalidade dos Kayabi que
habitam o Parque do Xingu e são bilíngües e dominam,
bem o português. Alguns indivíduos residentes em aldeias
de outros grupos, ou casados com pessoas de outra etnia, falam também
uma terceira língua. Segundo informações dos próprios
índios, muitos Kayabi, que moram em áreas fora do Parque
do Xingu, não falam mais a língua nativa. São denominados
também como Cajahis, Cajabis, Kajabi, Caiabis, Cayabi, Kayabi.
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Krahô
Do tronco lingüístico Macro-Jê, do ramo dos Timbira. Sua população é de aproximadamente 1.500 pessoas. Habitam a Terra Indígena Kraolândia, uma imensa faixa contínua de cerrado brasileiro, localizada no município de Itacajá e Goiatins, estado de Tocantins. Suas aldeias são construída em forma circulares, com um pátio no centro, ligados por caminhos radiais a cada casa. Usam as pinturas corporais, praticam suas danças, cantos e os esportes tradicionais como a Corrida - de - Tora (Wakmeti), realizada por homens e mulheres. Em 1940, um massacre resultou na morte de vários índios Krahô. O episódio desencadeou entre o povo um abandono de seus hábitos e costumes, perderam suas sementes milenares e abandonaram o cultivo de roças familiares, o que resultou em grande miséria. Desde 1995, com a implantação do Projeto Krahô tentam resgatar as sementes e antigas técnicas agrícolas para oferecer melhor qualidade de vida às 17 aldeias. Os Krahô realizam a corrida com duas toras de peso e tamanho similares, sempre ao amanhecer e ao entardecer. |
Pela manhã, a corrida tem sentido de ginástica, preparação
do corpo. Corre-se apenas com toras usadas, ao redor das casas, em sentido
anti-horário. De acordo com a tradição Krahô,
o ponto de largada e chegada da corrida é o pátio de uma
das casas, a Woto, uma casa preparada para todas as atividades culturais,
sociais e políticas. Ao entardecer, corre-se de fora para dentro
das aldeias.Em outros povos a corrida com toras acontece nos rituais, festas e brincadeiras. Nesses casos, as toras podem representar símbolos mágico-religiosos. Durante o ritual do Porkahok, que simboliza o final do período de luto, as toras representam o espírito do morto. Participam desde a primeira edição dos jogos. |
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Habitam o sul da Terra Indígena Parque do Xingu, próximo ao Posto Leonardo, nas proximidades do município de Querência, no Mato Grosso. São 394 indígenas, falam a língua Kuikuro, que pertence ao tronco lingüístico Karib. Como os povos do Alto Xingu, os Kuikuro, realizam e participam do Kuarup, ritual em homenagem aos mortos. Pela narração dos Kuikuro, o contato com o não índio se deu entre o início do século XIX ou o fim do século XVIII, incluindo então, as viagens de Von den Steinen, lembrado explicitamente na história contada pelos indígenas. |
O plantio da
mandioca é uma das atividades agrícolas mais importantes.
Da mandioca fazem a farinha e o beijú, que comem com peixe. Cultivam
também o milho, o cará e a batata doce. São excelentes
nadadores e constroem canoas. Hoje, utilizam também o barco a
motor. Entre os mitos destaca-se ainda a Iamaricumã, celebrada
pelas mulheres que se vestem com os adereços dos homens. Alguns
estudiosos narram esse mito como uma revolta feminina contra a supremacia
masculina que vigorava. Outros já preferem interpretá-la
como uma maneira para manter a organização social própria. |
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| Matis
A língua é da família Pano. Se autodenominam "Matsé", quer dizer "Gente". São caçadores e agricultores, habitam a região do rio Ituí, Vale do Javari, fronteira com o Perú, Estado do Amazonas. Usam o arco "pia" e a flecha "taua" para a caça e uma arma peculiar que é a zarabatana "tenite". Poucos falam o português, pois não têm contato permanente com os não-índios.Sua população, de acordo com o último levantamento realizado no final de 1999 e começo de 2000, totaliza cerca de 239 índios. Os primeiros contatos com o homem branco ocorreram em dezembro de 1976 e no início de 1977. A ocupação extrativista naquela região, a partir de 1910, causou um grande impacto sobre esse povo. Habitam maloca e distinguem - se no uso de ornamentos faciais como em orifícios entre as paredes medianas do nariz, nas orelhas um a concha fixada numa madeira e tatuagens. |
Há
uma série de proibições alimentares, como as carnes
de paca, tatu e capivara, que, se consumidas, que de acordo com sua
cultura, podem deixar a pessoa preguiçosa ou enfraquecida. Devido
seus ornamentos faciais, também são conhecidos como "cara
de onça". As condições geográficas
são de difícil acesso, levando-se em média quatro
dias para chegar até a cidade mais próxima, que é
Tabatinga - AM. Participam dos Jogos pela quarta vez, com apenas 8 atletas
e realizam uma bela demonstração com zarabatana gigante. |
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Também já foram chamados "Povo das Cinzas" por dormirem no chão à beira do fogo e amanhecerem cobertos por uma mistura de cinzas e areia. Na verdade, são vários grupos da mesma família lingüística que receberam genericamente o nome de Nambikwara: Sabanê, Wakalitesu, Halotesu, Kithãulu, Sawentesu, Negarotê, Mamaindê, Hahaintesu, Alantesu, Waikisu, Tawandê, Manduca, Idalamarê, Nechuandê, Kithãulu, de origem Tupi-Guarani que significa "Orelha Furada", nome dado pelos guias da Comissão Rondon, no início do século XX. Habitam as Terras Indígenas Pirineus de Souza, Nambikwara e Vale do Guaporé, no município de Comodoro-MT e Vilhena-RO, região tradicional que se estende pelo Vale do Guaporé desde Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso, do Rio Guaporé, até o Rio Roosevelt e pela Chapada dos Parecis, à noroeste de Mato Grosso e Sul de Rondônia, até as cabeceiras dos rios Comemoração e Tenente Marques. Sua população é de 865 pessoas. |
Os Nambikwara se distinguem de outros
grupos éticos pela língua. Falam vários dialetos
e têm traços culturais marcantes e próprios. O mito
da pedra preta explica sua origem e o ritual da flauta sagrada narra a
história do menino que se transformou em alimento para o seu povo
Nesse rito tocam uma flauta nasal e as mulheres não participam.
O ritual de perfuração do nariz marca a passagem da puberdade
masculina, onde o menino deve demonstrar coragem, firmeza e força
espiritual. No ritual da Menina Moça se celebra a passagem da puberdade
feminina, quando ocorre a primeira menstruação. Praticam
o Xikunahity (futebol de cabeça) e participarão dos Jogos
pela primeira vez. |
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Os Parakanã falam a língua
akwawa, dialeto Parakanã, da família Tupi Guarani, tronco
lingüístico Tupi, que incluem as línguas Asurini
e Suruí do Tocantins. A língua portuguesa é falada
mais pelos jovens, somente com os não-índios que visitam
suas aldeias. Entre eles, a comunicação se faz unicamente
em Parakanã. São poucas as mulheres que falam ou entendem
o português. |
Atualmente,
vivem em uma área de 351.697,41 ha, legalmente demarcada, homologada
e registrada no Serviço de Patrimônio da União,
conforme Decreto 248/91 de 29.10.91. A Terra Indígena Parakanã
está situada entre os municípios de Novo Repartimento
e Itupiranga, no sudeste do estado do Pará. |
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Pareci Vivem na Terra Indígena Paresi, um território de matas, campos e cerrados, município da cidade de Tangará da Serra, região do médio - norte do Mato Grosso; Chapada dos Parecis, Território de matas, campos, cerrados, montanhas e planaltos, uma área de estratégica localização geográfica, assentada nos divisores das Bacias do Rio do Prata e do Amazonas. Sua população está estimada em mil e trezentas pessoas. De acordo com o mito da criação os Paresi, saíram de dentro de uma pedra no Campo Novo dos Parecis, liberados pela entidade mítica Wazare, e se espalharam pela chapada, dividindo-se em três subgrupos: Os Kaxíniti, na parte oriental; os Waimaré, na parte central e os Kozarini, na parte ocidental. Falam a língua do tronco lingüístico Aruak e se autodenominam Haliti, que quer dizer "gente", seres humanos. O contato com a sociedade nacional ocorreu no período colonial, entre o Centro - Oeste e o Norte. No fim do Século 19 e início do Século 20, os Paresi serviram de guias nos seringais e da Comissão Rondon. Tiveram contato com missões católicas e protestantes entre l950 e l960. Esses índios sofreram com a abertura da BR-364, ligando o país de norte a sul, atravessando o Território dos Paresi, pois o contato trouxe doenças e grandes perdas de suas terras, cultura e valores étnicos, os quais tentam, ainda hoje, assegurar e preservar. Em 1970, agricultores incentivados pelo PROTERRA e SUDAM fixaram-se em definitivo nas terras Paresi, usando o cerrado para grandes plantios e pastagem, fazendo surgir cidades como Tangará da Serra, Sapezal, Campo Novo do Pareci e outros, todas em suas área. Praticam um esporte que é jogado apenas usando a cabeça, chamado Xikunahity. A primeira apresentação oficial em público do Xikunahity aconteceu durante os II Jogos dos Povos Indígenas, realizado na cidade de Guaíra, em outubro de 1999. A lenda do Xikunahity, espécie de futebol jogado com a cabeça e cuja bola artesanal é feita de látex, conta que o esporte foi criado pela principal entidade mítica da cultura Paresi, o Wazare. Depois de cumprir sua missão de distribuir o povo Pareci por toda a Chapada dos Parecis, Wazare fez uma grande festa de confraternização, antes de voltar para seu mundo. Durante essa festa, a entidade mítica mostrou a todos a função da cabeça no comando do corpo, e sua capacidade de desenvolver a inteligência e alcançar a plenitude mental e espiritual. Ele também demonstrou que a cabeça poderia ser usada em sua capacidade física, especificamente na habilidade para com o Xikunahity. Foi nessa comemoração que aconteceu a primeira partida deste esporte; ou seja, entrando literalmente de cabeça. Entre os Pareci, o esporte só é praticado durante grandes cerimônias como: oferta da primeira colheita das roças, iniciação dos jovens de ambos os sexos, reforma das flautas sagradas, caça, pesca e coleta de frutas silvestres abundantes e a reincorporação de um espírito novo em doentes terminais. A bola utilizada no jogo tem suas peculiaridades, pois é de fabricação própria, tradicional dos Paresi, e é feita com a seiva de mangabeira, um tipo de látex. |
![]() O processo de confecção da bola consiste em duas etapas: na primeira, a seiva é colhida e colocada sobre uma superfície lisa, onde permanece por certo tempo, até formar uma camada ligeiramente espessa. A segunda fase do processo,é a formação da parte central da bola (núcleo), que inclui o aquecimento da seiva de mangaba em uma panela. Daí se forma uma película. O látex formado tem suas extremidades unidas, de modo a formar um saco que será inflado com ar, por meio de um "canudo". Depois disso, o núcleo vai ganhando formas arredondadas e vai recebendo sucessivas películas de látex, obtidas na primeira etapa, adquirindo a forma de uma bola, até que ela seque e resfrie, ganhando assim consistência suficiente para pular. A bola tem aproximadamente 30 cm de diâmetro. O jogo: É uma espécie de futebol, em que o "chute" só pode ser dado com a cabeça. É um esporte praticado tradicionalmente pelos Povos Nambikwara (Mamaidê, Latundê, Salumã, Irántxe, Mamaidê e Enawenê-Nawê, todos do estado de Mato Grosso. É disputado por duas equipes que podem possuir oito, dez ou mais atletas, com um capitão. É realizada em um campo de terra batida, para que a bola ganhe impulso. O tamanho do campo é semelhante ao de futebol, e conta somente com uma linha demarcatória ao centro, que delimita o espaço de cada equipe. A partida tem seu início quando dois atletas veteranos, um de cada equipe, dirigem-se ao centro do campo, para decidir quem irá lançar a bola ao outro, que deverá rebatê-la. Isto é decidido por meio de diálogo e a partida inicia-se com a primeira cabeçada para o campo adversário, que deverá ser recepcionada por um dos atletas com a cabeça. Após isso, esses dois atletas deixam
imediatamente o campo, pois não realizam outra atividade durante
o jogo inteiro. Durante a disputa, a bola não pode ser tocada
com as mãos, pés ou qualquer outra parte do corpo, mas
pode tocar o chão, antes de ser rebatida pela outra equipe. Os
atletas Paresi se atiram e mergulham com o rosto rente ao chão,
livrando o nariz de tocar o solo, o que provoca uma certa violência
no "chute" de cabeça e demonstra toda a habilidade,
destreza e técnica necessária no recebimento e arremesso
da bola. A equipe marca pontos quando a bola não é devolvida
pelos adversários, ou seja, quando deixa de ser rebatida. Quanto
maiores as habilidades dos atletas que compõem as equipes, mais
acirradas são as disputas, podendo durar até mais de quarenta
minutos. |
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Pataxó
Vivem
na região interna à faixa litorânea dos estados
de MG, BA e ES. Sofreram muito com o contato imposto pelos portugueses,
foram perseguidos e proibidos de falar a própria língua
e de praticar rituais religiosos e culturais, perdendo praticamente
toda sua forma cultural. Algumas pessoas ainda falam a língua
do tronco macro-jê. Ainda praticam a dança tradicional
chamada Toré. Apesar do contato permanente com a sociedade não
indígena, sempre procuraram resistir e hoje restam poucas características
indígenas. |
Os
Pataxó lutam pela recuperação de suas terras e
pelo resgate de sua identidade e reconhecimento como um povo indígena.
Um de seus líderes, Galdino Jesus dos Santos, morreu queimado
no dia 21 de abril de 1997 em Brasília, quando lutava em busca
seus direitos. Participam pela quarta vez dos jogos. |
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Suruí
Tiveram os primeiros contatos com os não-índios a partir da década de 60, numa expedição comandada pelos sertanistas Francisco e Apoena Meirelles. Nessa época a população foi calculada em torno de 500 pessoas. Cerca da metade morreu de sarampo e gripe. Sua atividade central é a agricultura, embora se utilizem também de caça, pesca e coleta. Essa agricultura é de queimada, cortando-se todos os anos novos pedaços de matas. Dividem suas tribos em metades, uma ligada à roça e a outra ligada ao mato, que se alternam a cada ano. Possuem uma festa sagrada, denominada Hô-iê-ê-tê, destinada à cura de pessoas doentes e à invocação de fartura e saúde. Essa festa revela a força da religião e do sagrado, fundamentais na vida da tribo, inclusive na produção. Participarão neste evento pela segunda vez. |
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Rikbatsa O nome tem um significado cultural: rik = pessoa, gente, humano, ba = reforço, tsa = os, "os seres humanos". São também conhecidos como canoeiros, pois são hábeis remadores e nadares. Falam a língua do tronco Marco-Jê. Habitam as Terras indígenas Escondido, Japuíra e Erikbatsa, no norte do Estado de Mato Grosso. Resistiram bravamente no final dos anos 40 contra a frente extrativista da borracha. Sua pacificação ocorreu em 1956, pelo Padre João Dornstauder da Missão Anchieta. Mantêm muitos de seus costumes sociais, ritos culturais que o caracterizam e o destacam pelo o adorno em suas orelhas e a beleza de suas plumagens. Sofreram muito com as epidemias de gripe e sarampo que dizimaram 75% da população, hoje estimada em aproximadamente 1205 indígenas. Participam pela quarta vez dos jogos. |
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Tapirapé
Falam a língua Tapirapé do tronco lingüístico Tupi-Guarani. Vivem próximo ao rio Tapirapé e foz do Rio Araguaia, no estado do Mato Grosso. Numerosos no passado, o primeiro contato com os não-índios ocorreu em 1935, quando foram dizimados por epidemias e reduzidos a 135 pessoas e, em seguida a apenas 51. A redução dos Tapirapé fez conm que perdessem muitos conhecimentos tradicionais. Na década de 60, a construção da rodovia Belém-Brasília reduziu suas terras. A população atual é de 500 pessoas. Alimentam-se de caça, pesca e pequenas lavouras. São artesãos e lavradores. Destacam-se pelo artesanato e arte plumária. Estão distribuídos em cinco aldeias (Majtyritawa, Tapi'itawa, Akara'ytawa, Xapi'ikeatawa e Wiriaotawa). Participam pela segunda vez dos jogos indígenas. |
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Tembé
Pertencem à família lingüística tupi-guarani. Constituem o ramo ocidental dos Tenetehara, palavra que significa gente. O grupo oriental é conhecido por Guajajara. O nome Tembé ou Timbé foi atribuído pelos não índios da região. De acordo com o lingüista Max Boudin, timbeb significaria "nariz chato". Já estão em contato com a população envolvente desde o século XIX. Habitam as aldeias Sede e São Pedro, próximo ao Rio Guamá, nas Terras Indígenas Turé-Mariquita e Tembé. O contato mais estreito com a população regional gerou casamentos com os não-índios. Grande parte de sua área foi invadida no passado por frentes de colonização e são poucos os que hoje falam algumas palavras do idioma tenetehara. Atualmente, estão mobilizados para recuperar suas terras. O segundo bloco permaneceu às margens do Rio Gurupi e é mais conhecido pela sua aldeia maior, denominada Tekohaw. Estes Tembé mantêm suas tradições culturais e a língua ainda é falada nas aldeias. Em sua festa religiosa incorporam os dias santos e o batizado cristãos, mas não o cristianismo como sistema religioso. Em sua mitologia, Maíra é o principal herói cultural e o ciclo mítico da criação é o mesmo de vários outros povos Tupi-Guarani. |
O
pajé, a figura intermediária entre os humanos e os sobrenaturais,
chama e domestica os espíritos com seus charutos de meio metro
(tawari), cantos e maracás. Remédios feitos de plantas,
penas, ossos ou pêlos, são aplicados pelas mulheres nos
transgressores de regras alimentares. Se o tratamento fracassa, um pajé,
dentre os poucos existentes, é procurado. Os ritos de puberdade
constituem uma boa ocasião para a revelação de
novos pajés Os Tembé guardam o Wiraohavo, o rito de puberdade
de rapazes e moças, que fazia parte da festa do milho, e é
também conhecido como festa do moqueado.Eles fazem também o Wiraohavo-i (em que o i indica o diminutivo), que é o mesmo rito com menor duração e mais simplificado, destinado a evitar que a criança adoeça com a introdução de carne na sua dieta. Aves, de preferência o inhambu, são abatidas pelos pais e tios maternos para essa festa. Participarão pela terceira vez nos jogos. |
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Terena
Terenoé - Os primeiros contatos oficias foram feitos a partir de 1910, pelo Marechal Rondon, com a implantação da rede telegráfica na região pantaneira, onde os Terena tiveram presença marcante como trabalhadores. Se autodenominam Chané. Habitam o Pantanal, no Mato-Grosso do Sul e somam, hoje, cerca de 20 mil pessoas aproximadamente, dentre os aldeados e urbanos. Há um grupo de Terena que foi transferido na década de 30 para o Estado de São Paulo e habita a área dos Nhandéva (Guarani), próximo a cidade de Bauru, no atual Município de Avaí, Terra Indígena Araribá. Em seus mitos têm o Yurikovuvakái como herói civilizador que tirou o Terena do fundo da terra e lhes deu o fogo, bem como todo o instrumento para sobreviver em cima da terra. Conhecidos pelo seu nível de adaptação e aculturação, os índios Terena são politizados e exercitam seus direitos de cidadão. Muitos Terena participaram na Guerra do Paraguai e lutaram também na Itália, durante a II Grande Guerra. |
São
hábeis agricultores, possuem poucas terras, mas sabem aproveitar
bem o espaço. Na política de sua região, participam
com vereadores eleitos por algumas comunidades em seus municípios.Os Terena procuram preservar sempre seus valores étnicos e culturais. Dentre as expressões em destaque, figura a Dança da Ema - ohixóti Kipahí:, onde somente os homens participam, bem o Siputrena em que somente as mulheres participam, ainda fabricam suas cerâmicas. Participam desde a primeira edição dos jogos. |
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Wai-Wai
Povo da língua Karib, que habita o noroeste do Estado do Pará, às margens do rio Mapuera. Historicamente os Wai-Wai se deslocaram para a Guiana Inglesa no início do século, retornando em por volta de 1970 a região dos Rios Mapuera, Trombetas e Cachorro, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, Estado do Pará, onde também vivem os Povos Katuena, Hixkariana, Mawaiana, Xeréu, Tiriyó, Wayana, Apalaí, Wapxana, Kaxuyana, Tunayna e Xikyana. Trata-se de uma área de difícil acesso, podendo levar uma semana de viagem até Campo Grande, pois irão fazer uso da canoa, navio, avião e ônibus nesse deslocamento. Divididos em cinco aldeias, onde a maior aldeia é Mapuera com aproximadamente 1270 pessoas. Vivem da caça, da agricultura, da coleta e da pesca. São exímios artesões, confeccionando colares, pulseiras, bancos de madeiras que tem no seu desenho as características peculiar Wai-Wai de beleza rara. Participarão pela segunda vez dos jogos. |
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Waiãpi A partir do metade do século XVIII, mantém contato o não índio. Do tronco lingüístico tupi-guarani. No Brasil, estão distribuídos em 13 aldeias na Terra Indígena Waiãpi, município de Mazagão e Macapá, estado do Amapá, há um outro grupo isolado no Alto Ipitinga, uma outra família que habitam o Parque Indígena do Tumucumaque, estado do Pará e uma outra parte que está localizada na Guiana Francesa. |
Se destacam
pela beleza de suas festas como a festa do milho (no inverno), a festa
do mel e as danças dos peixes e principalmente as festas coletivas
que é para agradar o herói civilizador Ianejar, que acordo
com suas crenças ameaça destruir a humanidade. Sua população
é aproximadamente 525 pessoas no Brasil e 412 na Guiana Francesa
e participam pela primeira vez dos V Jogos. |
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Waimiri
Atroari São do tronco lingüístico Karib, cujo território imemorial de ocupação se localiza nas atuais Regiões Sul do Estado de Roraima e Norte do Amazonas, na Terra Indígena Waimiri Atroari. Eram mais conhecidos como Crichanás, quando segmentos expansionistas da sociedade envolvente brasileira travaram seus primeiros contatos com eles, sobretudo a partir do Século XIX. Nos primórdios desses contatos, houve duas estimativas de sua população: uma que os dava como sendo seis mil pessoas; e a outra, em torno de duas mil. Suas terras eram pródigas em produtos de grande importância comercial para a época, atraindo assim a cobiça de colonizadores pioneiros que subiram pelos rios Negro, Branco e Jauaperi. Os contatos iniciais ocorreram nas atuais cidades de Moura e Airão, de forma quase sempre belicosa, com o apoio inclusive de forças militares coloniais. A intensificação do contato da sociedade nacional com os Waimiri Atroari resultou em conseqüências dramáticas, como a redução populacional, provocada por choques armados e surtos epidêmicos de doenças exógenas que debilitaram toda sua população. Indígenas em idade produtiva não poderem mais caçar, pescar nem cultivar roças, fato que acabou por redundar num grave estado de inanição e desagregação social em várias de suas aldeias. Em 1974, a população sobrevivente era em torno de 1500 pessoas, a maioria crianças e adolescentes. |
O programa
Waimiri Atroari, criado com recursos de indenizações de
empreendimentos hidrelétricos e minerais permitiu ações
múltiplas nas áreas de administração, saúde,
educação, meio ambiente, apoio à produção,
documentação e memória, que dão, hoje, uma
sobrevivência digna ao povo Waimiri Atroari. Em 1987, eram 374
pessoas, atualmente está são 970, conforme dados de abril
de 2003. Mesmo já possuindo utensílios industrializados,
os Waimiri Atroari conservam sua rica cultura material, com destaque
para as cestarias com grandes variedade de formas, utilidade e motivos
gráficos, que expressam a visão de mundo dos Waimiri Atroari
inspirado nos elementos da natureza e em seu universo mítico.
Também se destacam os arcos e as flechas de ponta de madeira,
osso ou ferro. Este último componente, mesmo de origem industrial,
acabou se tornando um espécie da marca registrada dos Waimiri
Atroari, que aprenderam a moldar o metal de acordo com seus padrões
estéticos e utilitários. Participam dos Jogos pela primeira
vez. |
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