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Componentes
Componente I
Regularização Fundiária de 198 Terras
Indígenas na Amazônia Legal. O projeto se propõe a identificar e demarcar
(fluxograma) as terras indígenas da Amazônia brasileira até sua completa
regularização.
Regularização
Fundiária - primeiro componente do projeto, seus objetivos específicos são
identificar, demarcar e promover a regularização das terras indígenas da
Amazônia Legal. Sua implementação está a cargo da Diretoria de Assuntos
Fundiários da
FUNAI. Envolve as seguintes atividades:
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Identificação:
Abrange identificação e delimitação das Terras Indígenas no âmbito do
projeto, selecionadas anualmente de acordo com critérios de prioridade que
fundamentam-se na ameaça à integridade física ou cultural do grupo indígena,
combinada ao grau de vulnerabilidade de seu território de ocupação. As
atividades de identificação incluem a avaliação ambiental no processo integral
de delimitação.
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Demarcação e
Regularização: Inclui a demarcação das Terras
Indígenas no âmbito do projeto, já identificadas como de alta prioridade; o
preparo e a implementação dos planos de indenização das benfeitorias de
boa-fé; a articulação e o preparo de planos de reassentamento em áreas em que
o número de ocupantes de boa-fé seja superior a duzentos; homologação;
registros local e federal. As atividades de demarcação são realizadas por
empresas de topografia contratadas pela FUNAI mediante licitação nacional.
Paralelamente a esse trabalho o PPTAL apoia o desenvolvimento e execução de
projetos de acompanhamento, consolidação e divulgação da demarcação. Esses
visam fortalecer institucionalmente as organizações e as comunidades indígenas
nas áreas de logística, administração e atividades técnicas de campo para
acompanhar os trabalhos físicos da demarcação, bem como visam a preparação da
futura vigilância e proteção dos limites da terra.
Componente II
Planos de Vigilância para proteção
dos limites das terras demarcadss pelo projeto, propostos e executados pelas
comunidades indígenas e suas organizações.
Ações de Vigilância
nas Terras Indígenas - segundo componente, tem por objetivo apoiar as
alternativas de vigilância e gestão territorial propostas e geridas pelos
próprios índios, expressas em projetos que contemplem opções economicamente
viáveis para os grupos implicados. Este objetivo advem da necessidade de
viabilizar a sustentabilidade do espaço demarcardo e de implementar práticas
produtivas e de manejo de recursos naturais que proporcionem o aproveitamento
econômico dos recursos naturais e as condições de permanência do grupo. Cada
plano proposto é submetido à análise da Comissão Paritária Consultiva e deve
atender a critérios definidos.
Componente III
Estudos de avaliação e revisão dos
procedimentos técnicos adotados pela FUNAI no processo da regularização
fundiária; cursos de capacitação para lideranças indígenas; implementação de uma
unidade de geoprocessamento no âmbito do projeto e realização de estudos
etnoecológicos com vistas à gestão das terras indígenas.
Estudos e Capacitação
- terceiro componente, objetiva o aperfeiçoamento metodológico quanto aos
procedimentos de reconhecimento da posse indígena e demarcação das terras. Seus
subcomponentes incluem as seguintes atividades:
Capacitação:
Este subcomponente abrange ações voltadas para atender prioritariamente as
necessidades de capacitação das comunidades indígenas e suas organizações, no
sentido de incrementar sua participação e envolvimento em todas as etapas do
projeto. Busca igualmente atender as necessidades de treinamento da FUNAI em
assuntos operacionais diretamente relacionados à execução do PPTAL.
Sistema de
Informações Geográficas do projeto (GIS-PPTAL):
Visa a implementação de um GIS no âmbito interno do projeto como importante
ferramenta de monitoramento. Apesar da restrição ao PPTAL o GIS pretende ter um
caráter demonstrativo para aplicações de geoprocessamento executadas pela FUNAI.
Projeto em preparação.
Estudos:
Abrangem as seguintes atividades: estudo de legislação indigenista; estudo e
teste de uma metodologia de avaliação ambiental com o fim de incluí-la na fase
de identificação das terras; estudo testado sobre alternativas e métodos de
demarcação, especificamente sobre cultivos para perenização de picadas. Os
estudos realizados até o presente momento foram:
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Revisão da Proposta
Preliminar de Estudos de Levantamento Ambiental no âmbito dos trabalhos de
identificação. Através da problematização e análise da dinâmica que envolve os
estudos de caráter ambiental necessários à identificação e delimitação das
Terras Indígenas, o estudo objetivou a elaboração de roteiro de avaliação
ambiental. Realizado através de Grupo de Trabalho multidisciplinar coordenado
por Plácido Costa Junior - especialista em educação ambiental.
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Procedimentos para a
identificação de Terras Indígenas: Manual do Antropólogo-Coordenador. O
objetivo foi a revisão e aprimoramento dos procedimentos orientadores das
atividades englobadas no processo de Identificação de Terras Indígenas. Estudo
realizado por Jurandyr Carvalho Ferrari Leite - antropólogo.
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Levantamento
Sócio-Econômico-Fundiário e Estudo Legal das Normas que Regem a Natureza da
Ocupação Não-Indígena, ou Levantamento Fundiário. Diante da necessidade de uma
proposta efetiva de coordenação de ações entre FUNAI e INCRA e visando
diminuir o impacto negativo sobre ocupantes não-índios em Terras Indígenas,
objetivou-se a normatização de Levantamentos em campo das informações
sócio-econômicas e fundiárias sobre ocupantes não-índios, aplicável à
construção de Laudos; a definição de parâmetros indenizatórios às ocupações em
Terras Inígenas; a revisão das normas que regem a definição da natureza da
ocupação não-indígena, a construção de subsídios às implicações jurídicas
concernentes às benfeitorias de boa-fé e os procedimentos
jurídico-administrativos da Comissão de Sindicância; a elaboração de proposta
normativa referente aos processos de reassentamento de não-índios, incluindo
recomendações esclarecedoras acerca do papel das instituições envolvidas, bem
como critérios definidores dos benefíciários do processo. Estudo realizado por
Tânia Mara Campos de Almeida - antropóloga e Luiz Edson Fachin - advogado
especialista em direito agrário.
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Formas Alternativas
de Demarcação de Terras Indígenas. O objetivo do estudo foi propor métodos
alternativos de materialização dos limites das Terras Indígenas, a partir de
estudos voltados para o significado e a função da abertura da picada
demarcatória enquanto forma de materializar limites, levando-se em conta
inclusive diferentes interpretações que se elaboram sobre o tema e as escolhas
dos grupos indígenas na seleção das alternativas mais adequadas às suas
realidades. Nesse sentido, busca-se uma nova orientação para as ações da
FUNAI, dentre as quais enfatiza-se o reforço da capacidade de desenvolvimento
sustentável e de controle territorial das próprias comunidades indígenas como
forma de manutenção dos limites demarcados. Estudo desenvolvido por Maria Ines
Saldanha Hargreaves - indigenista e Regis Fernandes Bueno - engenheiro
agrimensor. Após realização desse estudo e através da Cooperação Técnica da
GTZ, foram contratadas consultorias especializadas para adequação das normas
técnicas de demarcação, que resultou:
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Na adequação das
Normas Técnicas de Demarcação e Fiscalização da Demarcação. Estudo
desenvolvido por Jorge Castellote - antropólogo e Luís Antônio dos Santos -
engenheiro agrimensor.
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Manual de
Cartografia Digital. Elaborado por Paul Rawiel - engenheiro (geodésia).
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Metodologia para
Levantamento Etno-Ecológico em Terras Indígenas. Constitui uma ferramenta
prática e flexível para investigação da etnoecologia, ou interface
étnica/ambiental, em terras indígenas na Amazônia Brasileira, com vistas à
auto-gestão dessas terras. Estudo desenvolvido por William Milliken -
especialista em etno-botânica.
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Levantamentos
Etno-Ecológicos nas Terras Indígenas. Estes levantamentos serão realizadas em
"complexos" de terras indígenas cujo processo de regularização se desencadeou
antes do início da implementação do PPTAL, e nas quais não tenham sido
efetuados levantamentos ambientais simultâneos aos levantamentos
antropológicos. A organização desses trabalhos seguirá a metodologia acima
citada.
Componente IV
Gerenciamento e Avaliação do projeto.
Apoio ao Gerenciamento
- quarto componente, abrange atividades de coordenação e administração,
monitoria, avaliação e divulgação, desenvolvidas através da
Secretaria Técnica. Este quarto e último componente do projeto recebe o
apoio da
Cooperação Técnica Alemã Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit
(GTZ) GmbH, para atividades complementares de apoio técnico ao gerenciamento
do projeto e atividades que visem o desenvolvimento e implementação de ações
apropriadas de desenvolvimento sustentável e de manejo de recursos naturais nas
Terras Indígenas.
Para assessorar
diretamente a SETEC na gerência do projeto, foi criada uma Comissão Paritária
Consultiva - CPC, composta de quatro representantes das populações indígenas da
Amazônia Legal e quatro governamentais. A CPC reúne-se trimestralmente e analisa
todos os planos de trabalho e relatórios emitidos pela SETEC. O projeto conta
ainda com a Cooperação Técnica do PNUD - Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento, para agilizar o desenvolvimento de parte das ações planejadas e
contribuir para o fortalecimento institucional da FUNAI.
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