Conferência Regional dos Povos Indígenas do Tocantins, Goiás e Leste do Mato Grosso

 

Duzentos representantes dos povos Xavante, Krahô, Krahô-Canela, Xerente, Karajá, Apinayé, Avá-Canoeiro, Tapirapé, Javaé e Tapuia discutiram amplamente a questão da educação indígena durante a Conferência Regional dos Povos Indígenas do Tocantins, Goiás e Leste do Mato Grosso, realizada em Pirenópolis (GO). No texto final foram propostas 56 medidas para melhorar e otimizar o aprendizado de crianças e jovens indígenas. Segundo o documento, os índios defendem que a Fundação Nacional do Índio (Funai) volte a administrar a educação, que, atualmente, é de responsabilidade do Ministério da Educação. Além disso, reivindicam a adequação da política pedagógica para cada povo, pois existem especificidades nas etnias que devem ser respeitadas.

Entre os dias 16 e 23 de setembro de 2005, os indígenas opinaram sobre o modelo de política indigenista que necessitam e acreditam. Temas como terra, educação, saúde, meio ambiente, autonomia, tutela e autodeterminação foram discutidos dentro da realidade de cada povo e região, respeitando suas especificidades étnicas, sócio-culturais, econômicas e políticas para a construção de uma política indigenista que realmente contemple as necessidades dos povos indígenas.

Em 2006, essas propostas serão apresentadas na Conferência Nacional dos Povos Indígenas, onde 800 delegados escolhidos nas etapas regionais defenderão suas propostas e trocarão experiências para a consolidação de um documento final para a política indigenista.


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