Coordenação Geral de Desenvolvimento Comunitário

 

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E-mail:
Nome do Responsável: Rosane de Mattos
Competência:
 

O Regimento Interno da Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Portaria nº 542, de 21 de Dezembro de 1993, em seus artigos 82, 83 e 84 estabelece as competências do Departamento de Desenvolvimento Comunitário – CGDC no que diz respeito às suas ações junto aos povos indígenas.

Basicamente, o Departamento de Desenvolvimento Comunitário trata de definir as políticas de uso dos recursos naturais não-madeireiros e de produção de alimentos e fibras no interior das terras indígenas, produção esta que será utilizada pelos índios na sua sobrevivência física e cultural. É também atribuição do Departamento efetuar o acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas e, junto com os índios, avaliar tais ações no sentido de melhorar a atuação do órgão.

Atualmente o Departamento conta com um quadro de pessoal próprio de 3 (três) Agrônomos, 1(um) Indigenista, servidores de apoio administrativo e 3 (três) estagiários de nível superior (Geógrafo, Bióloga e Engenheiro de Alimentos); conta ainda com 2 (dois) Agrônomos e 1 (um) Engenheiro Florestal prestando consultoria.

O CGDC também desenvolve ações no sentido de estabelecer parcerias com entidades governamentais e não-governamentais para captação de recursos humanos, materiais e financeiros que venham a proporcionar melhoria no atendimento aos povos indígenas e conseqüente melhoria na sua qualidade de vida.

Descrição das Atividades e Metas Alcançadas - Exercício 2000

Os projetos atendidos pelo Departamento de Desenvolvimento Comunitário - CGDC têm como finalidade apoiar as atividades de Auto-sustentação das Comunidades Indígenas e concentra-se nas atividades abaixo descritas. Fomento às Atividades Agroflorestais em Terras Indígenas – Esta ação procura desenvolver modelos de manejo de recursos naturais compatíveis com as especifidades sociais, tecnológicas, ambientais, culturais e econômicas de cada grupo indígena, considerando também sua inserção no contexto local e regional.

Tem como produto o aumento da oferta de alimentos - flora e fauna (caça e pesca), de ervas medicinais e de matéria-prima para confecção de utensílios domésticos e de artesanato, além de pequenas obras: residências, pontes e infra-estrutura de produção. No caso de excedentes de produção, busca-se a racionalização da produção com vistas no comércio local/regional.

De um total de 21.976 ha previstos, foi possível realizar 7.471 ha. Fomento ao Extrativismo de Recursos Naturais em Terras Indígenas – Esta ação procura racionalizar a atividade extrativista já desenvolvida pelos grupos indígenas, a partir do fornecimento de insumos e implantação de pequenas unidades de beneficiamento, que possibilitarão agregação de valor aos produtos e uma participação qualificada nos mercados local/regional.

De um total de 131 ton previstas, foi computada a produção de 44 ton.
Atividade Pecuária em Terras IndígenasEsta ação procura desenvolver a criação racional do rebanho com manejo adequado e introdução de tecnologias compatíveis com o entendimento de cada comunidade cndígena. São consideradas para o desenvolvimento desta ação a adequação ambiental e a experiência da comunidade.

Conta essa ação com as seguintes tecnologias de produção:

- mineralização do rebanho;
- controle sistemático de zoonoses e parasitas externos e  internos;
- manejo correto do rebanho;
- divisão e manejo das pastagens;
- complementação protéica no período seco;
- melhoramento do rebanho através de monta controlada e
- treinamento dos índios para exercerem o gerenciamento da atividade.
De um total de 3.190 cabeças, em 443 projetos, foram efetivamente realizados 1.084 cabeças em 150 projetos. Fomento às Atividades Agroindustriais de Pequeno Porte em Terras Indígenas – Esta ação promove, junto às Comunidades Indígenas, a possibilidade de processamento dos produtos oriundos das suas roças e do Extrativismo, com vistas no consumo pela comunidade e na comercialização de excedentes.

Contará essa ação com a introdução de tecnologia própria para o beneficiamento da produção, agregando-lhes valor de forma a atender às exigências dos mercados.

Para o sucesso da ação são necessários a implantação de infra-estrutura básica para o processamento da produção e melhoramento das vias de acesso e meios de transportes a serem utilizados no escoamento dos produtos provenientes das agroindústrias de pequeno porte. Como exemplo de agroindústrias podemos citar: casas de farinha, casas de processamento do mel, casa para processamento de frutos e casa para extração de óleo da castanha, entre outros.

De um total de 312 projetos, foram realizados efetivamente 106 projetos.