Coordenação Geral de Índios Isolados

 

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E-mail:
Nome do Responsável:Marcelo dos Santos
Competência:
 
O CGII medita sobre as condições dramáticas dos últimos grupos indígenas isolados que, submetidos a toda sorte de perseguições e dificuldades, ainda sobrevivem nas regiões mais distantes e inóspitas da Amazônia Brasileira. Pequenos grupos humanos que, face às perseguições e massacres sofridos, mantiveram-se afastados de todas as transformações ocorridas no país e continuam como seus antepassados, sobrevivendo da caça, pesca, coleta e incipiente agricultura.

Dependendo de um meio ambiente cada vez mais restrito e corrompido, suas chances de sobrevivência diminuem a cada dia. Ao longo de sua trajetória sobre a terra, acumularam conhecimentos, desenvolveram técnicas e construíram um riquíssimo universo mitológico. Sobrepujaram e venceram os rigores da adversidade e na medida em que, não raro, essas sociedades desaparecem, levam todo o saber que detêm sem que tenhamos tempo de conhecê-los ou pelo menos registrar sua passagem sobre a terra e, o desaparecimento dessas sociedades empobrece a humanidade que não incorpora os elementos físicos, técnicas e expressões culturais que nos enriqueceriam, propiciando uma coexistência pluriétnica mais harmoniosa. Estamos meditando sobre ÍNDIOS ISOLADOS, pequenos grupos humanos que necessitam de ações urgentes capazes de protegê-los antes que seja tarde demais.

O DEPARTAMENTO

Em 1987 a FUNAI cria o Departamento de Índios Isolados/DEII, que repensa a prática do sertanismo, e com base nos princípios Constitucionais, nos Direitos Humanos e no Estatuto do Índio, institui o Sistema de Proteção ao Índio Isolado - SPII.

Dentro dessa nova política para índios isolados, a proteção ao meio ambiente e a demarcação de suas terras passam a ser prioridades da instituição, visando garantir o exercício de suas atividades tradicionais. A efetivação do contato poderia ocorrer somente no caso em que, implementadas essas ações, não se alcançasse os resultados esperados.

Assim, o conhecimento e dimensionamento das regiões por eles habitadas é componente fundamental no processo de ocupação dos espaços amazônicos, objetivando evitar o confronto com essas sociedades isoladas.

Para o desenvolvimento dos trabalhos de campo, o CGII conta com 06 unidades denominadas FRENTES DE PROTEÇÃO ETNO-AMBIENTAL, nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Mato Grosso e Rondônia, com suas atividades específicas de proteção.

Atualmente, o CGII dispõe de 46 informações sobre a possível existência de índios isolados no território nacional, sendo que a grande maioria localiza-se na Amazônia Legal.