| FULNI-Ô QUER
CANTAR PARA O MUNDO |
| Gisela Didier / AER
Recife |
Luciano Barbosa, Tatxhyá, pertence à etnia Fulni-ô, do município pernambucano de Águas Belas, e tem 39 anos. Aos sete, Luciano trabalhava com os pais e seus oito irmãos fabricando tijolos e telhas. Aos 19, casou e passou a confeccionar artesanatos com madeira e fibra de caroá - típica da região da sua aldeia – e, em seguida, entrou para o grupo musical Onakessa, a pioneira iniciativa da comunidade Fulni-ô a cantar no idioma Yaa-Thê. Luciano participou de várias apresentações do grupo no Recife e interior de Pernambuco. Em 2001, Tatxhyá parte para apresentações com outros sete índios Fulni-ô, formando o Grupo de Dança OOYÁ D’MANEDWÁ, continuando fiel ao idioma nativo. É autor de 40 músicas em Yaa-thê, hoje registradas na Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro. As apresentações, no entanto, sempre foram pagas com alimentos não-perecíveis, o que Luciano questiona por acreditar que a cultura material dos índios merece ser reconhecida como a dos artistas não-índios, que trabalham por cachês fixos. Agora, Luciano Barbosa quer mostrar a arte do seu povo – ele também continua vendendo seus artesanatos – até fora do Brasil. Tatxhyá acredita que contatos com outros países propiciem uma maior valorização da produção cultural local. Quer mostrar, por meio da música, nos quatro cantos do mundo, que há índios no Nordeste e que a produção cultural de mais de 500 anos nunca esteve tão viva. Contatos para eventos podem ser feitos para o Posto Indígena
Fulni-ô, em Águas Belas, através do número
0xx-8737751092. Falar com Luciano Barbosa. |
| Volta |