| 28 de fevereiro |
| Funai discute demarcação
com índios e inicia trabalhos na área - 17h11 |
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Para cobrir a área de quase quatro milhões de hectares, os índios, juntos de integrantes da equipe e da empresa contratada, serão divididos em três grupos, que se deslocarão pelos principais rios da região, antes de entrarem na mata para fazerem as picadas nas linhas de fronteira seca. A expectativa é que a demarcação física seja concluída até o final de maio, quando começa o período de chuvas na região. “Duas frentes já estão nos trabalhos, enquanto a terceira aguarda a cheia dos rios para começar a demarcação”, afirmaWagner Sena, coordenador técnico do PPTAL (Projeto de Proteção às Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal). A demarcação está sendo organizada e financiada pelo PPTAL, uma parceria da Funai junto ao PPG7, órgão interministerial supervisionado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Os recursos são disponibilizados pelo banco alemão KFW e a agência alemã de fomento GTZ, um dos principais apoiadores do PPG7.
No início de fevereiro, em visita do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, às aldeias Mapuera e Kasawa, os índios apresentaram novas sugestões para o plano. A empresa que ganhou a licitação, a Consulnorte, explicou às comunidades indígenas o trabalho que será feito e recebeu as sugestões, principalmente sobre a geografia da região, bastante acidentada. O antropólogo Rubem Caixeta, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordenou o levantamento antropológico da terra indígena, acompanhou as discussões e prepara, junto dos índios, um documentário sobre todo o processo demarcatório da área.
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