| 22
de outubro |
| 16h55min
- Mulheres Kaiowá são destaque no Futebol Feminino 16h02min - Funai cria grupo de trabalho para levantamento fundiário em terras indígenas na Bahia 15h56min - Karajá e Guarani se destacam no primeiro dia de apresentações culturais dos IV Jogos 15h46min - E a globalização, infelizmente, chegou... 15h36min - Índios Guató querem ser destaque na canoagem 11h34min - Palestras sobre cultura indígena também é atração nos IV Jogos 10h12min - Jogos de futebol têm continuidade 08h24min - Começam as atividades do terceiro dia dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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Jogos
de futebol têm continuidade - 10h12min
Nesta manhã (22), os IV Jogos dos Povos Indígenas têm início com as competições de futebol masculino e feminino, realizadas a partir das 8h30, em três estádios da capital campograndense: Tênis Clube, Elias Gadia e Ayrton Senna. Indígenas Kaiowá e Pareci disputam, às 8h30, no estádio Tênis Clube, a primeira partida masculina do dia. Em seguida, jogam os Erikbatsa contra os Cinta Larga. Às 10h30, é a vez dos Khraô e dos Kadiwéu. No estádio Elias Gadia, também a partir das 8h30, os Guarani jogam contra os Pataxó; os Bororo enfrentam os Aikewara e os Kaiapó jogam contra os Suruí. No Ayrton Senna, as disputas serão entre as mulheres Terena e Kayapó, que fazem a primeira partida do dia. Logo depois, no mesmo estádio, as Xavante jogam contra as Bakairi. No Tênis Clube, mulheres Erikbatsa e Kadiwéu jogam no primeiro horário e as Khraô e as Kaiowá encerram a disputa feminina da manhã. Assessoria de Imprensa dos Jogos dos Povos Indígenas Fone: 67 - 326-3466 |
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Palestras
sobre cultura indígena também é atração
nos IV Jogos - 11h34min Os IV Jogos dos Povos Indígenas, realizados no Parque das Nações Indígenas, estão movimentando a população campo-grandensse que está tendo a oportunidade de conferir de perto todas as atrações do evento. Ontem, (21/10), e durante todos as tardes, o evento apresentou mesas redondas abordando diferentes temas sobre os povos indígenas. Na primeira rodada científica da programação, cerca de 150 pesssoas ouviram o cacique Davi Yanomani, da etnia Yanomami, falar sobre a preservação da natureza. Além disso, mestres da UCDB e UFMS discutiram o tema "Realidade das Comunidades Indígenas". Os IV Jogos dos Povos Indígenas são uma realização do Ministério do Esporte e Turismo (MET), em parceria com o Governo Popular e a Fundesporte, com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai). Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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| Índios
Guató querem ser destaque na canoagem - 15h36min
Com uma alimentação reforçada por muito peixe, jacaré e capivara trazidos da aldeia Uberaba, os Guató, que moram a 340 quilômetros de Corumbá/MS, pretendem ser destaque na canoagem, modalidade que melhor dominam, segundo o responsável por esporte, Zaqueo de Souza, 28 anos, filho do cacique Severo. O reforço na alimentação fez parte dos planos da vinda para os Jogos. "A comida aqui no refeitório dos Jogos não é ruim, mas para nós, ela fica muito repetida. Trouxemos mandioca que plantamos, os peixes pacu e pintado por nós pescados, capivara que caçamos e jacaré. Tudo conservado para preparar aqui mesmo na nossa oca. Quem quiser chegar, tem comida para todo mundo", afirmou contente o cacique. D.Dalva, sua esposa, foi logo oferecendo um prato para o Administrador da Funai em Campo Grande/MS, Márcio Terena, que acabava de entrar para uma visita. A
viagem para chegar a Campo Grande/MS exigiu 25 horas de barco até
Corumbá/MS, além das seis horas de ônibus para a capital
mato-grossense do sul. No retorno, quando deverão subir o rio,
a viagem vai demorar cerca de 50 horas de barco. "Das competições, estamos participando pela primeira vez. Em Goiânia, meu pai foi como observador. No futebol ainda temos muito que aprender, mas na canoagem vamos participar com nossos homens e mulheres. No dia da competição, nossas crianças vão mostrar como sabem usar as canoas. Já fomos campeões pelo estado em canoagem, cabo de guerra e no arremesso de lança, conclui Zaqueo. O
cacique Severo, muito alegre e gozador, brinca dizendo que queria um Dunga
para jogar na seleção Guató. "Vamos aproveitar
o boneco Dunguinha que as crianças ganharam e colocá-los
na frente da canoa para dar sorte, mas tinha que ser uma Dungão,
diz o cacique rindo. |
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E
a globalização, infelizmente, chegou... - 15h46min
Marcelo Abreu Nos IV Jogos dos Povos Indígenas, realizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, uma coisa está evidente: homem branco não tem tratado índio como índio. Tem deixado de vê-lo apenas como figura exótica de cartão-postal. Em contrapartida, índio também não o vê mais como homem capaz de lhe fazer mal. Estabeleceu-se até relação de confiança com essa gente que tanto, em tempos passados, lhe causou irreparáveis danos. Essa mudança de comportamento percebe-se no vestir, no trato estabelecido entre ambos e até na forma de falar do índio. Hoje, cada vez mais, ouve-se português entre eles. Embora não seja regra. Há ainda quem nunca tenha falado "a língua do homem branco". Mas sempre há exceção. No Parque das Nações Indígenas, local dos IV Jogos, pode se ver um verdadeiro desfile de índias e índios cada vez mais em processo de aculturação, mesmo que isso - é bom que se ressalte - não reflita o comportamento da maioria. Tem índio usando tênis de marca. Índio com filmadora e máquinas fotográficas de ultima geração. Índia com cabelo clareado à base de luzes, telefone celular em punho e bolsinha de ursinho pendurada nas costas. Índio comendo sanduíche com catchup. Índio que trouxe moderno fogão de seis bocas para usar na oca. Perguntada sobre a roupa que veste, a índia Guarani, uma bela moça de 16 anos, passeando pelo Parque com as amigas da tribo, revidou: " É assim que me visto. Moro na cidade e as pessoas lá se vestem assim. Não posso ser diferente, né?". Claro, ela tem razão. Ao repórter, não havia mais o que perguntar. Só entender. Uma cena interessante - e antes inimaginável - desses jogos foi a imagem de uma índia Kayapó, toda pintada com motivos tribais, cabelos raspados na frente e seios de fora, dando coca-cola ao filho de 11 meses que carregava amarrado na cintura. O indiozinho gostou. Assim que a mãe lhe tirou a lata da boca, o menino esbravejou. Chorou alto, em plena arquibancada montada na arena do Parque. Falando na língua nativa, a índia tentava acalmar o filho. Chegou a irritar-se com ele. Em vão. Tentou dar-lhe novamente o peito. O menino recusou. Aos berros, apontava para a latinha de coca-cola. Do peito não quis mais saber. Longe da arena e da imagem do indiozinho tomando coca-cola, homem branco pechinchava nas peças de artesanato indígenas vendidas em barracas armadas ao longo do Parque. Perdeu tempo. Aculturado, índio sabe muito bem contar dinheiro. Sabe mais: aprendeu o valor que esse mesmo dinheiro representa ao homem branco. Não houve pechincha. Homem branco teve que levar no valor exato que a mercadoria estava estipulada. Gente para comprar e extasiada com tanta beleza não faltou. Exatamente por esse processo de aculturação do índio, homem branco talvez tenha esquecido de alguns detalhes. Esquecido, por exemplo, que se tem uma coisa que índio conhece e sabe lidar - apesar do contato com a cidade e de toda transformação a que foi obrigado a se submeter - é com mato e animais. Um grupo de índios que participa dos IV Jogos, ao tentar se aventurar pelas matas do Parque das Nações Indígenas, foi advertido por um guarda florestal, homem branco usando uniforme e moderno rádio de comunicação: "Tenham cuidado com esse local. Lá tem muita cobra...", recomendou o assustado guarda. O que os índios fizeram? Entreolharam-se e riram do homem branco. A gargalhada foi a melhor resposta. Era só o que podiam fazer naquele momento. Em tempo: mesmo com a recomendação do assustado guarda, os índios desbravaram a mata fechada. Sem medo. E nada, nem mesmo as cobras, foi capaz de incomodá-los. |
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| Karajá
e Guarani se destacam no primeiro dia de apresentações culturais
dos IV Jogos - 15h56min A primeira noite de apresentações culturais
dos IV Jogos dos Povos Indígenas foi uma das atrações
deste domingo (21). Moradores da cidade de Campo Grande/MS foram espantados
pelas fortes chuvas que caíram na cidade durante a noite e poucos
compareceram à arena montada no Parque das Nações
Indígenas, onde foram apresentadas as danças dos índios
Guarani, Tembé, Karajá e Kayapó.
A "noite cultural" iniciou com os índios Guarani, da aldeia Jaguapiru, do município de Dourados - MS. Eles apresentaram a Dança da Chuva, em que a comunidade agradece aos céus e aos deuses pela água que irriga suas terras e propicia melhor colheita do milho, ritual que marca o início da festa do milho na aldeia. Na platéia, Pedro Santos, de um ano e sete meses, acompanhado de seus pais, dançava efusivamente tentando acompanhar o ritmo Guarani. O pai de Pedro, Sidarta, engenheiro de 29 anos, garante que o espetáculo é imperdível e afirmou estar impressionado com a beleza da cultura indígena. "Os invasores somos nós. Os índios têm pleno equilíbrio. Sua cultura deve ser respeitada", concluiu. Logo após, foi a vez dos índios Tembé, habitantes do sul do Pará. Liderados pelo cacique Sérgio Tembé, os índios que habitam a região do Alto Rio Guamá apresentaram duas de suas músicas tradicionais, que são cantadas para agradecer às águas, incentivar a colheita e a caça. Segundo o cacique, sua coleção de músicas compreende mais de cem canções, que nunca são repetidas. A primeira música foi em homenagem aos pássaros. As mulheres participam dessa dança e levam seus bebês. A segunda, apresentada pelo cacique Sérgio, é específica do período noturno. "Consultamos nossos pajés, que decidem se o momento é apropriado para a dança", explicou o cacique. Sérgio Tembé ainda disse que acha importante a realização dos Jogos dos Povos Indígenas por ser uma oportunidade de celebrar a união das etnias e um momento especial em que os líderes podem discutir várias questões da realidade de suas aldeias. Ao final da apresentação dos Tembé, os Karajá entraram na arena. Vestidos a caráter, com belos cocares de plumagem e ornamentos, liderados pelo cacique Idiarrina, apresentaram o Hetohokã (Casa Grande). É um ritual de passagem para os jovens Karajá, que, a partir daí, passam a ser tratados como homens. Durante essa cerimônia, celebrada no início da temporada de colheita, os homens se preparam para as lutas corporais e as mulheres ficam encarregadas das pinturas na pele. O Aruanã, dança realizada apenas pelas mulheres, foi apresentado depois da cerimônia do Hetohorã, é uma dança em homenagem a Aruanã, o espírito das águas. O cacique Idiahina afrmou estar muito contente com a união de várias etnias, pois é uma oportunidade de conhecer novos povos e acha importante a valorização da cultura em eventos como esses. Os índios Kayapó começaram sua apresentação às 21h, frente a uma platéia pequena mas empolgada. Habitantes do Pará, os índios Kayapó se destacam pelo colorido de suas pinturas e beleza de seus adereços. A apresentação foi rápida e o cacique Okiabowro prometeu uma mais empolgada na quarta-feira (24), quando espera um público maior. Os IV Jogos dos povos Indígenas são uma realização do Ministério do Esporte e Turismo, com o apoio da Fundação Nacional do Índio, FUNDESPORTE, Governo Popular do Estado do Mato Grosso do Sul e Secretaria Nacional de Esportes. |
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| Funai
cria grupo de trabalho para levantamento fundiário em terras indígenas
na Bahia - 16h02min
O Presidente da Funai, Glenio da Costa Alvarez, assinou hoje (22) portaria criando um grupo de trabalho para dar continuidade ao levantamento fundiário das fazendas incidentes na Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, dos índios Pataxó, localizada nos municípios de Itabuna, Itaju da Colônia e Pau-Brasil - BA. Esse trabalho visa promover a remoção de ocupantes daquela terra por meio de indenização de bem feitorias, enquanto se aguarda a decisão do Superior Tribunal Federal na ação judicial promovida pela Funai de reintegração de posse em favor dos índios. |
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| Segundo
dia de Competições começa daqui a pouco - 16h53min
As festividades dos IV
Jogos dos Povos indígenas, em Campo Grande/MS, vai começar
daqui a pouco. As competições de hoje (22/10) serão
o arco e flecha, corrida com tora, zarabatana, cabo de guerra, arremesso
de lança, corrida de velocidade, lutas corporais, futebol de cabeça,
arremesso de lança e travessia a nado. Todos os eventos, exceto
a travessia a nado, que será realizada no lago do Parque das Nações
Indígenas, estarão acontecendo na arena do mesmo Parque.
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| Mulheres
Kaiowá são destaque no Futebol Feminino - 16h55min
A
segunda manhã de competições dos IV Jogos dos Povos
Indígenas, em Campo Grande/MS, tiveram grandes goleadas. Não
só os homens mostraram alto nível técnico, mas as
mulheres também surpreenderam muitos os espectadores. A equipe
feminina dos Kaiowá venceu e convenceu, ao derrotar as índias
Krahô por um placar de 6 X 0. As equipes Rikbatsa e Terena conseguiram
marcar cinco gols cada. A "lanterna" (quem fica na última
colocação do campeonato) continua com as índias Bakairi,
Kayapó e Kadiwéu, que sofreram duas derrotas em dois jogos. Assessoria de Imprensa dos IV jogos dos Povos Indígenas Kayapó se destacam no futebol masculino A
seleção de índios Kayapó, que se destaca por
sua pintura corporal e adereços coloridos, mostrou que veio pronta
para disputar a título de futebol masculino. Foi a maior goleada
da competição de futebol masculino, que marcou sete gols
na partida contra os índios Suruí. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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