24 de outubro
 
16h26min - IV Jogos discutem saúde indígena
16h22min - Bate-papo no STOP BUS LANCHES
15h56min - Começam as finais de Cabo de Guerra e Arco e Flecha
15h48min - Seleção feminina Bororo vence Karajá
15h34min - Futebol feminino já tem semifinalistas
15h28min - O Lazer dos Índios nos IV Jogos
15h23min - Atletas treinam para competição de futebol de cabeça
15h20min - Começam as finais de Cabo de Guerra e Arco e Flecha
14h42min - Xavante mantém liderança no futebol
14h26min - Seleção feminina Bororo vence Karajá
13h58min - Baikairi querem ser campeões do futebol
11h11min - Futebol Feminino e masculino prossegue em fase classificatória
10h41min - Jovens atletas treinam para os jogos de futebol
08h57min - Índios Pataxó convidam público para dança
08h03min - Cabo de guerra, a sensação dos jogos
 
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Cabo de guerra, a sensação dos jogos - 08h03min

Marcelo Abreu

Não dá outra. Nem o sol escaldante consegue afastar público e índios da prova de Cabo de Guerra - modalidade em que índios e índias se posicionam em fila indiana, frente a frente, segurando uma enorme corda. Competem pelo menos 10 de cada lado. Ganha quem conseguir trazer o adversário para seu lado. Derrotá-lo, sem chance de recuperação. É prova de resistência física. Da força e virilidade do homem indígena. Embora haja a versão feminina, a masculina é que mais empolga os espectadores.

A torcida vibra. Arquibancada vai à loucura. Homem branco admira. E tem até tribo predileta. Índios gritam na língua nativa. Batem palmas. Às mulheres, cabe o incentivo maior. Talvez a torcida decisiva. E mais importante. Elas entram na arena onde estão sendo disputados os jogos e, ao som da batida do maracá que carregam nas mãos, berram quase no ouvido dos atletas de suas tribos.

As índias gritam efusivamente. Pulam. Quando a tribo ganha, a comemoração é emocionante. Índios se jogam na areia. Rolam abraçados. Índias agitam freneticamente o maracá. Depois, em roda, homens e mulheres entoam um canto de agradecimento. Um canto aos deuses da força. Da virilidade. A tribo que perde, sai cabisbaixa. Em fila. Não há vaias. Todos se recolhem. As mulheres depois cobram pela derrota, em tom ríspido. Os índios não revidam. Da mesma forma elas agem quando os índios saem para caçar e voltam sem nada.

Na tarde de hoje (23), Pahama, de 16 anos, era uma das mais animadas. Da tribo dos Gaviões, no sul do Pará, chamava as amigas. Incentivava os competidores da tribo. Queria a vitória. “Se a gente perde, as mulheres acham que não temos força. Fica chato pra gente depois. É a prova da resistência”, diz Josiel Terena, de 24 anos.

E foi no meio de euforia e muita gritaria que a prova do Cabo de Guerra foi disputada hoje (23). “Acho muito legal a prova. Eles disputam com seriedade e vontade de ganhar mesmo. É emocionante”, elogia o bancário Antônio Luiz Machado, de 35 anos. Machado saiu do banco às 16h e veio ao Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, para assistir à prova.

Assim, em meio a emoção natural de um povo simples, que vibra com entusiasmo quando ganha a prova – como se fosse a principal realização da vida - , que estão sendo realizados os IV Jogos dos Povos Indígenas. Nessas coisas simples, bem simples mesmo, percebe-se a verdadeira identidade do índio. E suas sutis paixões.

 
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Índios Pataxó convidam público para dança - 08h57min

A apresentação cultural na noite de ontem(23), começou às 19h30, na arena dos IV Jogos dos Povos Indígenas. Uma novidade surpreendeu a platéia que esteve presente. Os índios Pataxó do sul da Bahia convidaram todos os presentes para descerem à arena e participar da Dança do Passarinho. Esse ritual é mostrado nas festas de casamento e torneios esportivos e pode ser dançado por pessoas de todas as idades e sexo.

Além dos Pataxó, participaram da apresentação cultural os Pareci, com a Dança Zohane, que contou a história de sua etnia. Os Erikbatsa mostraram várias danças, sendo a principal a Dança da Árvore Paineira, homenagem à mulher mãe. A Dança de Urubu foi mostrada pelos Aikewara. Os Enawene-nawê que estavam agendados resolveram não participar das apresentações culturais.

Os Enawene-nawê, são considerados a surpresa e novidade dos Jogos, já que esse povo mantêm muito preservada sua cultura, praticamente não entendem o português e viajam com um indigenista para ajudar no entendimento com outros
povos e com a organização do evento. Segundo o indigenista Fabrício Opan, eles ficaram com raiva porque perderam nas competições de cabo de guerra.


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Jovens atletas treinam para os jogos de futebol - 10h41min

Desde cedo, jovens atletas de diversas etnias participantes dos IV Jogos dos Povos dos Indígenas treinam para as disputas oficiais de futebol, que estão ocorrendo em três estádios de Campo Grande/MS. Jovens Terena, Bakairi, Kadiwéu, Bororo e outros que podem chegar até o local a qualquer hora, treinam no campo de areia, próximo à Polícia Ambiental, no Parque das Nações Indígenas. Dois chuveiros grandes instalados ao lado do campo servem para aliviar o forte calor na capital mato-grossensse do sul.

Em partidas curtas, com times de 5 ou 6 jogadores, os jovens atletas se revezam, sem a exigência de serem da mesma etnia. O importante é treinar o desempenho individual. Nas partidas que mais parecem uma brincadeira, os atletas querem melhorar para tentar derrotar os Xavante, favoritos e próximos de conquistar o tetracampeonato nos Jogos Indígenas, neste sábado (27), no estádio Elias Gadia, onde será disputada a final.

"Nós vamos treinar bastante. Tiramos os Xavante, aí acaba problema. Os Bakairi podem ser campeões, diz o jovem atleta Iranil Apiguarê, 19 anos ao chegar com seus amigos para participar das partidas por revezamento.


Assessoria Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas

 
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Futebol Feminino e masculino prossegue em fase classificatória - 11h11min

As equipes femininas de futebol continuam agora pela manhã a fase classificatória dos IV Jogos dos Povos Indígenas. No campo do parque Ayrton Senna, as atletas Rikbatsa jogam com a Terena. Em seguida no mesmo local as Guarani disputam com as Xavante. No Tênis Clube, as Bororo jogam contra as Karajá e as Gavião jogam com as Kaiowa.

No futebol masculino, a disputa começa no Tênis Clube, com os Xavante, tri-campeões dos Jogos Indígenas, que competem com os Bororo. Os Kaiapó jogam com os Guató. No estádio Elias Gadia, os Kanela jogam com os Tapirapé e os Tembé com os Kaiowá.


Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas
 
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Baikairi querem ser campeões do futebol - 13h58min

Animados com as duas vitórias nas competições de futebol, os Bakairi que estão treinando agora pela manhã no campo de areia ao lado da Polícia Ambiental no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande/MS, consideram o futebol e o cabo de guerra os esportes mais importantes, depois da dança tradicional de sua cultura, a Kadu.

Os 40 Bakairi participantes dos IV Jogos habitam a Terra Indígena homônima, já demarcada pela Funai e situada no município de Paranatinga, no Mato Grosso, a 900 quilômetros de Campo Grande/MS. Segundo o jovem Iranil Apiguarê, 19 anos, hoje à noite, nas apresentações culturais, os Bakairi vão mostrar a dança Kadu, que celebra a vitória.

Possuidores de grande força física, os Bakairi se auto denominam Kurá, que significa gente, ser humano. Sua tradição cultural está muito preservada e praticam vários rituais sagrados como o Kapá, Kwamby, âriko e a Festa Yamurikumã, luta corporal masculina.


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Seleção feminina Bororo vence Karajá - 14h26min

A seleção feminina Bororo, até agora na liderança do futebol, acaba de vencer as atletas Karajá com o placar de 10 a 0. A partida triunfal das Bororo ocorreu ainda a pouco, no campo do Tênis Clube, na capital matogrossense do sul, onde se realizam os IV Jogos dos Povos Indígenas.

Nesse mesmo local, as atletas indígenas Gavião derrotaram as Kaiowá por 4 a 2. O jogo teve prorrogação e a decisão foi por pênaltis. No estádio Parque Ayrton Senna, as Xavante ainda estão jogando com as Guarani.


Asssessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas

 
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Xavante mantém liderança no futebol - 14h42min

Agora pela manhã, a equipe masculina Xavante venceu os Bororo por 2 a 1, numa disputa difícil já que os derrotados têm excelente desempenho, tanto no futebol masculino como no feminino. Os Xavante, tricampeões dos Jogos Indígenas, lutam agora para conquistar o tetra.

Após a vitória Xavante, nessa fase classificatória, os Kaiapó venceram os Guató por 7 a 0. Conformado, o cacique Severo, que acompanha os 40 indígenas da delegação Guató, brincou dizendo que precisava comprar o passe do Dunga para melhorar sua equipe. Segundo o líder, sua etnia joga futebol há pouco tempo, as mulheres ainda não começaram a praticá-lo e agora, com as bolas recebidas nos kits dos IV Jogos, eles pretendem tornar os esportes com bola mais populares na aldeia Uberaba.

"Nós somos muito bons na canoagem e vamos mostrar isso amanhã (25) na competição. Até nossos pequenos e as mulheres praticam canoagem. As crianças vão fazer demonstração especial antes da competição" completou Severo.


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Começam as finais de Cabo de Guerra e Arco e Flecha - 15h20min

O cabo de guerra e o arco e flecha, esportes que mais arrancam gritos das equipes de atletas e da platéia na arena do Parque Nacional Indígena, em Campo Grande, terão as semi-finais e as finais realizadas logo mais, às 16h. No cabo de guerra, os atletas homens Bakairi têm demonstrado muita técnica e força, sobressaindo-se perante aos demais.

A disputa começa com as atletas gavião e Bororo. Em seguida será a vez das Guarani contra as Xavante. Os vencedores e os perdedores das semi-finais, definirão as campeãs e as vice-campeãs. Na competição masculina, os Tembé jogam com os Gavião e a equipe Bakairi disputa com os Terena. Praticado por homens e mulheres de 90 por cento das equipes presentes aos IV Jogos, o cabo de guerra empolgou o público, desde o início do evento e marcará o início da premiação coletiva dos IV Jogos. O intenso calor não desanima os desportistas.

Após o campeonato de cabo de guerra, haverá a prova individual de arco e flecha, que definirá o campeão. Essa modalidade é praticada exclusivamente pelos homens e 17 atletas estão selecionados. Paulo Tjkidi, arqueiro Rikbatsa abre a prova.


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Atletas treinam para competição de futebol de cabeça - 15h23min

O Xikunahity, esporte praticado pelos Pareci, semelhante ao futebol, que será disputado amanhã na arena dos IV Jogos dos Povos Indígenas, foi demonstrado hoje pela manhã no pátio das ocas. Os índios Pareci jogaram uma partida demonstrativa contra os Enawene-Nawe, habitantes da Terra Indígena Matokodakwa, situada nos municípios de Juína, Comodoro e Campo Novo dos Parecis.

Antes do início do jogo, os Pareci fizeram o ritual de entrada em "campo". Liderados por Arnaldo Pareci, eles dançaram e cantaram demonstrando grande felicidade pela chance de praticar um esporte tão exótico com outra etnia. Os Enawene-Nawe praticam o mesmo esporte, mas é chamado Hahirata, e também estavam muito contentes pela oportunidade.

A partida durou mais de uma hora, em que os competidores mostraram grande habilidade técnica. Bolas rasteiras, altas ou à média altura eram cabeceadas com muita força por ambas as equipes. A cada ponto marcado, os índios gritavam e festejavam. O clima de celebração prevaleceu durante toda a manhã.

As duas equipes jogaram à exaustão, disputando os prêmios combinados ao início da partida: Arcos, flechas e cocares eram os troféus. Ao final da peleja, as duas equipes confraternizaram, se abraçando e sorrindo. Como foi uma partida demonstrativa, não houve vencedor, mas os índios prometem uma disputa acirrada na próxima quinta-feira (25), durante a competição, na arena do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande - MS.


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O Lazer dos Índios nos IV Jogos - 15h28min

Aproveitando o tempo livre das competições esportivas dos IV Jogos dos Povos Indígenas, realizado em Campo Grande, entre os dias 20 a 27 de outubro, alguns índios ocupam-se com diferentes atividades de lazer, como jogar uma "peladinha", se refrescar numa bela ducha de água fria e até mesmo, arriscar uma tereré, bebida típica sul-matogrossensse preparada com água gelada e erva mate.

Pai de dois filho, Yaky (5) e Myxowa (3 meses), Bismak (23), integrante da etnia Tapirapé, habitantes do Mato Grosso, preenche seu tempo livre para cuidar das crianças, enquanto a esposa Marexow (17), se encarrega de lavar as roupas e tomar banho com outras colegas. Já os jovens Pataxó, preferem trocar palavras com acadêmicas voluntárias do evento, matando a sede com o famoso tereré.

Logo mais, às 15h30min, as comunidades indígenas estarão reunidas para participar das fases semi finais e finais nas modalidades de arco e flecha e cabo de guerra.



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Futebol feminino já tem semifinalistas - 15h34min

A índia Jucaprire, da etnia Gavião, nunca assistiu um jogo da Seleção Brasileira Feminina de Futebol. Tampouco jamais ouviu falar de Pretinha, uma das artilheiras da Seleção. Também não sabe que chuteira faz parte do uniforme oficial da modalidade e desconhece que os "machões" dos quatro cantos do País ainda torcem o nariz quando o assunto é futebol feminino.

No campo do Tênis Clube, em Campo Grande, Jucaprire foi destaque da etnia Gavião na partida contra as Kaiowa; e que definia a primeira equipe semifinalista do futebol feminino. No tempo regulamentar, um empate de 0 x 0 contemplou as duas equipes. Mas, na decisão por pênaltis, as meninas da etnia Gavião venceram por 4 x 3, passando, assim, para a semi-final.

Nem bem o juiz encerrou a partida e Jucaprire já podia ser vista no campo com o filho Kukakrykti, de apenas um ano, celebrando a vitória com as companheiras. "Estamos jogando muito", resumiu a artilheira de 22 anos. "E vamos ganhar de novo", alfinetou.

A rodada da manhã desta quarta-feira definiu as quatro equipes semifinalistas das 12 participantes do futebol feminino. Nas outras partidas do dia, as meninas da etnia Xavante venceram as da equipe Guarani por 1 x 0; o time Rikbatsa venceu as representantes da etnia Terena por 2 x 1; e o Borôro deu uma goleada de 10 x 0 no time Karajá.

Amanhã (25/10), a partir das 8h30, no campo do Tênis Clube, serão realizadas as duas partidas semi-finais. O primeiro jogo será entre Rikbatsa e Xavante. Depois Bororo joga contra Gavião.

Masculino - O futebol masculino dos IV Jogos dos Povos Indígenas está reunindo um recorde de 21 etnias inscritas. Ou seja, vai demorar um pouquinho mais para que o público conheça os campeões. Mas a etnia Kayapó vem se destacando nas competições da modalidade.

Hoje a equipe Kayapó conseguiu a segunda goleada frente aos representantes da etnia Guatô. A exemplo do que aconteceu na partida de segunda-feira, contra o time da etnia Suruí, os Kayapó venceram novamente pelo placar de 7 x 0.

Mesmo totalizando 14 gols e sem sofrer um gol sequer nas duas partidas, a equipe não vai ter descanso. O técnico Ijô já convocou o grupo para uma reunião na tarde desta quarta-feira. Não vai mudar a equipe. Mas tem determinações a fazer: "Não pode fazer falta. Não pode reclamar. Juiz no meio do campo. Bandeirinha fora do campo. Tudo olhando as coisas erradas do time".


Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas
Fone: (067) 326-3466
 
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Seleção feminina Bororo vence Karajá - 15h48min

A seleção feminina Bororo, até agora na liderança do futebol, acaba de vencer as atletas Karajá com o placar de 10 a 0. A partida triunfal das Bororo ocorreu ainda a pouco, no campo do Tênis Clube, na capital matogrossense do sul, onde se realizam os IV Jogos dos Povos Indígenas.

Nesse mesmo local, as atletas indígenas Gavião derrotaram as Kaiowá por 4 a 2. O jogo teve prorrogação e a decisão foi por pênaltis. No estádio Parque Ayrton Senna, as Xavante ainda estão jogando com as Guarani.


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Começam as finais de Cabo de Guerra e Arco e Flecha - 15h56min

O cabo de guerra e o arco e flecha, esportes que mais arrancam gritos das equipes de atletas e da platéia na arena do Parque Nacional Indígena, em Campo Grande, terão as semi-finais e as finais realizadas logo mais, às 16h. No cabo de guerra, os atletas homens Bakairi têm demonstrado muita técnica e força, sobressaindo-se perante aos demais.

A disputa começa com as atletas gavião e Bororo. Em seguida será a vez das Guarani contra as Xavante. Os vencedores e os perdedores das semi-finais, definirão as campeãs e as vice-campeãs. Na competição masculina, os Tembé jogam com os Gavião e a equipe Bakairi disputa com os Terena.

Praticado por homens e mulheres de 90 por cento das equipes presentes aos IV Jogos, o cabo de guerra empolgou o público, desde o início do evento e marcará o início da premiação coletiva dos IV Jogos. O intenso calor não desanima os desportistas.

Após o campeonato de cabo de guerra, haverá a prova individual de arco e flecha, que definirá o campeão. Essa modalidade é praticada exclusivamente pelos homens e 17 atletas estão selecionados. Paulo Tjkidi, arqueiro Rikbatsa abre a prova.

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Emoção no STOP BUS LANCHES - 16h22min

Marcelo Abreu

Na entrada do Parque das Nações, em Campo Grande, onde são realizados os IV Jogos dos Povos Indígenas, um ônibus tem chamado atenção. De nome sugestivo, o STOP BUS LANCHES - isso mesmo o STOP BUS LANCHES (em letras garrafais pintadas de amarelo), virou atração na festa dos índios.

Na manha de hoje (24), cinco índios da tribo Rikbatsa, habitantes de uma aldeia próxima a Castanheiras, no Mato Grosso do Norte, também se renderam ao charme do lugar que virou ponto de encontro.

Tribo que tem pouco contato com homem branco, os Rikbatsa deixaram suas ocas - na outra extremidade do parque - e foram passear pelo sugestivo ônibus. Sentaram-se em uma das mesas colocadas sob um toldo embaixo do ônibus, e deixaram o tempo passar. No STOP BUS LANCHES, as horas parecem parar. Que o diga os Rikbatsa.

Salvador, de 72 anos, é uma espécie de cicerone do grupo. O que mais compreende e fala português. Mesmo com pouco contato com homem branco, deram show de civilidade. Mais que isso: deram show de simpatia. Exatamente por isso, as pessoas paravam e pediam para tirar fotografia ao lado deles.
Atenciosamente, os índios atendiam a todos.

Nas mesas do STOP BUS LANCHES, Salvador conta histórias de sua gente. Histórias reais. Não escritas nos livros oficiais. "Índio gosta de homem branco, mas homem branco não gosta de índio. Tomou nossas terras, matou nossa gente e continua fazendo mal", desabafa Salvador. O irmão mais velho de Salvador, Siradino, de 83 anos, não fala português. Mas entende o que está sendo dito. Ao ouvir histórias sobre seu povo, Os olhos do velho índio umedecem. Olhos opacos, quase sem vida, gastos pelo sofrimento e pelo tempo. Siradino não quer ficar triste. "Quando ele fica triste, acaba chorando", revela o irmão.

Paulo Tsikdi, de 41 anos, genro de Salvador, extasiou-se com a televisão pendurada e ligada na porta do ônibus. Sim, no STOP BUS LANCHES tem até televisão.

Paulo assistiu, como criança emocionada, a desenho animado. Riu como menino. Talvez nunca tivesse visto isso antes. Na aldeia onde moram os Rikbatsa, luz elétrica ainda não chegou. Talvez só ano que vem. Lá, eles andam sem roupas. "Aqui a gente tem de vestir calça comprida de branco. Na tribo, índio fica à vontade, como quer, diz o genro de Salvador. Talvez por isso o mirrado Siradino tenha caprichado no visual. Vestiu calça jeans, camisa e não desgrudou do relógio. Detalhe: mesmo com roupa de homem
branco, não esqueceu a pintura indígena no corpo. "A gente se pinta quando tem festa", explicou o irmão.

O almoço foi servido nas mesas do STOP BUS LANCHES. Cada um deles pagou dois reais e cinqüenta centavos por um prato de arroz carreteiro, feijão e salada de tomate e repolho. Siradino gostou. Salvador também: "No lugar onde a gente tá comendo, não tá muito bom. Todo dia é a mesma coisa", reclamou Salvador. Os outros concordaram.

No STOP BUS LANCHES, a vida dos Rikbatsa passa como num filme. Recordações surgem com a voz embargada. Salvador diz que hoje na sua tribo existem pouco mais de mil índios. "A gente conversa e lembra que índio ta acabando. Mulher precisa ter mais criança pra nascer mais índio", reflete o líder do grupo.

Siradino, o mais velho deles, nada diz. Prefere ver televisão. Talvez assim seja mais feliz.

Assim, num ônibuzinho estacionado na entrada do parque, cuja única pretensão é apenas vender arroz carreteiro, a vida de Salvador, Paulo, Siradino, Abelardo e Amauê é contada. No incrível STOP BUS LANCHES, quem diria, cinco índios se traduzem. Por si sós. E contam o melhor que sabem deles mesmos: a própria vida.

Até o fnal desses jogos, no STOP BUS LANCHES muita história será contada. Basta apenas ter ouvido para escutá-las.

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IV Jogos discutem saúde indígena - 16h26min

Cinco médicos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS e da Universidade Católica Dom Bosco, com experiência em saúde indígena, integram a equipe convidada para debater o tema "Saúde Coletiva nas Comunidades Indígenas".

Alcoolismo, tuberculose, gripes e outro males que afligem as populações indígenas serão tratados pelos profissionais da saúde que vão contar suas experiências junto às comunidades em que atuam.

A qualidade de vida, parâmetro utilizado pela Organização Mundial de Saúde -OMS, aplicado pela primeira vez entre os índios também será assunto de debate.

Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas

 
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