| 25 de outubro |
| 15h11min
- Xavante e Bororo disputam a final de futebol feminino 15h04min - Equipe Terena é destaque no futebol 14h57min - Sonho de uma índia 14h38min - Sete etnias apresentam suas culturas indígenas 14h32min - Mulher Indígena é tema de palestra nos IV Jogos 14h26min - IV Jogos proporcionam aprendizado entre estudantes 14h15min - Terminam os jogos no campo do Tênis Clube 11h33min - Pataxó visitam alunos da 1° Série da Escola Estadual de Campo Grande 11h04min - Finais do cabo de guerra agitam a arquibancada 10h24min - Estudantes visitam os IV Jogos dos Povos Indígenas |
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Estudantes
visitam os IV Jogos dos Povos Indígenas - 10h24min Alunos de diversas escolas estiveram, durante a tarde de ontem, 24/10, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para assistir aos IV Jogos dos Povos Indígenas. A competição será realizada até o dia 27 de outubro. Para Rejane Coutinho, 28 anos, professora da 2ª série do Grupo Associado de Professores pela Educação - GAPPE, esta sendo muito importante a oportunidade que os alunos estão tendo, pois é um momento de conhecer outras culturas dentro da população indígena. Além disso, as crianças percebem os diferentes costumes dos índios, tais como hábitos, vestuário, linguagem e o próprio esporte. Jânia, uma das mães dos alunos presentes, ressalta que através desta experiência as crianças podem conhecer a realidade em que os índios vivem, não ficando informadas apenas pelos meios de comunicação. Além das crianças, cerca de 250 estudantes do Serviço Civil Voluntário, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também presenciaram as modalidades esportivas de cabo de guerra e arco e flecha, que foram apresentadas durante a tarde. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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Finais
do cabo de guerra agitam a arquibancada - 11h04min
Aproximadamente 2 mil pessoas vibraram com a garra das atletas da etnias Xavante, Gavião, Terena e Bakairi que disputaram a risca as provas finais da modalidade cabo de guerra. As equipes arrancaram gritos do público presente, que aplaudiu com entusiasmo os participantes. Puxa de lá, puxa de cá... Depois de muito suar, as índias Xavante conquistaram o primeiro lugar nas finais. Segundo Paulo Tsererâwé, técnico da equipe, através da música, os Xavante busca a força, pois o som musical anima, dá força e alegria aos atletas. Para ele, a vitória expressa a força radiante da etnia. "Estamos apreciando muito os IV Jogos por que estamos tendo a oportunidade de reunir muitas tribos num só lugar, visto que o Brasil é um país muito grande", comenta. A prova masculina não foi tão acirrada, os Bakairi conquistaram a vitória em pouco menos de três minutos. Porém a festa de comemoração foi uma lição para todos, vencedores e perdedores dançaram em conjunto festejando a vitória. Celso Fialho, coordenador da equipe Terena disse: "Aqui não tem vitoriosos ou perdedores. Aqui tem confraternização. Este é o espírito dos IV Jogos dos Povos Indígenas", acrescentou. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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| Pataxó
visitam alunos da 1° Série da Escola Estadual de Campo Grande
- 11h33min
Os alunos da 1° Série
da Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, que fica no bairro Moreninha
I, em Campo Grande - MS, recebem nesta sexta-feira, (26), os índios
Pataxó, que vivem no sul da Bahia e que participam dos IV Jogos
dos Povos Indígenas, realizado no Parque das Nações.
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| Terminam
os jogos no campo do Tênis Clube - 14h15min
Atletas
Terena de todas as aldeias do Mato Grosso do Sul, formaram o time vencedor
de futebol, nesta manhã, no campo do Tênis Clube. Vice-campeões
do ano passado, os Terena venceram a etnia Tapirapé por 2X0. Na
quarta de final, os Gavião derrotaram o selecionado dos Bakairi
pelo mesmo resultado. As duas equipes voltam a jogar amanhã para
disputar uma vaga na grande final. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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IV
Jogos proporcionam aprendizado entre estudantes - 14h26min
O Parque das Nações Indígenas, local onde estão sendo realizados os IV Jogos dos Povos Indígenas, esteve movimento nesta manhã, 25/10. Escolas como a Estadual Riachuelo, de Campo Grande, trouxe alunos do 1º e 2º ano para conhecer de perto um pouco mais sobre a cultura indígena. Além desta, também estiveram presentes estudantes do 1º ano do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul UFMS. Lílian Teixeira, professora de literatura da Escola Riachuelo, comenta que este momento é muito importante para que os jovens tenham um contato com os índios, percebendo suas diferenças através das características e da linguagem. A aluna Poliana mostrou-se empolgada ao dizer que tinha aprendido muito com esta nova cultura. "Percebi que eles valorizam mais a natureza e vivem em comunidade. Isto significa um exemplo para nós", disse. Os acadêmicos do curso de Artes Visuais da UFMS, vieram ao Parque com o propósito de desenhar os índios. Anna Rita Araújo, professora de oficina de desenho, falou que esta aproximação enriquece bastante o currículo dos alunos. "Os ganhos vão desde a área acadêmica até o próprio convívio social com os índios. Estamos formando novos artistas. Os artistas não podem ficar presos a um único espaço físico, eles precisam estar inseridos no mundo", acrescenta. Já o aluno Alexandre, afirma que a partir do conhecimento da filosofia o artista desenvolve novas técnicas para aprimorar os trabalhos. "Precisamos nos integrar mais com os índios, respeitá-los, aprender com sua cultura e, vice-versa. Porém devemos manter o contato sem que as comunidades indígenas percam suas raízes", finaliza. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas
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Mulher
Indígena é tema de palestra nos IV Jogos - 14h32min A posição ocupada pela mulher indígena em suas comunidades e o seu lugar na estrutura familiar serão os principais temas abordados logo mais a partir das 14h, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, onde se realizam os IV Jogos, iniciados no sábado passado (20). O impacto causado pelo distanciamento das práticas e costumes tradicionais tais como os hábitos alimentares e o padrão de gestação fazem parte do conteúdo das palestras das quatro professoras da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul UFMS. Amanhã (26), a programação, organizada pela UFMS com apoio da Coordenação de Defesa dos Direitos Indígenas da Funai CGDDI, encerra com o tema "Identidade Cultural e Alternativas de Sobrevivência". No debate, questões como o turismo em áreas indígenas, a educação como fator de essencial para a preservação da cultura e o relacionamento das Ongs e comunidades indígenas serão abordadas e discutidas pelos presentes. Desde domingo (21) a programação paralela já debateu temas como: A Realidade nas Comunidades Indígenas; Comunicação e as Comunidades Indígenas; Urbanização de Aldeias e Saúde Coletiva nas Comunidades Indígenas. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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Sete
etnias apresentam suas culturas indígenas - 14h38min A noite de ontem, em que as etnias mostraram suas culturas, foi considerada a mais longa dos IV Jogos dos Povos Indígenas. Sete etnias apresentaram suas danças e cantos ao público de Campo Grande MS. Na pista de atletismo localizada ao lado da arena do Parque das Nações Indígenas, os Kayapó aguardavam impacientes o início da "noite cultural". Enquanto esperavam, eles fizeram uma prévia do que seria sua apresentação. As pessoas que esperavam o início das celebrações prestigiaram a etnia, saudando-os. A festa começou às oito horas e os primeiros a entrar foram os Kayapó, que dançaram o Kruaheryo (festa do casamento) e o Korokanu (festa da mandioca). O líder Kayapó explicou que essa dança é feita quando os homens chegam da caçada. O ritual começa às cinco da manhã, quando os guerreiros começam a se preparar para dançar até as seis da tarde. Ao fina da apresentaçãol, os índios agradeceram à platéia e sentaram-se na arquibancada para assistir às outras danças programadas. A segunda etnia a entrar na arena foi a Rikbatsa. Eles apresentaram o toque da flauta, a canção da paineira e as danças do urubu, ariranha e do tucano, feitas em homenagem a esses animais. O toque da flauta lembra as origens do povo, no conto dos peixes, e a canção da paineira, a mulher, mãe da geração dos Rikbatsa. Os índios Bakairi, de Mato Grosso, apresentaram a dança da Kapa e a dança Âryko, que é uma canção feita para a deusa dos alimentos, em que os índios pedem proteção para suas colheitas. A dança da Kapa é feita em homenagem ao espírito de Kapa, que surgiu quando um pajé foi pescar e ouviu músicas saindo de dentro de uma árvore. Curioso com o acontecido, o pajé gravou todas as músicas. Os índios Xavante, de Mato Grosso, apresentaram o canto da corrida com toras, o canto da cura e a dança de confraternização. O cantor da etnia, Lúcio, liderou um coro que envolveu toda a platéia, que batia palmas acompanhando o ritmo das músicas. A organização do evento também foi convidada a participar, quando os monitores que tem acompanhado a etnia durante os Jogos, juntaram-se aos índios numa grande confraternização. Já os Yanomami, liderados pelo cacique Davi Yanomami apresentaram a dança Tocantins. Segundo Davi, essa dança é realizada para agradecer aos deuses a riqueza cultural dos índios Yanomami. Ela é realizada na chegada de outras etnias como uma forma de boas-vindas e de despedida. Índios canoeiros de Mato Grosso do Sul, o Guató apresentaram a dança do Cururú, dança feita para receber os parentes que chegam à aldeia. Faltando quinze minutos para as dez da noite, os índios Cinta Larga, da Terra Indígena do Roosevelt, apresentaram a dança do Abolaeu, realizada durante as reuniões, para dar boas vindas aos visitantes. A noite foi terminando. Com apenas mais duas etnias prestes a se apresentar, os índios Suruí e Aikewara apresentaram as danças Ibalaê e Turi, respectivamente. São duas danças de saudação que foram apresentadas aos não-índios pela primeira vez. A programação para esta noite inclui os índios Kaiowá, Marubo, Bororo, Pareci, Enawene-Nawe, Tembé e Karajá e começam às 19h30, sempre na arena do Parque das Nações Indígenas. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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| Sonho
de uma índia - 14h57min Marcelo Abreu O
jogo nem havia começado. Janaína, índia da tribo
Bororo, estava inquieta. Ansiosa. Andava de um lado para o outro. Amarrava
os longos cabelos, já castanhos e castigados pela ação
do sol. Conversava com as colegas. Procurava encorajá-las. Corria
no campo para se aquecer. Calçou o tênis e o meião
surrados. Não via a hora do início da partida contra a tribo
Gavião. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas |
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Equipe
Terena é destaque no futebol - 15h04min Com um time formado por atletas de todas as aldeias Terena do Mato Grosso do Sul, a equipe vice-campeã nos Jogos de Marabá/PA no ano passado, acredita que vai conseguir derrotar os adversários das semi-finais e disputar o título de campeão dos IV Jogos dos Povos Indígenas. A partida final do futebol masculino será disputada neste sábado (27) no estádio Elias Gadia. Derrotados pelos Xavantes nos III Jogos, no ano passado, os Terena eliminaram, nesta manhã, os Tapirapé, que vivem próximo à foz do Rio Araguaia no Mato Grosso. Agora, mais perto da final, acreditam que estão preparados para lutar pela título de campeões neste sábado (27). "Até a grande final, vamos procurar jogar um futebol sério, com respeito e sem agressão. Proibimos o anti-jogo, que é o da violência. Queremos preservar nossos atletas e também os adversários. Até porque, sabemos que estamos viajando com poucos jogadores preparados", explicou Newton Marcos, responsável pela organização da vinda das etnias de todo o estado do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul muito feliz com a vitória de seu povo. No jogo de hoje (25) de manhã, a disputa foi dura e o primeiro tempo terminou empatado. No segundo, a peleja ganhou ritmo e os Terena dominaram a bola. As tentativas de gol dos Tapirapê foram frustradas pelo o goleiro Celso Filho, que as defendeu prontamente. Num rápido contra-ataque, o artilheiro Terena, Italívio marcou o primeiro gol da partida. Cinco minutos antes do término do segundo tempo, um novo contra-ataque Terena garantiu a vitória do time por 2X0. O futebol é uma modalidade que empolga todas as etnias participantes, mesmo aquelas que não estão em número suficiente para se inscrever nas competições, como os Matis, os Yanomani e os Marubo. Assessoria de Imprensa dos IV dos Jogos dos Povos Indígenas |
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Xavante
e Bororo disputam a final de futebol feminino - 15h11min
Descanso? Que nada. No intervalo da partida de futebol dos Bororo contra os Gavião, a zagueira Adelina, da equipe Bororo, não teve nem tempo para tomar água. Mais urgente do que saciar a própria sede era amamentar o filho Leoni, de 1 ano. O apito do juiz despertou Leoni do devaneio. A agitação da mãe confirmou ao menino que era hora de parar de mamar. Adelina tinha compromisso mais urgente ajudar a sua equipe a passar para a final de futebol feminino dos IV Jogos dos Povos Indígenas. O esforço de Adelina teve recompensa. A equipe dos Bororo venceu a partida, no campo do Tênis Clube, pelo placar de 2 x 0. O resultado garantiu à equipe a chance de disputar a final da competição, amanhã, às 9h30, contra as meninas Xavante, que venceram a outra semi-final do dia, contra as Rikbatsa, pelo placar de 3 x 0. Gavião e Rikbatsa entram em campo às 8h30, também no campo do Tênis Clube, para decidir a terceira e quarta colocações. Com a temperatura bastante elevada em Campo Grande, a torcida - pequena, mas animada, acompanhou os jogos de futebol feminino no Tênis Clube. Assim mesmo da sombra. Mas no banco de reservas da etnia Bororo, sob o forte sol, indigesto para quem não está habituado, Eloênia Leandro Arawa, chupava uma, duas, três mangas. Aos 12 anos, a menina bonita, de cabelos longos e sorriso aberto, é veterana no time. No ano passado, por exemplo, Eloênia integrou a equipe nos Jogos dos Povos Indígenas. Diz que joga muito bem, mas somente substituiu a titular quando faltavam pouco mais de 10 minutos para o final da partida. "Sou muito pequena", justificava. Em campo, Eloênia dispensou o meião e chuteira. Também não quis saber da proteção para as canelas. E até a camisa de jogo, três vezes maior que o seu número, parecia dificultar os movimentos. Mas a menina corria sem parar. Assim mesmo, sem calçado. E garantia que assim era mais fácil ajudar o time Bororo a chegar à final. "Descalça é melhor porque corro mais", resumiu. Assessoria de Imprensa dos IV Jogos dos Povos Indígenas Fone: (67) 326-3466 |
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