30 de julho

 

17h48min - Ministro da Justiça adia apresentação de equipe
16h50min - Indígenas realizam seminário do Alto Rio Negro no Amazonas
15h08min - Pataxó pedem rápido julgamento para processo
08h18min - Esportes demonstrativos estão na programação dos V Jogos dos Povos Indígenas

 

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Esportes demonstrativos estão na programação dos V Jogos dos Povos Indígenas - 08h18min

Além da etapa competitiva, os organizadores dos V Jogos dos Povos Indígenas programaram a demonstração de esportes típicos de determinadas etnias. Essa prática ocorre desde a primeira edição do evento em 1996. Este ano, no período de 15 a 21 de setembro, na Praia do Crispim, em Marapanim, no Pará, localizado a uma hora de Belém pela primeira vez haverá a apresentação do katukaywa (futebol de joelho), típico dos povos xinguanos e do tihimore (arremesso de bola de marmelo), praticado pelas mulheres Paresi, do Mato Grosso.

Ainda entre as demonstrações de esportes que representam a força da cultura indígena, o público assistirá o Akô (corrida de varinha) e Jãmparti (corrida de toras com mais de 100 quilos), e Kaipy (arco e flecha especial), realizadas pelos Gavião Kyikatejê, do Pará. Destacam-se também a apresentação de lutas corporais, tais como: huka-huka, pelos povos do Xingu e Bakairi (MT); iwo, pelos Xavante (MT); idjassú, típica dos Karajá, da Ilha do bananal, no Tocantins e aipenkuit, luta dos Gavião Kyikatejê, do Pará. Para completar a programação haverá o futebol de cabeça, jogado com uma bola de látex, pelos Enawêne-nawê e pelos Paresi, do Mato Grosso e a demonstração.

 
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notícias dos V Jogos

 

Pataxó pedem rápido julgamento para processo - 15h08min

Nesta semana, lideranças indígenas representando os Pataxó da Bahia, irão até o Supremo Tribunal Federal (STF) solicitar que seja realizado o julgamento do processo que visa anular títulos distribuídos pelo então governador do estado na década de 70, Antônio Carlos Magalhães; desde 1983 que tramita este processo, que foi relatado pelo ministro Nelson Jobim.

Os Pataxó ainda terão audiência com o ministro da Justiça, Paulo de Tarso e o novo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Arthur Mendes. O objetivo é denunciar que ocorreram 17 assassinatos de índios, desde 1982, quando houve a retomada de terras indígenas. Os crimes, segundo os Pataxó, geralmente aconteceram em situações de emboscadas.

 
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Indígenas realizam seminário do Alto Rio Negro no Amazonas - 16h50min

O movimento indígena do Alto Rio Negro, considerado um dos mais articulados no País, dá um passo de determinação política inovador: a realização do seminário de avaliação do projeto Diagnóstico Etno-Ambiental do Alto Rio Negro. O seminário será realizado de quinta-feira (01) a sábado (03), na comunidade Ilha das Flores, no Município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus. O objetivo é conhecer étnica e ambientalmente a região em que habitam os índios Arapaso, Baniwa, Baré, Dessana, Kubeo, Kuripako, Miriti-Tapuia, Pira-Tapuia, Tariano, Tukano, Tuyuka, Wanano e
Werekena.

Depois de serem vítimas de uma política nacional excludente em décadas passadas, os povos indígenas se recolocam na agenda nacional brigando por direitos mais amplos e participação mais qualitativa na definição das políticas públicas do Brasil. O seminário de avaliação é organizado a partir de um trabalho que tem a participação direta das populações indígenas dentro da área de atuação da Associação das Comunidades Indígenas Putira Kapuamu (ACIPK) e será o segundo passo na concretização de um novo modelo de administrar os recursos da flora e fauna em território indígena. Seminário Sob a responsabilidade técnica dos pesquisadores Sully Sampaio, mestrando em Natureza e Cultura na Amazônia, na Universidade Federal do Amazonas e pesquisador da Rede de Assistência à Saúde Indígena (RASI), e o ecólogo Carlos Durigan, coordenador de projetos da Fundação Vitória Amazônica, em Manaus, o diagnóstico etno-ambiental será apresentado e discutido pelas lideranças das comunidades indígenas na quinta-feira (01).

A partir daí, uma série de atividades começarão a ser articuladas, dentre as quais estão: no dia 2, avaliação da proposta do Plano Gestão Ambiental no Alto Rio Negro (região Putira Kapuamu), definição da cartilha etno-ambiental com a qual escolas, comunidades e organizações indígenas passarão a trabalhar e, ainda, a identificação dos problemas mais graves
gerados pela enchente dos rios e de alternativas para minimizá-los.

O projeto Diagnóstico Etno-Ambiental do Alto Rio Negro, é desenvolvido com recursos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), no valor de R$ 79.989,00. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e a ACIPK têm contrapartida de R$ 3.039. A região onde se desenvolve a proposta representa 10% do território indígena do Rio Negro, de 7.999.381 hectares.

(Fonte: Assessoria de Imprensa do PDPI- Projeto de Desenvolvimento dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira)

 
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Ministro da Justiça adia apresentação de equipe - 17h48min

O ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, adiou a apresentação de sua equipe prevista para amanhã (31) às 11 h, no auditório Tancredo Neves, da qual participaria o novo presidente da Funai, Artur Nobre Mendes. Logo que o nome de todos os convidados para compor a nova equipe estiverem publicados no Diário Oficial, Ribeiro marcará a cerimônia de apresentação à imprensa.

Hoje, o gabinete do Ministério da Justiça publicou no Diário Oficial mais três nomeações para a Funai. Para assumir a chefia de gabinete da presidência, o indigenista Dinarte Nobre Madeiro; para a Coordenação Geral de Estudos e Pesquisas (CGEP), Wagner Pereira Senna, ex-chefe do Departamento de Patrimônio Indígena e Meio Ambiente - Depima, na gestão do ex-presidente Glenio da Costa Alvarez; e para a Coordenação Geral de Projetos Especiais (CGPE), o engenheiro agrônomo, Frederico Flavio Magalhães, que deixa a Diretoria de Administração.
 
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