13 de setembro

 

17h05min - Começam amanhã os V Jogos dos Povos Indígenas
14h57min - Encontro no Mato Grosso discute Educação Indígena
13h55min - Presidente da Eletronorte estudará proposta indígena de Roraima
12h30min - Enawenê Nawê chegam depois de três dias de viagem
12h00min - Xavante representa índios brasileiros em encontro na Guatemala
11h36min - Funai toma providências contra extração de madeira no Xingu
10h26min - Indígenas de Roraima renovam convênio com Eletronorte
09h50min - Atletas Xavante não gostam da cidade
09h40min - Mulheres Xavante saem da aldeia pela primeira vez

 

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Mulheres Xavante saem da aldeia pela primeira vez – 09h40min

Das 16 mulheres Xavante presentes nos Jogos Indígenas, pelo menos 14 nunca tinham deixado os limites da reserva. A informação é do líder Adriano Xavante. “Eu gosto de trazer para os Jogos aquelas que não saem para que elas possam ter conhecimento do ‘novo mundo’.”

Edi Pehãsa Xavante, que vai participar da Corrida de Velocidade Feminina e do Cabo de Guerra, trouxe o filho pequeno e foi uma das que saíram pela primeira vez da aldeia. Achou o lugar muito longe e se queixou que todas elas chegaram com as pernas e pés inchados. “Nem sei mais onde fica nossa aldeia”, disse, depois de dois dias de viagem de ônibus.

 

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Atletas Xavante não gostam da cidade – 09h50min

Para a atleta feminina Edi Pehãsa Xavante, que pela primeira vez deixou a aldeia onde sempre viveu, a cidade é um lugar ruim. “Muito cheio de areia, suja a perna”, diz ela, referindo-se à Praia do Crispim onde foi erguida a Vila Olímpica que sedia os V Jogos dos Povos Indígenas, na cidade litorânea de Marapanin, PA. “Como não fizeram torneira, não estou gostando. Não tem lugar para lavar roupa.”

Logo que chegaram, depois de uma viagem exaustiva, as mulheres Xavante foram tomar banho. Era noite e o mar o único local com água disponível para os índios. “Levamos sabão, mas não fazia espuma no cabelo e o sabão também não pega na roupa”, queixou-se. Edi Pehãsa lembrou também que a água não é boa para o banho dos bebês. “Eu nunca tinha visto água salgada. Não gostei. É só uma curiosidade porque eu não sabia que existia.”

 
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Indígenas de Roraima renovam convênio com Eletronorte - 10h26min

Agora pela manhã, quatro tuxauas (lideranças) Macuxi e um Wapixana estão reunidos na presidência da Funai em Brasília para renovar o convênio instituído com o objetivo de compensar as comunidades indígenas pela passagem de linhas de transmissão de energia no interior da Terra Indígena São Marcos. Os presidentes da Funai, Artur Nobre Mendes e o da Eletronorte, José Antonio Muniz, participam da renovação, que prorrogará por mais três anos o convênio de compensação ambiental do empreendimento.

Segundo o administrador executivo regional da Funai em Boa Vista/RR, Martinho Alves da Silva, a compensação é importante e possibilita recursos suficientes para implementar projetos adequados para a auto-sustentação das comunidades afetadas pelo impacto do desenvolvimento energético do país. “No caso do linhão Guri, que são as instalações de torres de transmissão da energia comprada pelo Brasil da Venezuela, os Macuxi e os Wapixana da Terra Indígena São Marcos, com o apoio e participação da Funai, vieram discutir pessoalmente, com o presidente da Eletronorte, a renovação e a possibilidade de maiores vantagens para as comunidades indígenas”, explica Silva. (Simone Cavalcante)

 
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Funai toma providências contra extração de madeira no Xingu - 11h36min

De 16 a 21 próximos, técnicos da Funai voltarão até as terras dos índios Kayabí, na região do Baixo Xingu, em Mato Grosso. O objetivo é reavaliar a situação das áreas que foram invadidas há cerca de um mês por madeireiros. A necessidade de uma nova expedição à área foi verificada na reunião do último dia 11, no Departamento de Proteção Indígena e Meio Ambiente (Depima).

Embora os madeireiros neguem a extração de madeira dentro das áreas proibidas, os índios confirmam a infração. Oito funcionários da Fazenda Ouro Verde, de propriedade da família Vicentini, foram detidos em flagrante pelos índios, quando invadiam as terras para continuar a extração que já havia sido iniciada por outro grupo de funcionários. Outro indício do crime estava a cerca de 300 metros de fora da área, onde foram encontrados dois caminhões com o carregamento de toras ou esplanadas, como também são conhecidas esse tipo de carga. Ao todo foram 68 unidades de madeira retirada ilegalmente.

Agora, a Funai estuda as medidas a serem tomadas. Uma delas poderá ser um laudo de constatação geográfica de ocorrência de violação territorial, extração ilegal de madeira e plaquetamento de árvores. Além disso a Funai poderá tomar medidas judiciais contra os madeireiros envolvidos. (Arnaldo Júnior)

 
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Xavante representa índios brasileiros em encontro na Guatemala - 12h00min  

O xavante Luiz Carlos Tserewatsitsi Tseremey’wa representou os índios brasileiros no encontro sobre planejamento espiritual e lideranças indígenas, realizado na Guatemala, no período de 04 a 08 de setembro. Liderança jovem da Aldeia Três Marias, localizada no município de Campinápolis, Mato Grosso, ele apresentou projetos elaborados pela Funai relativos à Convenção 169, sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes, aos vinte representantes indígenas da América Latina presentes ao evento.

Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho – OIT em 07 de junho de 1989, a Convenção, em seu artigo 5º, determina o reconhecimento e a proteção dos valores sociais, culturais, religiosos, espirituais próprios dos povos indígenas, bem como o respeito à integridade de seus valores, práticas e instituições. Os projetos serão levados ao próximo encontro, que terá lugar em Orlando, Estados Unidos, de 28 de abril a 08 de maio de 2003.

Este foi o primeiro encontro realizado com o objetivo de planejar e dar continuidade às ações indígenas que estão sendo desenvolvidas na Venezuela, Porto Rico, México, Guatemala, Brasil e Peru, países ali representados. Na ocasião a índia Calixta, guatemalteca, foi escolhida a nova chefe espiritual do povo indígena maia na América Central. (Léia Metre)

 

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Enawenê Nawê chegam depois de três dias de viagem – 12h30m

Os 42 índios Enawenê Nawê acabam de chegar à Vila Olímpica depois de três dias de viagem de ônibus. Eles saíram do Mato Grosso na tarde de terça-feira e enfrentaram mais de 3 mil quilômetros de estrada.

Como todos os índios que chegam, receberam um kit composto de uma rede, uma manta, duas camisetas e um boné, além de cordas para amarração da rede. Os Enawenê Nawê não falam português e foram contatados há pouco mais de 20 anos.

 
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Presidente da Eletronorte estudará proposta indígena de Roraima - 13h55min

As lideranças indígenas Macuxi e Wapixana entregaram hoje (13) pela manhã, no gabinete da presidência da Funai em Brasília, ao presidente da Eletronorte, José Antônio Muniz, o conjunto de propostas para a renovação do acordo de compensação pela instalação de torres de transmissão no interior da Terra Indígena São Marcos, em Roraima. Muniz se comprometeu a estudar a proposta indígena, elaborada com o apoio da Administração Executiva Regional da Funai em Roraima. Após aprovado pelos conveniados, o acordo deverá ser assinado até novembro próximo.

Para renovação do convênio com a Eletronorte, as comunidades indígenas estão reivindicando o apoio financeiro para projetos de auto-sustentação das aldeias impactadas pela colocação da torres (linhão Guri). A expectativa das comunidades é conseguir recursos principalmente para projetos de pecuária e agroflorestais. Com a resposta da Eletrornorte, a etapa seguinte será detalhar os projetos.

O convênio com a Eletronorte já permitiu a retirada e indenização de 101 invasores da Terra Indígena São Marcos, além de ter possibilitado a implantação de um programa de fiscalização para a proteção à novas invasões. Segundo o administrador da Funai em Roraima, Martinho Alves da Silva, o presidente da Eletronorte prometeu encaminhar a proposta para seus assessores estudarem um forma de apoiá-la. “As perspectivas são boas, a proposta foi bem encaminhada e, na próxima reunião, poderemos especificar os projetos a serem implementados. (Simone Cavalcante)

 
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Encontro no Mato Grosso discute Educação Indígena - 14h57min

Termina hoje o encontro para tratar do planejamento do curso de capacitação de professores de etnias indígenas promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso (Seduc/MT). Muitos dos participantes não são educadores e foram designados pelas próprias comunidades em que vivem. O projeto terá início no ano que vem e visa a qualificação e melhora do desempenho da educação indígena, sendo fundamental para a valorização das culturas e costumes de cada etnia. O encontro acontece no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, e conta com a presença de mais de 60 educadores índios das etnias Nambikwára, Zoró, Rikbaktsa, Paresi, Mynky, Arara, Bororo e Kayabí. (Carmem Lustosa)

 
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Começam amanhã os V Jogos dos Povos Indígenas - 17h05min

Aproximadamente 1.100 índios de 61 etnias participam dos V Jogos dos Povos Indígenas que começam amanhã (14/09), em Marapanim (PA). Uma das novidades do torneio é a participação das índias das etnias Enauwenê-Nawê e Yawalapiti, que pela primeira vez saem de suas aldeias para competir nos Jogos. As novas competidoras poderão confraternizar com as outras etnias, especialmente com as índias Kayapó, Kanela e Gavião, que já participam do evento tradicionalmente.

As provas do torneio serão realizadas na arena construída em uma área a 20 km da cidade, com exceção da prova de canoagem, que será no rio Marapanim. Na arena, 28 ocas de 200 m² revestidas em palha estão sendo concluídas para a hospedagem dos índios.

O evento promete uma grande confraternização entre o público e as comunidades indígenas presentes. (Vanessa Silva)

 
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