16 de setembro

 

21h35min - Índios dançam na Vila Olímpica
20h30min - Com arena vazia, índios Kaypó jogam futebol
19h30min - Paulinho Bororo convida púbico para dançar com os índios
16h57min - Índios perdem a liderança Kaiwá mais antiga do Mato Grosso do Sul
16h05min - Índios aprendem a usar urna eleitoral eletrônica
15h30min - Waiapi abrem programação cultural e competições
15h24min - Associação Krahô realiza 5ª Feira de Sementes Tradicionais
15h07min - Presidente da Funai inaugura escola indígena Tiriyó
12h16min - Trabalhos para reestruturação da Funai são retomados

 

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Trabalhos para reestruturação da Funai são retomados - 12h16min


As discussões sobre a reestruturação da Fundação Nacional do Índio – Funai estão sendo retomadas por determinação do Ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, em portaria do último dia 12. No documento estão indicados os membros do Grupo de Trabalho Especial, encarregado de propor medidas destinadas a dotar a fundação de uma nova estrutura, e que será presidido pelo secretário-executivo do Ministério, Celso Fernandes Campilongo, tendo como suplente Adelmar de Miranda Tôrres.

Para representar a Funai foram designados o presidente da instituição, Artur Nobre Mendes, o diretor de administração, Glenio da Costa Alvarez, como titulares, e o coordenador geral de projetos especiais, Frederico Flavio Magalhães, para suplente. O grupo será integrado, ainda, por José Porfírio Fonteneli de Carvalho e Euclides Pereira, respectivamente titular e suplente do Conselho Indigenista da Funai.

Os demais representantes são Luiz Eduardo Rodrigues Alves, titular, e Márcio Moraes Marciano da Rocha, suplente, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, além de Gilberto Azanha, especialista em assuntos indígenas. O grupo de trabalho tem até o dia 16 de novembro próximo para concluir suas atividades. (Léia Metre)

 
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Presidente da Funai inaugura escola indígena Tiriyó - 15h07min

O presidente da Funai, Artur Nobre Mendes, chega hoje em Macapá (AP) para inaugurar, amanhã (17), a Escola Estadual São Francisco, dos índios Tiriyó, localizada no Parque do Tumucumaque, divisa do Pará com o Suriname. A construção da escola é uma iniciativa dos índios Tiriyó que, por intermédio da Funai, pediram uma compensação à introdução do Sistema de Vigilância da Amazônia na área. O Sivam utilizou matérias-primas da comunidade para a construção de um posto de vigilância no Parque. A verba doada pelo Sistema custeou a construção de uma escola com cinco salas de aula e quatro banheiros, e que atenderá a 300 alunos Tiriyó de 1° a 4° série.

Os recursos para a aquisição de móveis novos e construção de outras instalações - biblioteca, sala de informática e lanchonete - serão negociados posteriormente entre a comunidade indígena e o Governo do Amapá, responsável pela jurisdição do Parque do Tumucumaque. (Vanessa Silva)

 
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Associação Krahô realiza 5ª Feira de Sementes Tradicionais - 15h24min

Entre os dias 24 e 29 deste mês de setembro ocorerrá a 5ª Feira Krahô de Sementes Tradicionais, na Terra Indígena Krahô, próximo à cidade de Itacajá, no estado do Tocantins. Para o público em geral, a 5ª Feira será aberta apenas nos dias 28 e 29 de setembro. O evento já se transformou em tradição dos Krahô e vem sendo uma forma de mostrar o resgate das sementes tradicionais indígenas, iniciado em 1995, após um programa da União das Aldeias Krahô-Kapey, com o apoio da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da Funai e outras instituições. O projeto recebeu prêmio da Fundação Getúlio Vargas (1998) e, pela primeira vez, o Banco Nacional de
Desenvolvimento Social (BNDES) financiou um projeto indígena.

A Feira é realizada na sede da associação KAPEY, no interior da Terra Krahô, distante 41 Km. da cidade de Itacajá. A sede da associação tem o formato circular de uma aldeia tradicional Krahô, onde cada todas as 16 aldeias têm sua casa de representação junto ao KAPEY. Nesse ambiente, acontecerão, durante todo o tempo, rituais Krahô. Nos intervalos dos rituais, geralmente pela manhã, serão realizadas palestras e oficinas sobre biodiversidade, sustentabilidade da produção, beneficiamento de matéria primas dos cerrado, plantios e tratos culturais em frutíferas. Durante toda a feira estará funcionando uma exposição de sementes tradicionais, trabalhos com ervas medicinais, produtos beneficiados dos cerrados, pintura em tecido, beneficiamento do lixo industrial, arquitetura indígenas, entre outros. Estão sendo esperadas representações de cerca de quinze outras etnias do Brasil e possíveis representações de etnias de outros países.

Será cobrada uma taxa de R$ 20,00 (vinte reais) por pessoa. Recomenda-se a quem queira participar levar materiais de camping, caso pretenda pernoitar no local. (Simone Cavalcante)

 
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Waiapi abrem programação cultural e competições – 15h30min

A sutileza dos índios Waiapi, que fizeram dança da borboleta, deu o tom do começo da apresentação cultural e das competições desta segunda-feira. Depois, os atletas se apresentaram para o Arremesso de Lança. Na seqüência, os Wai-Wai arrancaram aplausos das arquibancadas com a Dança dos Caçadores. Os Cinta-Larga também trouxeram parte do cerimonial Imablá, para mostrar a alegria de serem convidados para uma festa.

Os Matis, índios do Vale do Javari, conhecidos como “caras de gato”, fizeram uma apresentação com a zarabatana usada por eles para a caça. Os Kayapó realizaram o Ronkrã, um jogo onde usam uma bola de coco de babaçu. Os Kadiweu, os índios cavaleiros, trouxeram a Nabakenaga Naga Naga, para celebrar a vitória. Os Xavante, reproduziram os sons e passos realizados durante o rito de furação de orelha. Os Xikrin se apresentaram entre as provas de atletismo (corrida 100 metros) masculino e feminino. (Maria Luiza)
 
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Índios aprendem a usar urna eleitoral eletrônica - 16h05min

Técnicos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul estiveram neste final de semana na terra indígena "Campo dos Índios". O objetivo foi realizar um treinamento com os índios, simulando a utilização da urna eletrônica de votação.

Além de como operar o equipamento no dia da votação, os técnicos explicam aos interessados todos os detalhes sobre o funcionamento de uma seção eleitoral, a ordem de votação, etc. Esta é a segunda vez que a região, situada a cerca de 400 km do município de Bonito, recebe a visita da equipe da Justiça Eleitoral. (Arnaldo Júnior)

 
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Índios perdem a liderança Kaiwá mais antiga do Mato Grosso do Sul - 16h57min

Os índios da aldeia de Panambizinho se despediram do último dos sábios Kaiwá, o cacique e pajé Paulito Aquino, que morreu aos 120 anos, no dia 3 deste mês. Com os rostos pintados de urucum, eles rezaram e cantaram no enterro, em homenagem ao índio mais velho do Mato Grosso do Sul.
São mais de 200 índios na aldeia, que com a morte de Paulito, perdem grande parte da cultura Kaiwá. O pajé conhecia tudo sobre medicina natural e técnicas de agricultura, que foram se perdendo no tempo e com o convívio com os não-índios. Paulito Aquino era também o único capaz de realizar o batismo indígena de recém-nascidos e o ritual de fura-lábios, o Tembetá.

Paulito Aquino é a terceira liderança indígena que deixa saudades nesses últimos três meses. No dia 17 de julho, o cacique Xavante, Mário Juruna, único deputado federal indígena na política brasileira, morreu em Brasília, aos 60 anos, vítima de diabetes. No dia 12 de agosto, Dico Sateré,
importante liderança dos índios Sateré-Mawé, faleceu em Manaus (AM), aos 70 anos, vítima de parada cardíaca. São três lideranças marcantes que entram na história das lutas em prol dos direitos indígenas. (Vanessa Silva)

foto:Osmar Santos
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Paulinho Bororo convida púbico para dançar com os índios – 19h30min

Uma grande festa. Assim foi o final da apresentação cultural dos Bororo, quando o líder Paulinho convocou a toda a platéia para descer das arquibancadas e dançar e cantar com os índios. O público atendeu ao pedido e a arena virou um grande palco de celebração e confraternização entre índios e não-índios. (Maria Luiza)

 
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Com arena vazia, índios Kaypó jogam futebol – 20h30min

Com o fim da apresentação cultural e das competições de hoje, um grupo de índios Kayapó e Juruna aproveitam a arena vazia para jogar futebol. Sozinhos no campo improvisado, eles se divertiam. Rogério Kayapó, da aldeia Bacajá de Altamira, resumiu: “Estamos treinando. Só brincando. Depois a gente vai banhar.”
 
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Índios dançam na Vila Olímpica – 21h35min

O clima é de absoluta confraternização neste momento na Vila Olímpica. Índios Kuikuro passam dançando em frente de todas as malocas. “Pra animar todo mundo. É assim que a gente faz lá na aldeia”, disse Tabata, cacique dos Kuikuro. Na oca dos Paresi, os Enawenê Nawê comandavam a roda de dança com o som de uma flauta. “Quer dançar com a gente? Pode dançar”, dizia um Paresi à entrada da oca.

No grande círculo formado podiam ser vistos índios de vários etnias dançando com não-índios. O barulho dos pés no assoalho de madeira criou para muito que viviam tal experiência pela primeira vez se diziam emocionados.

 
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