17 de setembro

 

20h10min - Kayapó e Pataxó dançam juntos durante o banho
19h00min - Kayapó fazem festa com o público
17h30min - Mulheres Xavante vencem Cabo de Guerra
16h55min - Wai-Wai e Paresi vencem prova de Arco e Flecha
16h26min - Parceria entre Funai e índios de Aracruz apresenta resultados
15h28min - Administração Executiva do Xingu recebe doações da Procuradoria
14h12min - Reunião no Acre discute delimitação de Terra Kaxinawá
10h31min - Bênção de pajé Bororo dá início aos V Jogos dos Povos Indígenas
09h45min - Sai lista com classificados no atletismo
09h40min - Kadiwéu é o grande vencedor do Arremesso de Lança
09h30min - Divulgados os resultados da segunda rodada do futebol

 

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Divulgados os resultados da segunda rodada do futebol – 09h30min

Acabam de ser divulgados os resultados dos jogos de futebol realizados ontem, dia 16, referentes a segunda rodada da competição.

Eliminatórias/futebol masculino
Tapirapé 1 X 1 Kaiwá
Terena W X 0 Waiapi
Guarani 0 X w Kanela
Suruí-RO 0 X 1
Xerente 1 X 1 Akewara
Rikbatsa 0 X 2 Xingu/Kuikuro
Krahô 0 X 3 Xingu/Yawalapití
Ashaninka 3 X 0 Assurini
Karajá 3 X 0 Paresi
Xicrin 0 x ) Kayapó
Wai-Wai 1 X 1 Tembé

Eliminatórias/futebol feminino
Tapirapé W X 0 Gavião
Paresi 1 X 7 Bororo
Kadiweu 0 X 10 Xavante
Terena 4 X 1 Tembé
Kaiwá 0 X 0 kayapó
Krahô 0 X 1 Karajá
Bakairi W X 0 Xerente
Gavião 0 X 2 Bororo
Hikbatsa W X 0 Akewara

 
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Kadiwéu é o grande vencedor do Arremesso de Lança – 09h40min

O índio Kadiwéu Lucídio da Silva foi o grande vencedor da modalidade Arremesso de Lança. Lucídio conseguiu arremessar a lança a uma distância de 44 metros. O resultado acabou de ser divulgado pela coordenação dos V Jogos Indígenas.

Em segundo lugar ficaram empatados o Gavião Apreire e o Bororo Baioporo – ambos arremessaram 42 metros. Três índios ficaram empatados em terceiro lugar – Adauto Bakairi, Kugo Bororo e Guaritibaia Pataxó que jogaram a lança a 41 metros.
 
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Sai lista com classificados no atletismo – 09h45min

A primeira eliminatória de Corrida de Velocidade mostra que a disputa entre os atletas masculinos será grande. São eles: Iykana karajá, Airomkire Gaviao, Joel Pires Kadiwéu, AmuneriKuikuro (Xingu), Paulo Ladete Krahô, Kugo Bororo, Elton Bakairi, Valdete Pianco Ashaninka, Airton Tsimnhatae’wa Xavante, Tumin Yawalapití (Xingu), Aratimbo Pataxó, Axiaji Tapirapé, Marinaldo kanela e Lenivaldo Xerente.

Entre as mulheres as classificadas foram: Lawarita Karajá, Claudinha Gavião Kyikatejê, Ofélia Kaiwá, Lidiane Bororo, Marcelina Xavante, Ana Terra Yawalapití (Xingu), Dalva da Silva Kadiwéu, Delfina Nogueira Terena e Adenise Xerente.

 
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Bênção de pajé Bororo dá início aos V Jogos dos Povos Indígenas - 10h31min

A bênção dos V Jogos dos Povos Indígenas, dada por um Pajé Bororo, deu início à cerimônia de abertura da competição no sábado (14), seguida do desfile das etnias e uma homenagem prestada às autoridades presentes. O presidente da Fundação Nacional do Índio, Artur Nobre Mendes, participou acompanhado de outros representantes do Estado, como o Ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, o Secretário Nacional dos Esportes, Lars Grael, o prefeito de Guairá (PR), Manoel Cuba, o Secretário de Esporte e Defesa Social do Pará, Paulo Setie Câmara, a Secretária Adjunta Executiva de Esporte e Lazer do Pará, Lucilene Farinha Silva, a Secretária de Educação do Pará, Isabel Amazonas e o Prefeito Municipal de Marapanim, Raimundo Luiz de Moraes. Também compareceu o embaixador do Canadá, Jean-Pierre Juneau, acompanhando três índios canadenses, Alexander Nelson, Jake Caplin, Edward du Charme. (Carmem Lustosa)

 
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Reunião no Acre discute delimitação de Terra Kaxinawá - 14h12min

O conflito entre colonos e índios Kaxinawá, motivado pela identificação e delimitação da Terra Indígena Kaxinawá do Seringal Curralinho, no Acre, levou antropólogos da FUNAI a reunirem-se na semana passada, em Rio Branco (AC), com representantes de entidades ambientais e dos trabalhadores não-índios envolvidos. O objetivo era mediar as negociações entre índios e não-índios, representados respectivamente pela União das Nações Indígenas do Acre e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feijó.

A identificação da terra, iniciada em dezembro de 2001 por um Grupo de Trabalho designado pela presidência da FUNAI, foi paralisada em janeiro de 2002 por pressões dos trabalhadores “brancos” contrários à demarcação. Em conseqüência disso, realizou-se um primeiro encontro em Brasília para debater a questão no dia 15 de julho de 2002, no qual ficou decidida a interrupção dos trabalhos até depois das eleições presidenciais, em outubro de 2002.

Na segunda reunião, que aconteceu no dia 13 de setembro em Rio Branco (AC), a suspensão da delimitação foi mantida, ficando estabelecida a criação de uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável para os trabalhadores rurais extrativistas não-índios em volta da terra indígena. Com isso, uma área próxima a das comunidades indígenas será reservada para habitação e atividades econômicas desses colonos, entre agricultores, seringueiros e agro-pastoreiros.

No encontro estavam presentes o chefe substituto do Departamento de Identificação e Delimitação (DEID) da FUNAI, Alceu Cotia Mariz e a antropóloga Stella Ribeiro da Matta Machado. Também compareceram Avelino Batista, coordenador da União das Nações Indígenas do Acre, Antônio Pereira Neto, administrador da Executiva Regional de Rio Branco, o representante kaxinawá Carlos Brandão, Ana Maria Carvalho Ribeiro Lage e Isa Maria Pacheco, do Ministério do Meio Ambiente, Atanagildo de Deus Matos do IBAMA/CNPT, Jacó César Piccoli da Universidade Federal do Acre e José Sales do Nascimento representando o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feijó, município do Acre. (Carmem Lustosa)

 
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Administração Executiva do Xingu recebe doações da Procuradoria - 15h28min

A Administração Executiva Regional do Xingu (AER) recebeu hoje (17), como doação da Procuradoria Geral da República, quatro veículos e 12 mesas e 36 cadeiras. O mobiliário e dois veículos serão destinados para equipar uma casa recém reformada pela Funai, no município de Canarana/MT, para atender as comunidades indígenas do Alto Xingu. Os outros veículos poderão ser aproveitados na sede da Funai em Brasília ou em outra administração.

Segundo o administrador-substituto da AER do Xingu, Cairo Arantes, além do atendimento ao índio, na casa em Canarana também funcionará o projeto Sivam. "O Sivam já instalou equipamentos para fiscalização das terras indígenas e monitoramento de queimadas. Três funcionários serão designados para fazer o curso de capacitação para trabalharem na parceria com o projeto", conta Arantes. (Simone Cavalcante)

 
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Parceria entre Funai e índios de Aracruz apresenta resultados - 16h26min

A Funai, as comunidades indígenas Tupiniquim e Guarani de Aracruz (ES) e a empresa Aracruz Celulose assinaram, após dois meses de discussão, um termo aditivo do acordo financeiro firmado em 1998. O acordo firmado em 1998 é resultado da ação fomentada pela Funai e pela Associação Indígena Tupiniquim-Guarani para ressarcimento dos índios de Aracruz, que tiveram áreas de suas terras desmatadas pela empresa. Com o termo aditivo, a quantia recebida aumentou em R$ 400 mil ao ano, que serão recebidos até 2018. Com a revisão do acordo, serão R$ 1,7 milhão investidos anualmente em projetos sociais e ambientais, beneficiando cerca de 2 mil índios das comunidades.

Além do aumento do valor anual repassado às comunidades, a empresa cederá 35 bolsas de estudo por ano para índios que cursarem a faculdade até 2018. A Aracruz também se comprometeu a estabelecer programas de qualificação de mão-de-obra de membros das comunidades indígenas, priorizando a contratação desses membros para a prestação de serviços na empresa.

A empresa custeará ainda obras de recuperação do rio Sahy, no valor de R$ 120 mil a serem recebidos metade neste ano e metade em 2003, e cederá mudas nativas e apoio técnico para um projeto de reflorestamento das margens e das grotas dos rios Sauê, Sahy e Guaxindiba. (Vanessa Silva)

 
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Wai-Wai e Paresi vencem prova de Arco e Flecha – 16h55min

Acabou neste momento a prova final de Arco e Flecha. Mateus Wai-Wai e José Benedito Paresi foram os grande vencedores. Paulinho Bororo e Tawé Assurini ficaram empatados em segundo lugar. Em terceiro ficou Irinildo Wai-Wai, mostrando que os índios da Terra Indígena Nahmundá-Mapuera, no Pará, são mesmo feras nesta modalidade.

 
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Mulheres Xavante vencem Cabo de Guerra – 17h30min

Na grande final feminina do Cabo de Guerra entre as índias Gavião e Xavante, as Xavante levaram a melhor. Em terceiro lugar ficaram as mulheres da etnia Karajá.

“Eu já esperava por isso. Mulher Xavante é trabalhadora. E aquelas que nunca saíram da aldeia têm força mesmo”, disse Adriano Xavante, coordenador da etnia nos V Jogos Indígenas. A índia Geni Xavante, que participou da competição, também estava contente. “Quase desmaiei de alegria”. Ela afirmou que mulher Xavante corre com tora e tem muita força. “Quando chegar na aldeia vou contar tudo e mostrar como nós fizemos aqui”. O velho cacique Abraão não escondia a satisfação e o orgulho. “Eu gostei muito. Mulher Xavante sabe luta dela, é trabalhadora. Luta muito, luta sempre, luta toda vida, todo ano.”

 
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Kayapó fazem festa com o público – 19h00min

O público não resistiu, desceu das arquibancadas e se misturou aos Kayapó, ultima tribo a se apresentar na programação cultural neste quarto dia dos V Jogos Indígenas. Depois de dar a volta na arena em companhia dos índios, todos fizeram um círculo e pularam muito. Gente simples e profissionais libertais de Marapanim corriam apressados querendo ver os índios de perto. “Não estou perdendo nada. Chego aqui todos os dias às 11 horas e só saio depois que acaba tudo”, vibrava o profissional liberal José Edinaldo Naiff.

Acompanhado da mulher e pequena Kokoprim, de 4 anos, o Kayapó Be Kraipo, da aldeia Gorotire, disse que gosta dessa mistura entre público e índios. “ É bom para pessoal ver de perto como é a cultura dos Kayapó, para ver como Kayapó dança.” A esposa, Aití, também gostou da companhia dos brancos, mas observou que ainda falta muito para os não-índios aprenderem a dança Kayapó. “Eles não dançam como nós.” (Maria Luiza Silveira)

 
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Kayapó e Pataxó dançam juntos durante o banho – 20h10min

A chegada dos carro do Corpo de Bombeiros é sempre sinônimo de festa. Neste momento Kayapó e Pataxó, adultos e crianças, dançam junto, sob o esguicho da mangueira dos bombeiros.

Os Pataxó cantaram e dançaram o Muká Mukau, “uma música de festa para quando chega parente”, explicou um deles. Debaixo da água, os Kayapó celebraram o banho com o rito Kuehakamu, feito depois que as mulheres chegam da roça de mandioca e os homens trazem peixe, como contou o índio Takamaku. “É uma música que a gente canta para festejar o caldo da mandioca.” (Maria Luiza Silveira)

 
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