20 de setembro

 

18h30min - Vice-campeão Assurini é orgulho de seu povo
16h45min - Xipaya chega em primeiro na Natação e é considerado um guerreiro
16h20min - Prova de Natação exigiu fôlego dos atletas
16h05min - Hikbatsa fazem demonstração de Canoagem
16h01min - Índios Kanela participam de festival de música no Maranhão
13h45min - Seminário para tratar de Conhecimentos Tradicionais Indígenas
13h10min - Prova de natação terá início às 15h00min
12h15min - Xinguanos são campeões do futebol masculino
12h14min - Posto Indígena da Funai e aldeias combatem madeireiros em Rondônia
11h34min - Servidores da Funai terão empréstimo bancário facilitado
10h25min - Índio Waiapi filma Jogos para o seu povo
09h30min - 5 etnias têm apenas um representante nos Jogos

 

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5 etnias têm apenas um representante nos Jogos – 09h30min

Kambeba, Mayuruna, Quéchua, Kokama e Tukano, povos que vivem no Amazonas próximo às fronteiras do Peru e Colômbia, têm apenas um representante nos V Jogos dos Povos Indígenas.

Kambeba, Mayuruna, Quéchua e Kokama participam dos Jogos pela primeira vez. Arco e Flecha e Arremesso de Lança foram categorias em que todos participaram. César Mayuruna e Adriano Kokama integraram ainda a equipe de futebol dos Ashaninka (AC), que enviaram 10 atletas para os Jogos e também participam pela primeira vez das competições. Os Ashaninka chamam a atenção pelos longos trajes feitos de tecido escuro e os grandes colares de sementes. Também Quechúa despertou curiosidade pela roupa trajes que lembra seus irmãos peruanos. João, o representante da etnia, conta que 700 deles vivem no lado brasileiro.

Na tarde de hoje Jalmir Kambeba e Adriano participam da prova de Natação. Jalmir conta gostou tanto de conhecer vários grupos indígenas diferentes que, quando chegar à aldeia, vai dizer para o seu povo. “É bom. Nós temos que voltar.” (Maria Luiza Silveira)


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Índio Waiapi filma Jogos para o seu povo – 10h25min

Viseni Waiapi só larga a câmera quando está cansado. Nesse momento o outro cinegrafista da etnia, Japarupi, assume o equipamento. Eles estão filmando “para mostrar aos que não puderam vir”. Há 10 anos os Waiapi assumiram o olhar que leva o mundo até eles. “Os cacique falaram: branco filma depois vende escondido e nós não, vamos filmar para nós mesmos, para o neto do nosso neto”, conta o Viseni. “Fizemos o curso de cinegrafista e estamos preparados”, diz ele, lembrando que Kaciripina e Muru são os cinegrafistas mais antigos dos Waiapi (AP). Eles já documentaram a Festa do Milho, do Peixe, da Onça, do Pássaro e vários outros rituais da tribo. “Agora estamos fazendo um filme sobre o Deus dos Waiapi, Janejaha.”

Estes são os primeiros Jogos que contam com a participação dos Waiapi. “Todos nós achamos bom porque podemos encontrar outros povos. Antigamente povo indígena vivia juntos e portugueses separou tudo. Agora nos Jogos nós podemos trocar experiências com outros grupos indígenas diferentes. Isso é muito bom para nós”, disse Aseni, “Fora Amapá, conhecemos muito pouco grupo indígenas. Por isso os Jogos são importantes para nós.” Viseni nunca tinha visto Cabo de Guerra, Corrida de Velocidade e Arremesso de Lança.

Depois que o vídeo dos Jogos for editado, ele pretende viajar levando o filme para que os 600 Waiapi que vivem em 40 aldeias. “Também passamos quando fazemos Assembléia Geral da nossa Associação.” (Maria Luiza Silveira)

 
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Servidores da Funai terão empréstimo bancário facilitado - 11h34min

A Funai e o Banco do Brasil (BB) assinaram contrato para concessão de empréstimos ou financiamentos de bens de consumo a servidores da fundação, mediante consignação em folha de pagamento ou débito em conta corrente. Os empréstimos serão concedidos aos servidores com mais de seis meses de exercício efetivo na fundação, em suas Administrações Executivas Regionais (AERs) ou Núcleos de Apoio. Os interessados devem entrar em contato com as agências do BB, em seus respectivos domicílios.(Léia Metre)

 
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Posto Indígena da Funai e aldeias combatem madeireiros em Rondônia - 12h14min

A exploração ilegal de madeira no interior da Terra Indígena Rio Branco, no sul de Rondônia, próximo à fronteira com a Bolívia, está ameaçando as aldeias dos índios Tupari, Macurape, Jabuti, Aruá, Aricapu e Campé. Segundo o chefe de posto da Funai na Terra Indígena Rio Branco, Rieli Franciscato, a Funai está se reunindo com as comunidades das seis aldeias para desenvolver um trabalho de conscientização e impedir que alguns índios autorizem a entrada de madeireiros.

Segundo Franciscato, o mogno já está extinto na região e agora, os madeireiros estão explorando ilegalmente a cerejeira, o ipê e outras madeiras com valor no mercado. "Infelizmente, alguns índios foram sendo convencidos pelos madeireiros de que a derrubada da mata traria vantagens. Hoje, as comunidades sentiram na pele de que ela só prejudicou e empobreceu as aldeias e estão dispostas a mudar a situação", explicou o indigenista, que fica a maior parte do tempo na mata com os índios. (Simone Cavalcante)

 
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Xinguanos são campeões do futebol masculino – 12h15min

Foi uma final emocionante. Por 3 X 2 os xinguanos Ywalapití se consagraram campeões do Futebol Masculino desses V Jogos dos Povos Indígenas, vencendo os Kanela. O meia Itã, que vestiu a camisa 8, foi o autor do gol que deu a vitória ao time. Ele fez também o primeiro gol da partida. O camisa 10 Arutsapi fez o segundo gol.

O técnico Mataruá credita a vitória à boa defesa. “Chegamos na final invictos. Meu time não perdeu nada.” Ele conta que tiveram apenas uma semana e meia de treinamento devido às festas do Kuarup que foram realizadas no Alto Xingu. Os próprios Ywalapití realizaram o Kuarup no mês de agosto, em função da morte do Conselheiro Paru, pai do cacique Aritana e do lider Pirakumã. Depois participaram ainda dos Kuarup realizados nos Kamaiurá, Kuikuru e Kalapalo. “Com pouco tempo, eu me preocupei em treinar mais a defesa.”

“Eles jogaram muito”, comemorava Pirakumã Yawalapití. A comemoração dos Yawalapití começou no Campo de Marudá, onde foi realizada a partida, continuou no ônibus que trouxe o time campeão de volta à Vila Olímpica, prosseguiu na porta da maloca e só terminou tempos depois que eles entraram na casa. O ônibus veio lotado de índios de várias etnias, entre elas Xavante, que vibravam junto com os Ywalapití. “Agora vamos festejar lá na aldeia. Vamos fazer festa de Tawarawanã, a Dança do Peixe, e os homens e as mulheres vão dançar o dia todo”, disse o técnico da seleção.

Os Xerente e Terena disputaram a terceira colocação. O jogo terminou empatado em 1 X 1. A disputa foi para os pênaltis e os Xerente garantiram a vitória com 3 gols contra 2 dos Terena. (Maria Luiza Silveira)

 
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Prova de natação terá início às 15h00min – 13h10min

81 atletas de 31 etnias diferentes vão participar da prova de Natação que terá início às 15 horas da tarde de hoje. A prova será disputada no rio Marapanim, em percurso de aproximadamente 70 metros.

A prova de Canoagem, que também seria realizada na tarde de hoje, foi suspensa por motivos técnicos. Em função disso haverá apenas uma demonstração da Categoria, que será feita pela etnia Hikbatsa. (Maria Luiza Silveira)

 
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Seminário para tratar de Conhecimentos Tradicionais Indígenas - 13h45min

Com o objetivo de discutir as melhores alternativas para se aproveitar a sabedoria das sociedades tradicionais de maneira justa e solidária, foi realizado o Seminário sobre Proteção aos Conhecimentos Tradicionais e Consentimento Prévio Fundamentado, nos dias 17 e 18 de setembro, na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC). O encontro foi promovido pelo Instituto Socioambiental (ISA).

Na ocasião, representantes indígenas expuseram suas opiniões, como Vilmar Guarany, Coordenador de Direitos Indígenas da FUNAI, que deu esclarecimentos sobre o convênio FUNAI/EMBRAPA. Fruto desse acordo, o trabalho desenvolvido pela empresa em comunidades Krahô trouxe inúmeros benefícios para os índios, e os resultados foram expostos pela pesquisadora Terezinha Dias.

Maximiliano Correa Menezes, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, fez considerações acerca das dificuldades encontradas pelos índios em relação à representatividade. Além deles, Manuela Carneiro Cunha, professora da Universidade de Chicago, Beto Ricardo, Coordenador do Programa Rio Negro/ISA, Juliana Santilli, Promotora de Justiça do Meio Ambiente no DF e sócia fundadora do ISA, André Lima, Coordenador do Programa Direito Socioambiental do ISA, Escrawen Sompré, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), entre outros envolvidos na questão da biodiversidade estavam presentes nas discussões.
(Carmen Lustosa)
 
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Índios Kanela participam de festival de música no Maranhão - 16h01min

Um grupo de 35 índios Kanela de Barra do Corda participaram do Festival Internacional de Música de São Luís, no Maranhão, apresentando num espetáculo a cultura da etnia. O show foi dividido em três atos, e aconteceu na última semana do festival, que aconteceu do dia 7 ao dia 15 deste mês. Os três atos foram batizados de Espiritual, Coleta e Pajé, nos quais os índios cantaram e dançaram mostrando, no primeiro, as festas religiosas, no segundo, os rituais de plantio e colheita para a subsistência da comunidade e, no terceiro, os rituais indígenas de cura. A cada ato, o público presente pôde acompanhar o cacique Severo Ronkor, que explicou o significado das danças e cantigas. (Vanessa Silva)

 
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Hikbatsa fazem demonstração de Canoagem – 16h05min

A canoa dos Hikbatsa subiu o rio Marapanim contra a forte correnteza. Paulo Tsikdi e Urbano Pokze, que fizeram a demonstração da modalidade nos V Jogos dos Povos Indígenas, provaram porque os Hikbatsa são exímios canoerios. “Aquelas correnteza são pouco para eles”, observou Francisco Cavalcanti, Chefe de Posto da FUNAI na área Hikbatsa. Cavalcanti observou que os índios estão acostumados a subirem e desceram as diversas cachoeiras dos rios Juruena e Arino que atravessam a Terra Indígena com suas canoas de mogno de cerejeira.

Em agradecimento às mulheres que lotavam o local, os Hikbatsa levaram a índia Iraci durante a demonstração. (Maria Luiza Silveira)

 
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Prova de Natação exigiu fôlego dos atletas – 16h20min

A combinação de correnteza e vento exigiu esforço redobrado dos atletas que participaram da prova de Natação. Cinco integrantes da equipe masculina e uma da feminina foram atendidos pela equipe de médica que acompanha os índios. “Eles se esforçaram muito devido a correnteza e chegaram com falta de oxigênio”, informou Edinalda Barbosa, Coordenadora da Saúde.

Mesmo em condições difíceis, as mulheres Kayapó mostraram que são campeãs no quesito resistências e venceram a prova feminina. As índias Papnoro e Kokoere ficaram em primeiro e terceiro lugar, respectivamente. A segunda colocação ficou com a Xerente Iracema. “Foi duro ser campeã”, afirmou Papnoro. “Ficamos alegres e depois fomos dançar.” (Maria Luiza Silveira)

 
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Xipaya chega em primeiro na Natação e é considerado um guerreiro – 16h45min

“Ele foi um guerreiro. A correnteza do rio estava muito forte”, exultava Luiz Xipaya, que ao lado dos 40 membros da delegação dos Xipaya (PA), cercava o campeão da prova masculina de Natação, Leopoldinho. “Fiquei orgulhoso Todos nós ficamos orgulhosos. É a nossa primeira participação nos Jogos Indígenas. E isso para nós é muito mais importante do que a vitória.”

Leopoldinho Xipaya contou que estava confiante na vitória. “Quando passei pelo primeiro barco, precisei de toda a força que eu tinha para avançar, por causa da correnteza e do vento. Cheguei com a batata da perna e os braços doendo e já estava respirando com dificuldade, mas ganhar a prova foi bom demais.” Para comemorar, os índios fizeram a Dança do Pássaro e garantiram que vão reservar um dia inteiro de festa na aldeia Tukamã para comemorar a vitória de Leopodinho. O xinguano Yawalapití, Yamiko Yanu, chegou em segundo lugar. A terceira posição foi do Kayapó Bepkra.

Logo após a prova de Natação, os índios Kaiowá, Gavião, Wai-Wai, Kayapó, Karajá e Xinguanos fizeram uma apresentação cultural na Praça central de Marapanim, município paraense onde se realiza os V Jogos dos Povos Indígenas, com público estimado entre três e quatro mil pessoas. (Maria Luiza Silveira)

 
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Vice-campeão Assurini é orgulho de seu povo –18h30min

Os Assurini (PA) continuam comemorando. Os 26 índios que vieram aos Jogos, entre eles quatro mulheres e quatro crianças, não escondem a alegria com o vice-campeonato no Arco e Flecha conquistado por Tawé. É a segunda participação dos Assurini nos Jogos e a vitória animou o grupo. “Usamos arco e flecha para pescar”, justificou Tawé, o vice-campeão. “Ele passa a manhã inteira pescando e sempre traz muito peixe quando volta”, contou o amigo Torrí.

Tawé conta que ficou muito concentrado no peixe-alvo no momento de dar as três flechadas a que tinha direito. “Eu queria acertar o olho dele, mas acertei duas vezes no corpo e uma na nadadeira.” Os Assurini pescam com arco e flecha e com a lança de três pontas, que chamam de zagai.

Aniwhohoa, uma das mais velhas do grupo, disse que nunca tinha visto tanto “parente” junto, mas “os Assurini são os que dançam mais bonito.” Ao seu lado, Noraí, ainda mais idosa, concorda. “Essa proximidade com outros grupos é importante porque desperta neles o interesse de manter a cultura preservada”, analisa Ernestino Fonseca, Chefe do Posto Trocará. Os Assurini mantêm a festa do Mingau, mas há oito anos, desde a morte do pajé, não celebram a dança do Jacaré. “Essa vitória foi importante para o meu povo”, observou Tawé.

Tawé dividiu o vice-campeonato com Paulinho Bororo. (Maria Luiza Silveira)

 
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