02 de setembro

 

17h34min - Índios recebem mogno apreendido pelo Ibama
17h11min - Artesanato indígena transforma ambiente na exposição Casa Cor
16h38min - VI Jogos dos Povos Indígenas inovam corrida de tora

 

Volta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VI Jogos dos Povos Indígenas inovam corrida de tora - 16h38min

A corrida de tora, uma das modalidades esportivas tradicionais praticadas pelos Krahô e Xerente, do Tocantins, Xavante, do Mato Grosso, Kanela, do Maranhão e Gavião Kyakatejê, do Pará , que participam da sexta edição dos Jogos dos Povos Indígenas, será apresentada como competição entre as etnias inscritas. O fato é inédito, pois nas edições anteriores, o esporte fez parte apenas das demonstrações de práticas tradicionais. Segundo Carlos Terena, coordenador da Funai nos Jogos, a inovação resultou da sugestão dos próprios indígenas, por ser um dos esportes que mais faz vibrar tanto atletas como o público não-índio, que lota as arquibancadas.

Este ano, a competição será aberta também a outros povos participantes, que não praticam a corrida de tora no seu dia-a-dia. “Todos os anos, essa modalidade faz o maior sucesso entre todos os povos convidados e arranca muitos aplausos da platéia. Dessa forma é um elemento importante de intercâmbio entre os povos. Também será uma maneira de divulgar a prática do esporte entre os indígenas”, explicou Terena.

A corrida de tora será disputada na arena, construída especialmente para a realização do evento no período de 1º a 08 de novembro próximo, na beira do rio Tocantins, na Praia da Graciosa, em Palmas/TO. Os Jogos dos Povos Indígenas são patrocinados pelo Ministério do Esporte, realizados pelos governos estaduais e prefeituras, com o apoio da Funai. Este ano, o governo de Tocantins está acolhendo o evento, idealizado pelos próprios indígenas.

 
Topo
 
Artesanato indígena transforma ambiente na exposição Casa Cor - 17h11min

Bancos, cestos, arcos e flechas, bandejas, cocares, canoas e remos, bandoleiras e bordunas de vários povos indígenas estarão presentes na ambientação da Casa Cor, este ano, em Brasília. O sofisticado projeto de decoração incluirá peças do artesanato de nove diferentes povos: Baniwa (AM), Waiana Apalay (PA), Bororo e Xavante e Irantxe (MT) Kalapalo e Kuikuro (Xinguano-MT), Karajá, (TO), e Kayapó (PA). A abertura oficial é nesta quinta-feira (04), na QL 24, conjunto 07, casa 20, no Lago Sul e reunirá 35 objetos indígenas, no hall de entrada da Casa Cor. A expectativa dos organizadores é receber um público de 20 mil pessoas até o dia 03 de outubro.

A arquiteta Circe Milano, responsável pela ambientação do hall, explicou que a arte indígena estará bem à mostra do público. A idéia é difundir a riqueza da cultura dos povos e fazer com os arquitetos e decoradores brasileiros utilizem e comercializem os objetos produzidos nas comunidades. "Hoje, na decoração de ambientes prevalece a utilização de objetos importados de outros países. Se temos aqui mesmo uma imensa variedade que pode ornamentar de forma belíssima diferentes ambientes de uma residência, por que ficarmos apenas importando? Os arquitetos e decoradores do Mato Grosso foram já utilizam a arte indíegna em decorações. Foi inspirada neles, resolvi propor esse ambiente para a Casa Cor deste ano", conta Milano.

A Funai apóia a participação da arte indígena na Casa Cor. A cessão dos objetos foi concretizada por meio de parceria com a Artíndia, loja de artesanato do órgão indigenista. Os objetos poderão ser adquiridos pelos visitantes.

 
Topo
 
Índios recebem mogno apreendido pelo Ibama - 17h34min

Oito mil e quinhentos metros cúbicos de mogno foram liberados pela Justiça para serem doados aos índios Kaiapós. A carga é fruto de uma apreensão do Ibama realizada na região de São Félix do Xingu (MT). As aldeias Mektire, Kremoro, Kokraimoro, Ubenkdire e Pykany, no Mato Grosso e Kedjan e Pykaranrankre, no Pará, receberão a doação mesmo depois do presidente Luís Inácio Lula da Silva ter assinado decreto em junho, determinando que toda madeira apreendida deve ser encaminhada às organizações não-governamentais. O objetivo do Ibama é resolver problemas relacionados à extração de madeira e garantir o êxito do projeto Amazônia Legal. Para isso, também foram doados, em julho, 14 mil metros cúbicos de mogno apreendido à Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e ainda existem, em poder do Ibama, mais de 66 metros cúbicos esperando liberação da Justiça para serem doados.

 
Topo