18 de setembro

 

17h31min - Museu americano homenageia índios Panará
15h55min - Ministério do Esporte adia VI Jogos dos Povos Indígenas
15h48min - Seminário de Ações Governamentais para os Povos Indígenas na Amazônia termina hoje

 

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Seminário de Ações Governamentais para os Povos Indígenas na Amazônia termina hoje - 15h48min

Termina hoje o seminário que está discutindo, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, as políticas públicas dirigidas às comunidades indígenas da Amazônia Legal brasileira. O seminário foi promovido pela Comissão da Amazônia e de Desenvolvimento Regional, a pedido da Subcomissão Permanente de Assuntos Indígenas, que é presidida pela deputada Perpetúa Almeida (PC do B / AC).

“Estou aqui porque presido esta que é a primeira subcomissão permanente criada na Câmara para discutir a questão. É importante trazer o poder público para as discussões e é extremamente importante fazer desse seminário um espaço onde os índios possam opinar sobre o que querem que seja mudado. Para nós parlamentares não é correto pensar essas políticas sem ouvir os índios”, argumenta Perpétua.

O primeiro dia do seminário contou com a participação de órgãos do governo, na parte da manhã, e de organizações não-governamentais à tarde. O representante do Instituto de Estudos Sócio Econômicos (Inesc), Ricardo Vedum, apresentou um relatório de proposta do PPA contendo os valores dos recursos direcionados aos povos indígenas de 2004 a 2007. Segundo o relatório, em três anos os povos indígenas terão direito a R$ 294,7 milhões a serem distribuídos em programas de identidade étnica, patrimonial e cultural, gestão territorial, proteção às terras indígenas e etnodesenvolvimento.

O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (Conami) esteve presente nos dois dias do evento, acompanhado de diversas lideranças femininas em defesa de uma maior participação dos povos indígenas nas ações governamentais. “Queremos ações mais efetivas no sentido de dar mais atenção às populações indígenas. Os índios são os primeiros habitantes deste imenso Brasil, mas hoje são os últimos a serem lembrados”, lamenta Mírian Terena, presidente do Conami.

O encerramento do seminário contará com a participação de órgão da Câmara dos Deputados e institutos de pesquisas para discutirem o tema “Proposições Legislativas referentes aos Povos Indígenas em Tramitação na Câmara dos Deputados”.(Ana Paula de Souza).

 
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Ministério do Esporte adia VI Jogos dos Povos Indígenas - 15h55min

O atraso na liberação de recursos do Orçamento da União e a impossibilidade do Ministério do Esporte repassar, em tempo hábil, a verba necessária para a Secretaria de Esporte de Tocantins realizar a sexta edição dos Jogos dos Povos Indígenas levou os organizadores a decidirem adiar o evento para o período de 1º a 08 de novembro. Inicialmente, os Jogos Indígenas seriam realizados entre os dias 04 a 11 de outubro.

A decisão foi tomada ontem (17), pelo ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, após reunião entre dirigentes do ministério e os organizadores do evento. O secretário de Esporte Educacional do Ministério, Orlando Silva Júnior, explicou que a verba para os jogos deveria ser liberada com antecedência mínima de três meses do início da competição. Devido aos contingenciamentos orçamentários do Ministério do Esporte isso não foi possível.

Os Jogos Indígenas começaram em 1998, com a decisão de Pelé, quando Ministro Extraordinário do Esporte. Ao longo desses anos, já foram realizadas cinco edições e o evento agora já faz parte do calendário esportivo brasileiro. Entre os indígenas é motivo de orgulho e as comunidades comemoram a participação de seus atletas. Além disso, os Jogos são também o resgate da auto-estima dos povos participantes, pois promovem a cultura indígena, seus valores e costumes. Ganha também a sociedade brasileira, com a oportunidade de assistir as apresentação culturais intercaladas às competições e demonstrações de esportes tradicionalmente indígenas.

A edição dos jogos deste ano contará com a participação de 47 etnias e terá a participação de cerca de 1.200 atletas. Sete desses povos vão participar pela primeira vez da competição: os Avá Guajá e os Kappor (MA), os Avá Canoeiro (GO), os Nambikwára e os Uru-Eu-Wau-Wau (RO), e os Waimiri Atroari e Hixkariana (AM).

Comunidades indígenas de outros países também vão participar dos VI Jogos Indígenas em Tocantins. Virão ao Brasil dez índios canadenses, vinte da Guiana Francesa (da tribo Kalina) e quarenta índios da comunidade Wai-Wai, que moram na região da fronteira brasileira com a Guiana Inglesa.

A aldeia olímpica já está sendo construída para abrigar os atletas. As modalidades dos Jogos Indígenas são arco e flecha, cabo de guerra, canoagem, corrida com tora, xikunahaty - espécie de futebol que se joga com a cabeça, arremesso de lança, luta corporal, natação e zarabatana.

O evento tem o patrocínio do Ministério do Esporte e, este ano, é organizado pela Secretaria de Esporte de Tocantins, com apoio da Prefeitura de Palmas e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 
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Museu americano homenageia índios Panará - 17h31min

O Field Museum de Chicago, conceituado museu americano, realiza até fevereiro de 2004, uma mostra fotográfica, em preto e branco, que registra a saga dos índios Panará, também conhecidos por Krenhakarore. Depois de muita luta na justiça, esses índios conseguiram retornar à sua terra tradicional, hoje demarcada e homologada. Lá, reconstruíram uma nova aldeia, às margens do rio
Iriri, batizada de Nãsepotiti. O vídeo "O Brasil Grande e os Índios Gigantes", de Aurélio Michilllis, também faz parte da exposição do museu em Chigago.

A história do contato dos Panará com a sociedade não-índia é dramática. Na década de 70, com a construção da rodovia Cuiabá (MT)-Santarém (PA), foram expulsos de suas terras e por pouco não acabaram extintos. A população de 400 pessoas, em 1973, foi reduzida para 70 indivíduos em 1975. Muitos deles, vitimados por gripes e diarréias, esmolavam na beira da estrada. Para garantir a sobrevivência desse povo, a Funai o transferiu para o Parque Indígena do Xingu, onde também foi discriminado por outras etnias, que roubavam suas mulheres e os perseguiam. O tempo em que permaneceram no Xingu, sonharam sempre com a volta para o local de origem.

Em recente e inédita decisão da Superior Tribunal Federal, os Paraná foram indenizados por danos morais e prejuízos sofridos ao longo de seu trágico contato com a sociedade brasileira. A União não recorreu à ação e o governo federal pagou mais de um milhão de reais no final de agosto passado.

 
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