05 de outubro

 

Acordos para documentação de línguas indígenas trazem tecnologia de ponta para o Brasil

O Museu Nacional/RJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), firmou ontem, 4 de outubro, Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica com o Instituto Max Planck de Psicolingüística (Alemanha/Holanda), agregando novas tecnologias de processamento e armazenamento de dados multimídia ao trabalho científico tradicional realizado junto às comunidades indígenas.  A parceria baseou-se em Acordo entre o Max Planck e o Museu do Índio, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em vigor desde abril deste ano.

A tecnologia de ponta desenvolvida pelo Instituto Max Planck representa um avanço para as instituições brasileiras na documentação da diversidade lingüística e cultural, beneficiando, principalmente, as comunidades indígenas. Segundo Bruna Franchetto, do Museu Nacional, 75% das línguas faladas no Brasil desapareceram nos últimos 500 anos e 24% das línguas indígenas atuais possuem menos de 50 falantes. Apenas 15% das línguas indígenas possuem mais de mil falantes.

“Com base no Acordo, a FUNAI ampliou o trabalho de documentação das línguas indígenas no Brasil”, explica José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio. O Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Brasileiras, um dos destaques da Agenda Social do Governo Federal, pretende, sob a coordenação do Museu do Índio/FUNAI, documentar e fortalecer de 35 línguas, das quais serão escolhidas 20 para a execução na primeira fase, com base em diversos fatores, dentre os quais o grau de ameaça à sua continuidade.

Após a assinatura do Acordo, os representantes do Instituto Max Planck e do Museu Nacional/UFRJ foram visitar as exposições “Tisakisu: Tradição e Novas Tecnologias da Memória” e “A Presença do Invisível: Vida Cotidiana e Ritual entre os Povos Indígenas do Oiapoque”, em exibição no Museu do Índio/RJ.

 
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