24 de Agosto de 2009 |
| Orientação para entrada em Terra Indígena |
A Funai, preocupada com a expansão dos casos de epidemia da Influenza A (H1N1), conhecida como “Gripe Suína”, expediu comunicação às suas Administrações Executivas Regionais, alertando os servidores, para que orientem as comunidades indígenas a elas vinculadas, no sentido de evitarem o fluxo de entrada e saída das aldeias, bem como a sua permanência nas cidades pois a transmissão da referida gripe se dá principalmente em situações de aglomerações. As Administrações deverão, também, orientar os não-indígenas, para que evitem a entrada nas terras indígenas, face a baixa resistência imunológica dos índios. A Funai fez contato com o Ministério da Saúde, buscando orientação da autoridade sanitária e, de acordo com a Funasa, “recomenda-se a restrição de entrada de não-indígenas em aldeias, bem como que sejam avaliadas a realização de atividades e eventos que contribuam para a aglomeração e mobilização de grande número de pessoas.” Em casos de ingresso em áreas indígenas de caráter emergencial e inadiável, será exigida a apresentação de atestado médico. Histórico da Influenza Fonte: Ministério da Saúde Os vírus influenza são compostos de RNA de hélice única, da família dos Ortomixovírus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica. Os vírus podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura). Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus influenza A. As principais características do processo de transmissão da influenza são: alta transmissibilidade, principalmente em relação à influenza A; maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas; rápida variação antigênica do vírus influenza A, o que favorece a rápida reposição do estoque de susceptíveis na população; apresenta-se como zoonose entre aves selvagens e domésticas, suínos, focas e eqüinos que, desse modo, também constituem-se em reservatórios dos vírus. Outras informações podem ser encontradas no Guia de Vigilância Epidemiológica da Influenza/Ministério da Saúde. Os sintomas da Gripe, muitas vezes, se assemelham aos do resfriado. Há ainda outros agentes infecciosos, que podem causar sintomas respiratórios que simulam o quadro de resfriado, como Clamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae, Streptococcus sp. E agravos não infecciosos: uma série de condições apresentam os principais sintomas de resfriado (tosse, congestão nasal, rinorréia, rouquidão e dor de garganta), a saber: a rinite alérgica (mais comum); a polipose nasal, a rinite atrófica, as alterações do septo nasal e a presença de corpo estranho em cavidade nasal. |
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